terça-feira, 3 de março de 2015

A Nação está em festa !!! 62 anos do Rei !!!




PARABÉNS AO REI !!! 




62 ANOS !!!




A NAÇÃO ESTÁ EM FESTA !!!





ENQUANTO ISSO, OS NOSSOS "CO- IRMÃOS" POR EXEMPLO, POSSUEM (OU POSSUÍAM) COMO "ÍDOLOS", PRESIDENTES DE PLANO DE SAÚDE E OUTRAS BIZARRICES ...

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Texto publicado ontem do Olhar Crônico Esportivo ...



O bom e diferente momento do Flamengo


O Clube de Regatas do Flamengo vive um bom momento, apesar de não ter título nenhum estampado em faixas nos peitos dos torcedores. É bom e especial porque, apesar de estar sem títulos no gramado, o clube também está sem títulos protestados ou cobrados judicialmente a toda hora (os títulos desse parágrafo são uma generalização para dívidas, cobranças, arrestos, penhoras e títulos propriamente ditos).






Um momento diferente, muito diferente, quando comparado ao que se viu nos últimos dez anos, principalmente. Diferentes pessoas, de torcedores a jornalistas e jogadores, passam uma imagem positiva do clube. Seus dirigentes fecham bons contratos de patrocínio e elaboram um orçamento com receitas operacionais que, concretizadas, serão um marco em nosso futebol. Ao mesmo tempo, ninguém fala em contratar Lionel Messi ou tirar Neymar do Barcelona ou outra loucura do gênero, como, exagerando só um pouquinho, ouvimos muitas vezes no decorrer desses anos.

Por outro lado, é bom recordar que declarações próximas disso apareceram, um pouco timidamente, há menos de um ano, o que mostra que o momento bom e especial não está livre de chuvas & trovoadas, não está consolidado politicamente.

A atual gestão rubro-negra continua seguindo o que se propôs desde o início: sanear o clube economicamente.  Criar condições para voltar a crescer, só que sobre bases sólidas e não mais sobre fantasias ou sonhos megalômanos. O que foi complicado e ainda é um pouco, porque todo torcedor é um megalômano, alguns um pouco mais, outros um pouco menos.

Sanear uma entidade econômica e financeiramente, qualquer que seja ela, é sempre tarefa tão antipática quanto difícil. Despesas têm que ser cortadas, gostos não podem e não devem ser atendidos, sonhos precisam ser postergados. Por mais que o açougueiro acene com linda peça de filé, dizendo, de forma tentadora, “pode pegar, pague quando puder”, a disciplina exige que não se saia do arroz com feijão básico, talvez com uma linguicinha frita. E olhe lá, sem exagerar na quantidade.






O receituário de gastar menos do que ganha e destinar boa parte do que se ganha para pagar dívidas e criar um novo ambiente propício aos investimentos e ao crescimento, é sempre mal visto, muito criticado e, nos casos de países, levam multidões às ruas e, não raramente, à queda de governos comprometidos com a austeridade.

Vimos muito disso nas últimas décadas, em todo o mundo, e continuamos vendo. De forma quase invariável, depois que um governo – a duras penas e se desgastando em termos de imagem – consegue equilibrar a economia e acertar as contas, a população cede aos cantos e encantos de quem promete mundos e fundos e... Manda para casa a turma que arrumou tudo. A nova equipe que “tudo de bom” prometeu entra já festejando... E gastando.

Tempos depois volta o fantasma da falta de recursos, do crescimento nulo ou negativo, volta a crise, volta a desesperança.

Sim, temos visto isso em países, temos visto isso em estados, temos visto isso em clubes de futebol, ainda que pouco, pois poucos clubes deram-se ao trabalho de se corrigirem, de se reinventarem.







Nos últimos dias colecionei algumas notícias envolvendo muitos de nossos maiores clubes. Vejam uma amostra, em ordem alfabética:

Investidores contratam jogador para o Atlético Mineiro, mas essa ação gera descontentamento no elenco, que está com salários atrasados.

Corinthians, sem caixa, recorre a auxílio de agente para contratar jogador.

Cruzeiro contrata Leandro Damião por empréstimo, mas o salário do novo atacante inflaciona a folha e pode gerar descontentamento no elenco.

Sem o parceiro Unimed, Fluminense pode sofrer desmanche ainda maior.

Grêmio tenta se desfazer de jogador caro e improdutivo; pagar caro pela rescisão do contrato é mais barato que mantê-lo na folha de pagamento.

Internacional espera investidor para contratar garoto uruguaio.

Santos tem salários atrasados e telefones cortados – o dinheiro falta; e ainda terá que bancar 150 mil mensais para manter Leandro Damião “fora” de sua folha de pagamentos.

São Paulo gasta fortuna mensal – bem mais de 2 milhões de reais – com jogadores encostados no clube ou emprestados para outros.







Quando fazia essa coletânea no final do mês passado e começo deste, reparei que o Flamengo não aparecia. Procurei um pouco mais e só encontrei as notícias de praxe, mas nada desproposital. Creio que pela primeira vez desde que acompanho mais a fundo essa área. Ontem mesmo, Paulo Vinicius Coelho em sua coluna na Folha de S.Paulo,  abordou esse ponto e outros e repercutiu bastante.

Ainda em meados do mês passado, o GloboEsporte.com publicou uma excelente matéria com um panorama das finanças de nossos clubes – veja aqui. Na parte referente ao Flamengo dois pontos chamam a atenção: o valor destinado ao pagamento de dívidas e a inexistência de espaços no uniforme para novos patrocínios. Quando vamos para o detalhamento do clube (aqui), aparece, enfim, algo das antigas declarações: o clube planeja investir R$ 30 milhões em contratações, a maior parte (dois terços) conseguida via empréstimo. Nesse momento não chega a trazer preocupação, justamente pelo comportamento já apresentado pela direção.







Claro que nem tudo são flores. Essa mesma direção pisou feio com André Santos e, por coincidência, duas vezes. A primeira ao escalá-lo sem condições de jogo, livrando-se da Série B por sorte. E, depois, ao praticamente demiti-lo, cedendo a pressões de bandos organizados que chegaram a agredir o jogador. Dois erros que jamais poderiam ter ocorrido.
No futebol, erros e acertos em contratações são comuns e é difícil acertar sempre. Desde que loucuras não sejam feitas, uma boa gestão sobrevive às contratações erradas, a um ou outro gasto exagerado. O problema é quando isso se torna rotina. Ou quando a folha salarial explode. É uma loucura absolutamente injustificável um jogador no Brasil ganhar meio milhão ou mais de reais por mês! E, infelizmente, temos visto muitos casos nessa linha. A probabilidade é que a maior parte venha a gerar problemas para seus clubes.







No geral vai bem a gestão de Bandeira de Mello e seus companheiros. Esse ano, porém, será decisivo e muito dependerá da torcida e dos eleitores rubro-negros.
Se o time de futebol não se comportar como sonham e exigem muitos torcedores, conseguirá a gestão correta e “chata” ser vitoriosa?

Os sócios-torcedores (que não têm direito a voto) continuarão mantendo seus pagamentos e fazendo uma enorme diferença para o clube?

Mesmo se acontecer de não disputar títulos, a torcida comparecerá ao estádio, mantendo a receita no alto?

Fazer a coisa certa para o clube no presente e no futuro será o suficiente para manter a gestão de Bandeira de Mello?

Esse ano de 2015 promete ser muito interessante e não só no futebol.

domingo, 4 de janeiro de 2015

O novo Flamengo ...





Pagando dívidas e com salários em dia, a Gávea virou um bom lugar para se trabalhar no futebol

HÁ DOIS meses, o agente de jogadores Eduardo Uram fez uma observação importante sobre o futuro dos clubes brasileiros: "Ninguém está prestando atenção, mas daqui a dois anos o Flamengo será muito forte". Sua percepção era de que o rubro-negro está pagando dívidas e salários em dia. Diferentemente de outras épocas --e de outros clubes--, a Gávea virou um bom lugar para se trabalhar.

A contratação do atacante Marcelo, do Atlético-PR, confirma a teoria. É o melhor negócio do verão. Marcelo era pretendido por todos os grandes clubes do Brasil e confiou no Flamengo.

Parece incrível, mas o Flamengo de hoje é bom pagador.

A outra razão para o Flamengo ser o destino de Marcelo, em vez do São Paulo, do Corinthians ou do Cruzeiro, é a participação do fundo de investimentos Doyen, o mesmo parceiro do Santos para comprar Leandro Damião. A sociedade provocou comparações entre o fiasco santista com Damião e a dívida que restará ao Flamengo se Marcelo não emplacar.



Há diferenças fundamentais.

Damião era um jogador em declínio, autor de 38 gols em 2011 e de apenas 13 em 2013. Pelo Santos, foram onze gols em 44 partidas. Marcelo tem 23 anos, pode aprimorar suas finalizações, mas é um jogador em crescimento.

Se não vender Damião em três anos, o Santos terá de pagar R$ 40 milhões à Doyen. O Flamengo terá de reembolsar R$ 13 milhões ou vender Marcelo. A quem critica a hipótese da venda vale lembrar que seria também o destino provável de qualquer revelação da Gávea, com ou sem sócio.




Mas a sociedade com a Doyen é um símbolo, por mais extrativista que seja o fundo de investimento do português Nélio Lucas. O Flamengo hoje encontra sócios e atrai jogadores. Está de volta ao mercado.

A visão dos jogadores e empresários sobre os clubes muda rápido. Logo depois de romper com a MSI, em 2007, o Corinthians não era atraente. No fim de 2008, representava a perspectiva de participar de um projeto vencedor. Ronaldo Fenômeno topou o desafio.

Hoje, há empresários negociando com o Palmeiras, porque Paulo Nobre paga em dia. O Corinthians segue sendo um destino atraente, mas não tão seguro quanto era há três anos.




O São Paulo negocia a compra do atacante Dudu e oferece 30% do contrato à vista. O Corinthians tinha a faca e o queijo na mão, mas não o dinheiro. Seu desejo é pagar a primeira parcela somente em maio.
Em 2011, quando os clubes negociaram individualmente os contratos de TV e os acordos deixaram Corinthians e Flamengo muito acima dos demais, apostava-se que o clube paulista poderia se tornar hegemônico --o Flamengo sofria com suas dívidas e os outros recebiam muito menos dinheiro de TV.




Quatro anos depois, os empresários, os fundos de investimento e os jogadores sinalizam apostar no contrário. O Flamengo virou um clube sério...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

É... parece que o "circo armado em 2013" para livrar um certo time de (mais um) rebaixamento, está começando a cair...



CBF quer mudar regulamento que prejudicou Flamengo







Parece que acordaram e reconheceram o erro, ainda que não o tenham corrigido. Tanto que a CBF quer mudar , através do Regulamento Geral de Competições (RGC) de 2015, o procedimento no cumprimento de punições disciplinares impostas pelo STJD. E tudo porque a entidade causou um conflito entre o novo dispositivo e uma resolução federal: o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que norteia as ações da corte desportiva. Lembrou do caso do André Santos, no fim de 2013? Pois é!

Querendo acabar com casos iguais ao do lateral-esquerdo André Santos, em 2013, a CBF estipulou no artigo 62 do RGC que "quando ao final de uma competição uma penalidade de suspensão por partida aplicada pelo STJD ao atleta restar pendente, tal pena deverá ser cumprida obrigatoriamente na primeira competição subsequente, a ser iniciada, excluídas as competições em andamento, dentre aquelas coordenadas pela CBF".

Ou seja, se um jogador cometer uma infração, por exemplo, no segundo jogo da final da Copa do Brasil (ou na partida de eliminação) e for punido pelo STJD, o cumprimento terá que se dar em uma disputa ainda não iniciada. E não sendo possível "puxar" esse gancho para o Brasileiro, caso ele já tenha começado, como ocorreu com o então lateral do Flamengo.

A questão é que o CBJD, em seu artigo 171, continua o mesmo e é ele que embasa quando as punições dadas pelo STJD devem ser cumpridas nos casos em que a competição na qual houve a infração já acabou.

- Vai ter um conflito. A procuradoria vai apontar isso, vamos enviar um documento à CBF nos próximos dias - avisou o procurador-geral Paulo Schmitt, ressaltando que o prazo para alterações no regulamento é sexta-feira.

O pensamento do Flamengo estava certo e agora a CBF dá o braço a torcer.

Com ajuda do Lancenet.


Ou seja ...




Será que "irão pagar a dívida" em 2015 ???

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mais uma vitória do Flamengo !!!


Projetos olímpicos colocam mais de R$ 5 milhões em caixa no Flamengo

Repasse é referente à Nova Lei Pelé e beneficiará outros clubes que desenvolvem trabalhos olímpicos e paraolímpicos

RADAR/LANCEPRESS! - 15/12/2014 - 13:24 



O Flamengo receberá R$ 5.361.817,38 por seus três projetos olímpicos, recurso cedido pela Nova Lei Pelé para incentivo à formação de atletas olímpicos e paralímpicos. Além do Rubro-Negro, o Tijuca Tênis Clube e outros 14 clubes terão direito ao fomento e vão assinar o convênio de liberação de recursos durante evento programado pela Confederação Brasileira de Clubes (CBC), nesta terça-feira, às 16h, no Auditório da sede do Flamengo, no Rio de Janeiro. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, estará presente na solenidade. O Tijuca terá direito a R$ R$ 958.404,48. 

Os clubes tiveram seus projetos olímpicos ou paralímpicos aprovados de acordo com os Editais de Chamamentos Internos de Projetos (Chamada Pública), que prevêem, de forma democrática e transparente, o fomento à formação de atletas em todas as categorias e aquisição de equipamentos e materiais esportivos.

- É um marco na maior conquista da história do segmento clubístico, a Nova Lei Pelé, que permite o repasse à CBC para destino único e exclusivo à formação de atletas olímpicos e paraolímpicos por meio de seus filiados. Insere e reconhece, também, a CBC ao lado do Comitê Olímpico Brasileiro – COB e Comitê Paraolímpico Brasileiro – CPB no Sistema Nacional do Desporto, passando a representar o seu subsistema: os clubes esportivos sociais de formação de atletas olímpicos e paraolímpicos - disse Jair Pereira, presidente da CBC. 

O primeiro requisito para que um clube se enquadre para receber os recursos da Nova Lei Pelé é a adequação do seu estatuto, e deve, necessariamente, estar em dia com os tributos públicos e ter ainda atuação na formação de atletas.



CONFIRA OS CLUBES QUE RECEBERÃO OS RECURSOS:



E as "quadrilhas que lesaram o clube em milhões de reais, se articulam para quererem retomar o poder... 

Vão sonhando ...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Concurso "O Globo Faz a diferença ;;;



Boa Noite Nação !!!



CONCURSO DO GLOBO FAZ A DIFERENÇA - 2014 !!!


A torcida do Flamengo já faturou este premio, agora vamos votar para que nosso time "Orgulho da Nação" também o fature.

Acessem ao link

http://fazdiferenca.oglobo.globo.com/faz-diferenca-premiaca…?




Dêem seu voto, nosso basquete merece.

DIVULGUEM E REPASSEM PARA TODOS !

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

E "ele" inventou !!!

E "ele" estava indo tão bem ...

Autor da charges? Cliquem nas imagens e irão para o blog do Cartunista Mario Alberto

http://blogs.lancenet.com.br/charges/


O sujeito acha que colocando o ... filho (frouxo desde a base) do Bebeto, o preguiçoso do Luiz Antonio e, o Elton (??? o que é aquilo ???) pra manter um resultado favorável numa decisão fora de casa, é no mínimo INSANIDADE PURA !!!


http://blogs.lancenet.com.br/charges/



E agora é descansar (esse time absurdamente limitado que, até chegou longe na Copa do Brasil...) para conquistar mais 06 pontos e ratificar a manutenção a série A 2015...

PS: Muitos devem estar se perguntando, "06 pontos para ficar na série A 2015, pra que?"

É que eu não confio nos "bastidores desse atual futebol brasileiro", ainda mais com esse "tendencioso STJD. Vai que "eles acham alguma punição não cumprida e/ou não inscrição de atleta do Flamengo ???

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Vai começar a guerra !!!



Nós não tememos ninguém !!! 

Vamos pra cima deles !!!






A palavra "covardia" jamais fará parte do nosso dicionário !!!



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VÃO TER QUER "SUAR SANGUE" PARA DERRUBAR A NOSSA NAÇÃO !!!


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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

1,2,3,4,5,6,7,8,9... É DECACAMPEÃO !!!





"Campeão de tudo", Fla bate Macaé e conquista décimo Carioca consecutivo

Com tranquilidade, equipe comandada por José Neto faz 98 a 85 na Gávea e iguala feito histórico alcançado entre 1951 e 1960 por time do técnico Kanela

Por Gabriel Fricke Rio de Janeiro, RJ




Campeão da Copa Intercontinental de Clubes, do Novo Basquete Brasil (NBB) e da Liga das Américas, o basquete do Flamengo voltou dos três amistosos de pré-temporada da NBA ainda mais forte, e colocou mais um título em sua vasta coleção nesta terça-feira ao bater, com tranquilidade, o Macaé por 98 a 85 em casa. Sem perder o Carioca desde 2005, o Rubro-Negro repetiu um feito histórico alcançado de 1951 a 1960 pelo técnico Kanela e sagrou-se novamente decacampeão (10 títulos em sequência). Desta vez, com José Neto no comando. Para abrilhantar ainda mais o sabor da conquista, o triunfo foi justamente no dia do padroeiro do clube, São Judas Tadeu, quando é comemorado o Dia do Flamenguista.
Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Elenco rubro-negro espalma as mãos em referência ao feito de títulos consecutivos (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)







- O título é importante demais porque mostra a hegemonia estadual do Flamengo. É a segunda vez que acontece e aquela ficou marcada na história. Tenho certeza que essa também. É uma honra poder jogar pelo Flamengo, vestir essa camisa. Esse time está marcando seu nome e estou feliz demais com isso.

Com um público pequeno - mas muito empolgado - na Gávea, o time carioca não deu chances para o habilidoso Jamaal Smith & cia. Uma reação só aconteceu no quarto final, principalmente por conta da velocidade do camisa 11. O americano, aliás, foi perseguido pelos rubro-negros nas arquibancadas e se irritou com Gegê na quadra. Até mesmo o árbitro reclamou da esperteza do jogador em um lance em que, claramente, ele segurou seu rival, mas balançou muito a cabeça negando ter cometido a falta.

Neste ano, o torneio teve apenas três times: o Rubro-Negro, o Macaé e a Liga Super Basketball (LSB). Na primeira partida da decisão, nesta segunda-feira, os flamenguistas haviam vencido os macaenses por 93 a 81, fora de casa.

Na sexta-feira, o Flamengo volta à quadra para estrear na edição 2014/2015 do NBB contra o Paulistano, contra quem fez a última decisão do torneio e foi campeão, em partida na capital paulista, às 19h30 (de Brasília).




O jogo


Com o som ensurdecedor da pequena, mas entusiasmada torcida do Flamengo presente, os macaenses erraram duas jogadas de ataque, e o time da casa aproveitou a primeira em incursão individual de Walter Herrmann com uma mão só. Marcelinho fez de três em bela assistência de Laprovittola. O Macaé se movimentava demais, mas perdia todas no ataque. Nico ampliou nos lances livres. Marquinhos acertou um chute longo, sendo aplaudido. Meyinsse voou bonito para abrir 13 a 2.

Baseado na força do grupo, o Rubro-Negro seguiu suprimindo os rivais com muita consistência na defesa e precisão no garrafão. Tanto é que o técnico José Neto aproveitou para usar Olivinha, Felício, Benite e Gegê. E eles corresponderam, mantendo a qualidade dentro de quadra. Ao término da primeira etapa, o time da casa vencia por 25 a 7.
Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gabriel Fricke)José Neto observa equipe (Foto: Gabriel Fricke)

Walter Herrmann voltou ao grupo titular no segundo quarto e o Flamengo começou marcando. Mas o Macaé, diferente do primeiro, respondeu rapidamente. Jamaal Smith, que irritou os rubro-negros no primeiro jogo, estava mais tímido. Aliás, ele até tentava, mas pouco ultrapassava o bloqueio da equipe da Gávea. Felício levantou a arquibancada com uma linda cravada, e o placar, faltando cinco minutos, era de 40 a 13.

Na sequência, novamente usando sua altura, ele recebeu sozinho no garrafão para ampliar. Gegê deu uma finta que deixou Jamal no chão, e o público, é claro, reagiu. Chupeta entrou no lugar de Herrmann, e Meyinsse, no de Felício, que ganhou um cumprimento do companheiro pelas boas jogadas. Gegê também saiu para a volta de Laprovittola. Quando Jamaal acertou uma cesta de três, o argentino respondeu com uma bola de muito longe, também ganhando muitos aplausos. A torcida, aliás, não parava de cantar e também provocava o Atlético-MG, rival da Copa do Brasil nesta quarta-feira. O jogo foi para o intervalo com 47 a 28.



A bagagem adquirida na pré-temporada da NBA parece ter deixado o Flamengo ainda mais forte. José Neto voltou do intervalo com o time titular, com Laprovittola, Meyinsse, Marquinhos, Marcelinho e Herrmann. Prova da força rubro-negra era a confiança de seus jogadores contra o Macaé. Meyinsse, em jogada pelo meio do garrafão, deu uma lindíssima enterrada. Depois, Herrmann arriscou de longe e acertou. O Macaé, que não é bobo, aproveitou uma das poucas falhas do Flamengo no contra-ataque de Jamaal, que fez falta na sequência. Laprovittola converteu os dois lances livres, assim como Marcelinho. Faltando quatro minutos, o placar era de 66 a 41.
Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Laprovittola foge de marcação macaense na partida que garantiu o deca ao Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando foi a vez de Jamaal ir para o lance livre, a pressão foi tanta que ele desperdiçou. A torcida do Flamengo o hostilizava bastante. Neto, mais uma vez, tirou Meyinsse para a entrada de Felício. O jovem foi aplaudido quando, em uma jogada sem bola, impediu a passagem do americano. Quando o jogador macaense acertou um chute de três, foi até os rubro-negros e tirou satisfação. Rapidamente, ouviu os xingamentos. E, em seguida, se estranhou com Gegê, que ouviu do treinador para ter tranquilidade. Nas jogadas rápidas de Pedrinho, o Macaé conseguiu tirar um pouco da vantagem do rival, e o placar do terceiro quarto foi 76 a 62.

Os flamenguistas presentes voltaram a apoiar o time e deixar de lado os xingamentos a Jamaal no início do último quarto. Eles entoavam canções comumente ouvidas nos estádios de futebol, e nem duas falhas no ataque, de Laprovittola e Olivinha, os irritaram. Mas o fato é que dois lances livres convertidos por Atílio mantiveram o visitante vivo, mesmo após a bela cesta de três de Laprovittola. O placar era de 79 a 70 a 8m30 para o fim do jogo.
Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Olivinha foi o maior pontuador do Flamengo no jogo: 19 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Atílio ainda se deu bem marcando uma cesta e ganhando um lance de bonificação, também convertido por ele. O time de Macaé vibrava demais a cada ponto e, diferentemente dos primeiros quartos, conseguia furar com mais frequência a defesa rubro-negra. Marquinhos conseguiu um lindo giro no centro do garrafão e marcou. Jamaal arriscou de três, errou, e Laprovittola puxou uma boa jogada de ataque com Benite. Meyinsse fez e ganhou o lance de bonificação, ampliando a vantagem.

Atílio, cestinha da partida com 27 pontos - seguido por Olivinha e Laprovittola, do Fla, com 19 e 17 -, até diminuiu de bandeja, mas, a essa altura, os rubro-negros já puxavam o grito de decacampeão. Esperto, Gegê segurou a bola no centro de quadra e ganhou a falta ao tentar a finta. Ele converteu os dois lances, e os fãs entoavam: "Não é mole não, o basquete é o orgulho da Nação". E o título ficou para o Flamengo.

Após o fim do jogo, os jogadores campeões fizeram questão de discursar contra um menosprezo ao torneio. Olivinha elogiou a dedicação do grupo.

- Trabalhamos para conquistar títulos e não importa qual é ou contra qual time. Pusemos mais uma vez nosso nome na história do Flamengo. Isso é fruto de tanto trabalho e dedicação desse grupo.

- Acho que temos que ver todo título como importante. Só vão se lembrar que o Flamengo é decacampeão, não que a competição tinha três times. Isso é o que importa, é a conquista - concluiu Benite.




A campanha

Primeira fase:

Flamengo 102 x 53 LSB
LSB 56 x 99 Flamengo
Flamengo 96 x 68 Macaé
Macaé 69 x 79 Flamengo

Final:
Macaé 81 x 93 Flamengo
Flamengo 98 x 85 Macaé



terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dia 28 de outubro !!! Dia de colocar o Manto Sagrado !!!





Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.
Nelson Rodrigues







É, eu sou doente pelo Flamengo. Eu amo muito. Amo demais. Até doer. Até o limite da loucura. Porque essa sim é a forma perfeita de amar.
Carina Buannafina






Quando se trata de FLAMENGO, somos nós contra o resto do Brasil e do Mundo!
Gabriel Skrilatt





Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo a Canudos para contar a história do povo brasileiro.
Nelson Rodrigues






Torcida do FLAMENGO, uma nação mais forte que qualquer exercito, mais popular que qualquer banda e mais idealista que qualquer religião.
Gabriel Skrilatt







Todo jogador do Flamengo deve aprender o básico do manual rubro-negrismo: raça, amor e paixão.
Diego Herminio





Ser Flamengo é ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram(...)É comungar a humildade com o rei eterno de cada um
Arthur da Távola






Ser Flamengo é para os Fortes!
Gabriel Skrilatt



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sábado, 4 de outubro de 2014

500 !!! Parabéns Leo Moura !!!





O sábado do Flamengo será dedicado a Léo Moura. Com a realização do jogo de número 500 do lateral-direito com a camisa do clube, uma série de homenagens está sendo preparada para celebrar a data antes, durante e depois do duelo com o Santos, no Maracanã, às 16h20m (de Brasília), pela 26ª rodada do Brasileirão. As ações vão contar com a presença de ex-jogadores, dos companheiros do capitão e também dos torcedores.







Todo o time rubro-negro entrará em campo com a inscrição #LeoMoura500 nas costas. Já no setor Maracanã Mais, o mais caro do estádio, todos os oito troféus conquistados pelo jogador em quase dez anos de clube ficarão expostos: um Brasileirão, duas Copas do Brasil e cinco Cariocas (além de quatro Taças GB e duas Taças Rio). O próprio lateral-direito estará presente no local após a partida para noite de autógrafos. Por fim, Leandro, campeão do mundo em 81 e aclamado como maior lateral da história do Flamengo, entrará em campo para presentear Léo Moura com uma placa e uma camisa.




Léo Moura estreou pelo Flamengo diante do Corinthians, no dia 12 de junho de 2005. Ao todo, são 499 jogos com a camisa rubro-negra, com 235 vitórias, 135 empates e 129 derrotas, além de 47 gols marcados.


sábado, 27 de setembro de 2014

E da série, "Craque o Flamengo NÃO consegue mais fazer em casa"...


Com dificuldade para revelar, base do Fla sofre vexames e tenta se reerguer

Diretor da base rubro-negra reconhece recursos escassos e dificuldade nos juniores, mas fala sobre evolução na filosofia de trabalho e base de dados sobre os jogadores

Por Pedro Venancio Rio de Janeiro


Fora da final do Campeonato Carioca sub-20, eliminada das Copas São Paulo de 2012 e 2013 na primeira fase e para o Figueirense nas oitavas de final da Taça BH em 2014. Para piorar, o Rubro-Negro foi massacrado pelo Fluminense nos juniores (7 a 0) e juvenis (5 a 0) e pelo Atlético-MG (6 a 1) na Copa do Brasil Sub-17. Os resultados, que em tese não são prioridade na base, se juntam ao fato de que o último jogador que o Flamengo revelou e foi convocado para a Seleção principal foi Renato Augusto, que se firmou no time em 2006. Lá se vão oito anos, muito tempo para quem costuma se orgulhar do lema "Craque, o Flamengo faz em casa".




Vestiário ninho do urubu flamengo (Foto: Pedro Venâncio)Vestiário do Ninho do Urubu em obras: melhoras na estrutura apesar das dificuldades financeiras (Foto: Pedro Venâncio)

De lá para cá, outros três jogadores vindos da base se firmaram no time: Paulo Victor, goleiro que hoje é titular, Luiz Antonio, que joga com frequência desde 2011, e Samir, que chegou do Audax Rio no juvenil. Outros, como Nixon, Negueba e Recife, entram e saem da equipe titular. O aproveitamento da base é pequeno, se comparado ao de gerações anteriores. De acordo com diversos profissionais que passaram por lá recentemente, não há uma causa específica para essa queda, e sim um conjunto de fatores. O mais citado deles é a transição dos juniores para os profissionais.

- Acho que o jogador amadurece até os 24, 25 anos, e não nos juniores, mas a pressão no Flamengo é muito grande. Em função disso, os garotos não conseguem jogar. Creio que o processo de formação no Flamengo é muito imediatista, e os jogadores normalmente não estão prontos para isso. Alguns conseguem queimar etapas, mas é uma minoria – analisa Anthoni Santoro, que trabalhou por mais de dez anos na base rubro-negra.

A passagem dos juniores para os profissionais foi acelerada pela Lei Pelé, que permite ao jogador sair do clube no fim do contrato sem que haja compensação financeira para a instituição. Normalmente, o primeiro contrato profissional é feito aos 16 anos, e o segundo, aos 19. Sem a garantia da renovação, o clube se vê quase obrigado a promover o jogador muitas vezes com a formação técnica incompleta e vulnerável ao assédio de empresários e outros clubes mais estruturados e poderosos financeiramente.
Chamada Carrossel Jóia 2014 



 Caio Rangel (Foto: Reprodução/Site Oficial do Flamengo)Caio Rangel em ação (Foto: Reprodução/Site Oficial do Flamengo)

A outra opção é vender o jogador antes que ele saia de graça, como o próprio Flamengo fez com Caio Rangel. Jogador da Seleção sub-17 em 2013, ele foi para o Cagliari-ITA em junho deste ano sem sequer estrear pelos profissionais. A pedida salarial do meia-atacante foi superior ao que ganham alguns jogadores do time principal. Fato que ocorre com vários clubes brasileiros que cedem jogadores às seleções de base, e de acordo com diversos técnicos, direciona o foco do atleta ao dinheiro, ao invés do desenvolvimento dentro de campo.

- Eu vi uma entrevista do Muricy em que ele fala que os jogadores já se acham craques muito cedo e penso igual. Acho que a geração campeã da Copa São Paulo perdeu o foco depois daquele título. Os jogadores hoje chegam muito cedo aos profissionais. Quando estive lá, 21 atletas subiram, e não à toa quem teve uma sequência maior até agora foi o Luiz Antonio, que ficou nos juniores até os 19 anos e teve uma formação mais completa. Essa transição precisa ser feita com calma – diz Paulo Henrique, treinador campeão da Copa São Paulo de Juniores em 2011.

Vi uma entrevista do Muricy em que ele fala que os jogadores já se acham craques muito cedo e penso igual.

 Paulo Henrique, treinador campeão da Copa São Paulo de Juniores em 2011

Os profissionais que trabalharam com a base rubro-negra também se queixam da constante troca de comando entre os técnicos dos profissionais, que são efetivamente quem escolhem os jogadores que vão subir dos juniores. E como a filosofia muda a cada técnico que passa, mudam também os atletas indicados e não há continuidade no trabalho. Nos últimos três anos, o Rubro-Negro teve sete treinadores: Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana, Dorival Junior, Jorginho, Jayme de Almeida, Mano Menezes e Ney Franco.

A troca de presidentes e consequente mudança de pessoas nos cargos da base também atrapalham projetos em longo prazo. Em 2010, Carlos Brasil comandava a base rubro-negra ao lado de Carlos Noval. Em 2013, Marcos Biasotto foi contratado, e em 2014, foi para o CIM (Centro de Inteligência e Mercado) do clube, com Noval na direção da base. Essa situação, no entanto, não é privilégio rubro-negro.

Problemas do passado que se refletem no presente

Se há problemas que são comuns a todos os clubes do Brasil, há outros que são mais peculiares ao contexto do Flamengo. As dificuldades financeiras impedem o clube de concorrer com equipes grandes de outros estados, e mesmo no Rio de Janeiro. O orçamento de R$ 6 milhões anuais é muito inferior ao de clubes como São Paulo (R$ 32 milhões), Internacional (R$ 24 milhões), Palmeiras (R$16 milhões). E junto com a questão estrutural, reduz a competitividade rubro-negra na hora de negociar a vinda de jogadores para a base.



Renato augusto frança x brasil (Foto: Mowa Press)Renato Augusto: último jogador da base do Fla a chegar à Seleção (Foto: Mowa Press)

- É claro que sabemos das dificuldades, mas não podemos usar a falta de dinheiro como desculpa. Aos poucos, estamos melhorando a situação, e acredito que os resultados vão aparecer - analisa Gabriel Skinner, gerente de futebol do clube.

Além disso, diversos empresários alegam que o Rubro-Negro oferece um percentual menor de seus jogadores a eles durante as negociações e por isso priorizam outras equipes na hora de buscar contratos para seus clientes. O passado, em que o Rubro-Negro perdeu quase de graça nomes como Djalminha, Marcelinho Carioca e Paulo Nunes, ecoou por muito tempo nos muros da Gávea e propostas por jogadores como Negueba, Adryan e Welinton foram recusadas pelo clube.

Os problemas estruturais também contribuem. Em um passado não muito distante, houve casos em que jogadores foram indicados para a base do Flamengo e não ficaram por falta de alojamento. E são obrigados a sair quando completam 18 anos, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Outros clubes enfrentam o mesmo problema, mas o driblam, como por exemplo o Fluminense, que disponibiliza um hotel para seus jogadores maiores de idade. A busca por jogadores também era problemática e se reflete no presente da equipe.

- Enquanto estive lá, entre 2005 e 2010, havia um problema sério na captação de jogadores, e eu dou um exemplo: o César, goleiro, eu indiquei para o clube e quase foi para o Botafogo. Só foi para o Flamengo porque bateu o pé. O Flamengo, até pela oferta de jogadores, corria pouco atrás, se acomodou um pouco. Era modelo de formação na década de 80, quando eu joguei, mas as coisas mudaram – diz Rogério Lourenço, outro ex-técnico dos juniores do clube, e que passou também pela Seleção sub-20.

Otimismo e perspectivas futuras

As mudanças na base rubro-negra começaram em 2010, com as chegadas de Carlos Noval e Carlos Brasil no clube. Desde então, há consenso dentro do Rubro-Negro que houve uma melhora nas condições estruturais do Ninho do Urubu, mas que dificuldades financeiras do orçamento apertado faz com que as mudanças não ocorram na velocidade desejada.

- A evolução foi muito grande. Às vezes a gente acha pouca coisa, mas em 2010, o Flamengo não tinha sequer um ônibus próprio. Não tinha van para levar os garotos para a escola. Não tínhamos também alojamentos, hoje eles existem. Houve essa melhora estrutural – afirma Noval.

O Flamengo, até pela oferta de jogadores, corria pouco atrás, se acomodou um pouco. Era modelo de formação na década de 80, quando eu joguei, mas as coisas mudaram
Rogério Lourenço, ex-técnico

Os alojamentos estão em obras para que possam receber 64 garotos, e há também a construção de um vestiário e uma cozinha, para que o clube cumpra as exigências necessárias para obter o Certificado de Clube Formador, documento que permite firmar contratos de formação com jogadores a partir dos 14 anos e se precaver contra investidas de rivais aos principais talentos da base.

Em 2013, Marcos Biasotto assumiu a coordenação da base rubro-negra e enxergou a situação de maneira parecida. Contratou dois profissionais para observar jogadores: Sérgio Guerreiro, ex-São Paulo, e Rodrigo Lameira, no Rio Grande do Sul. O clube, que não tinha sequer um banco de dados para monitorar os próprios jogadores e garotos de outros clubes, montou esse arquivo e já houve mudanças.

Nos últimos 18 meses, diversos jogadores de outros estados foram contratados, o que dificilmente acontecia. A grande maioria está no último ano de juvenil, como o lateral-direito Rocha, ex-Red Bull-SP e o meia Matheus Sávio, ex-Desportivo Brasil-SP, ou no primeiro ano de juniores, como os meio-campistas Daniel e Ronaldo, que vieram do Paulista-SP. Há 40 dias, houve uma reformulação geral do departamento de base, com a demissão de 17 funcionários e a dispensa de garotos nas categorias menores para que possa haver uma maior qualificação dos elencos nas categorias.



Carlos Noval, diretor executivo das categorias de base, com o time de juniores do Flamengo (Foto: Janir Junior / GLOBOESPORTE.COM)Carlos Noval com juniores (Janir Junior / GLOBOESPORTE.COM)

Além de observadores, o Flamengo hoje possui um Centro de Inteligência e Mercado comandado por Rafael Vieira, ex-analista de desempenho do Grêmio e da seleção brasileira, integrando os departamentos da base e do profissional. A estimativa é de que atualmente sejam observados cerca de 230 jogadores de outros clubes por semana. Há também o monitoramento dos atletas do próprio Flamengo, a partir do sub-15 até o time principal.

Dentro de campo, o resultado ainda não se traduziu em revelações de jogadores para os profissionais. O clube, no entanto, se estruturou para montar uma metodologia única de trabalho, linear,

A diretoria reconhece a dificuldade com os juniores em 2014, tanto em resultados quanto na promoção de jogadores para o time principal. Mas confia no trabalho em longo prazo.

- Nosso trabalho, em 2010, começou de fato com jogadores nascidos em 1998, e temos ótimas gerações mais novas, no infantil e no mirim. Isso não quer dizer que não haja atletas bons mais velhos, mas a perspectivas é que os resultados apareçam com mais frequência em três ou quatro anos – finaliza Carlos Noval.

A busca por talentos ganhou reforços, mas as dificuldades financeiras seguem sendo um entrave. E podem fazer com que o time perca alguns desses jogadores antes mesmo deles estrearem nos profissionais, impedindo que esse ciclo planejado seja completado da maneira idealizada no início.