quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Alguém teria coragem de encarar ???



Em duelo dos sonhos, Fla campeão mundial em 1981 diz que bateria Barça

Zico imagina placar de 4 a 2, com um gol de falta. Junior fala em grande espetáculo com vitória rubro-negra, bem como Raul, Adílio, Andrade, Nunes...

Por Márcio Mará Rio de Janeiro


Sem nomes compostos nem sobrenomes. Escalação fácil de decorar. Virou espécie de mantra nos momentos difíceis e teste para avaliar se o torcedor rubro-negro é ou não autêntico, independentemente da época em que tenha nascido. Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Junior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Esses são os super-heróis que formaram o time dos sonhos do Flamengo. Há exatos 30 anos, no dia 13 de dezembro de 1981, vestiram a "armadura" branca de "alma" vermelha e preta - o time usou a camisa reserva - e fizeram história ao baterem o Liverpool por 3 a 0 num show de bola de encantar o planeta. Com os dois gols de Nunes e o outro de Adílio nos primeiros 41 minutos de jogo, conquistaram o Mundial Interclubes, em Tóquio, e a admiração geral.








O Mundial foi o ponto alto de uma Tríplice Coroa que incluiu a Libertadores e o Carioca num período curto. Se for contado a partir da goleada de 6 a 0 sobre o Botafogo, que para os rubro-negros valeu também como título - o clube fora goleado em 1972 pelo mesmo placar sem jamais conseguir dar o troco no rival -, foram 35 dias. Por tudo isso, aquela madrugada de sábado para domingo foi de intenso carnaval no Japão e no Brasil.  Zico, Junior & Cia. deixaram o Estádio Nacional de Tóquio tocando o samba da Portela "Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite", de David Corrêa e Jorge Macedo. Nesta terça-feira, é no ritmo da bateria Surdo Um, na Mangueira, que alguns dos eternos craques daquele time encantador vão reviver a noite de esplendor 30 anos depois. Justamente em tempos de outro time da moda.


Agora, o Barcelona representa o futebol arte que todo torcedor quer ver. Luta pelo bi mundial (o primeiro foi em 2009) com uma equipe ofensiva, de toque de bola envolvente e um camisa 10 cerebral. Virtudes bem parecidas com as de um certo esquadrão... E quem viu as duas equipes imagina num campo dos sonhos um duelo inesquecível de gerações. Mas quem seria o vencedor? Com a palavra, o astro campeão de 1981.

- Acho que seria uns 4 a 2 para a gente. Eu ia fazer um gol de falta, claro. Ia caprichar. Com aquele goleiro tampinha lá do Barcelona? (risos)... Mas não dá para fazer qualquer tipo de comparação 30 anos depois. Só digo uma coisa: tudo que o Barcelona faz hoje nós fazíamos já naquela época, e no campo do Americano, Volta Redonda, Defensores del Chaco, Morumbi, na época campos muito ruins..Até mesmo o Maracanã não era nenhum Camp Nou - afirmou Zico.


campinho flamengo 81 x bracelona (Foto: Arte esporte) 
Para o blogueiro André Rocha, do GLOBOESPORTE.COM, que analisou a disposição tática das equipes: "Duelo dos sonhos: o 4-2-3-1 rubro-negro contra o 4-3-3 catalão. Andrade cuidaria de Messi, Lico voltaria com Daniel Alves e Zico duelaria com Busquets para não isolar Nunes. Seria um jogaço!" (Foto: Arte esporte)

Foram dos pés do Galinho que saíram as jogadas dos três gols da partida. Primeiro, serviu Nunes com um lançamento aos 13 minutos do primeiro tempo. O Artilheiro das Grandes Decisões avançou e tocou na saída de Grobbelaar. Depois, aos 34, o camisa 10 cobrou a falta que fez o goleiro dar rebote para Lico e, depois, a Adílio. O número 8 tocou para as redes e correu mandando beijos para a mulher, presente no estádio. E aos 41 minutos, Zico novamente deu lançamento açucarado que o João Danado não perdoou.

- Os gols foram os mais importantes da minha carreira, além dos do Brasileiro. Deus me deu força para estar presente nos momentos certos e definir a jogada. Às vezes observo no lance: quando o Zico lançou eu estava perto dele. Ele tinha confiança em mim, sabia que eu tinha arrancada boa, ganhei dos dois na corrida, percebi a saída do goleiro, tirei o goleiro do lance. Foi um momento importante para mim e para todo o grupo. Quanto a um duelo com o Barcelona, acho que venceríamos por 3 a 0 - afirmou o sempre otimista Nunes, apostando que deixaria sua marca pelo menos uma vez na partida.




Jogador que mais vestiu a camisa rubro-negra, Junior, hoje comentarista da TV Globo, era das principais armas ofensivas pelo lado esquerdo. Quando se juntava com Adílio, fazia jogadas como a da decisão contra o Cobreloa, em Montevidéu (assista ao vídeo ao lado). O maior lateral-esquerdo da história rubro-negra considera que o jogo seria um verdadeiro espetáculo.


- Acho que primeiro seria um privilégio para as duas equipes e sobretudo para o torcedor pela possibilidade de ver a essência de duas equipes do futebol ofensivo, cada uma em sua época. Tanto no Flamengo como no Barcelona a preocupação defensiva não era uma obsessão. Seria um jogaço, de igual para igual. Se eles têm o Messi, nós tínhamos o Zico.  Mas acho que ganharíamos por 1 a 0, gol do Galo, de falta - disse o Capacete, que foi o âncora do programa da TV Globo que reuniu boa parte do time titular campeão em 1981.

Maior lateral-direito da história rubro-negra, Leandro é outro digno representante do futebol arte. Apesar das pernas arqueadas, tinha uma habilidade impressionante e era ambidestro. Além disso, fazia como ninguém com Tita o overlaping, a jogada de ultrapassagem mais ensaiada pelo falecido técnico Cláudio Coutinho, grande responsável pela montagem do time rubro-negro - ele deixou o clube no início daquele ano e acabou morrendo antes da decisão ao praticar pesca submarina na Ilhas Cagarras.


Zico Flamengo 30 anos do Mundial (Foto: Wagner Meier/Globoesporte.com) 
Leandro, Junior, Zico, Adílio, Nunes, Raul e Andrade: Fla campeão em 1981 marcou época pelo futebol arte (Foto: Wagner Meier/Globoesporte.com)

- Não esqueço quando ele nos encontrou no aeroporto na festa da Libertadores e disse que seríamos campeões. Aquele time, que ganhou quase tudo de 1978 a 1983, se jogasse na Europa, poderia ter ganhado três, quatro Champions League. E nós jogávamos aqui num gramado... Lá o Barcelona joga em tapetes. Acho que ia ser uns 3 a 0 para a gente. Podia até de repente sair um gol do nosso lado também. Aquela bola indefensável, que o Raul não ia pegar (risos).

O goleiro Raul brinca que só levaria gol no duelo com o Barça no último minuto. Veterano da equipe na conquista do Mundial, ele tinha 37 anos e já havia experimentado uma final de Mundial Interclubes. Derrotado pelo Bayern de Munique nos tempos do também brilhante Cruzeiro em 1976, sentiu que seria a última grande oportunidade de conseguir o título.

- Costumo dizer que o Leandro e o Junior eu só via de binóculo. Um dia falei: "Junior, quando o Leandro for, você fica um pouquinho, vão se revezando. Quando fui falar com o Leandro, já era... Ele já estava lá. Voltei para falar com o Junior, também já tinha ido. Então, a diferença desse Barcelona aí para o nosso time são os laterais. Eles não têm os laterais melhores do que os que nós tínhamos. O Barcelona de hoje é o Flamengo de ontem, e não o Flamengo de ontem é o Barcelona de hoje. Sem menosprezo algum: em dez jogos, não vou dizer que ganharíamos os dez. Faríamos jogos equilibrados, ia depender do dia. Mas ganharíamos uns sete...

Raul lembra que viu um Barcelona x Milan em que o time catalão teve 65% de posse de bola. O jogo terminou 2 a 2, segundo ele, porque os catalães retinham a bola mais no campo de defesa.






  - A nossa posse de bola era dentro do campo adversário. Era um time mais agressivo. Não ficava 30 segundos com a bola no seu campo. Fazia rápido a transição da defesa para o ataque (assista ao vídeo ao lado que mostra um rápido ataque rubro-negro com bom toque de bola).

Grande armador da equipe, Adílio recordou os tempos de quando estava na Cruzada São Sebastião e, do lado de Rui Rei, outro que jogou na Gáveia, subia o muro para ver o time juvenil com Zico na escolinha dirigida por Zé Nogueira. Na época, dizia a Rui Rei que um dia jogaria no Flamengo com aquele "cara" que era demais.. Em pouco tempo, substituía o ídolo Geraldo, morto aos 22 anos após choque anafilático em operação de amígdalas, e não saiu mais do time. Jogador dos mais decisivos, o Brown, como era conhecido no elenco por imitar os passos do cantor americano de soul James Brown, faz coro com Raul e vê semelhanças do Flamengo com os atuais donos da bola.

- O Zico estava dizendo que não sabe onde está o filme do jogo do Flamengo... Acho que está lá com o Barcelona. Ficaram vendo para buscar inspiração na gente. Seria um jogo duro. O Barcelona tinha o Messi, a gente tinha o Zico. Dá gosto de vê-los jogar. Mas acho que dava pra vencer.






Volante clássico, daqueles que roubavam a bola e a entregavam no pé, Andrade, que depois como treinador reescreveu sua história no Flamengo dando o hexa brasileiro, foi um dos que lamentaram a ausência da torcida rubro-negra em Tóquio. Quanto ao duelo virtual com o Barcelona 2011, foi direto.


- O que o Barcelona faz hoje nós fazíamos 30 anos atrás. Daria 2 a 0 a gente, e teria que jogar no campo deles. Eu queria ver era eles darem show na Rua Bariri - afirmou o ídolo rubro-negro, que começou a ganhar vaga no time após retornar de empréstimo para o futebol venezuelano.

Em entrevista para o blogueiro do GLOBOESPORTE.COM André Rocha, autor do livro "1981", o técnico campeão em 1981, Paulo Cesar Carpegiani, que também fez parte dessa equipe rubro-negra, lembrou as diferenças táticas entre as duas equipes.

- O Barcelona é um time altamente competitivo – como também era o nosso – pela compactação. Eles criam espaços e não os concedem aos adversários. Têm um estilo um pouco diferente do nosso. Os pontas deles vêm até o meio, compactam e saem em muita velocidade. Tita e Lico não eram assim. O Pedro e o Villa fazem bem a diagonal. O Messi vem de trás. O Nunes, nosso artilheiro, ficava mais enfiado. O meio-campo deles é um tripé, com um volante e dois meias hábeis e que organizam o jogo. Eles jogam mais no 4-3-3, ou no 4-3-1-2. Nosso time era um 4-2-3-1. Era diferente. Honestamente, não sei quem ganharia um duelo entre as duas equipes. Talvez o futebol fosse o grande vencedor.
Blogueiro do "Olho Tático", André Rocha acha que, no duelo virtual, a disputa com tantos craques em campo seria pelo controle do jogo.

- Os dois times se impunham ficando com a bola e negando jogo ao adversário. Leandro x Villa e Júnior x Pedro. Quem marca quem? Andrade vigia Messi e ainda sai para o jogo? Busquets daria conta de Zico ou faria o Galinho acompanhá-lo? Tita deixaria a ponta e se transformaria em volante para seguir Iniesta ou seria um tormento para Abidal? Um palpite? Em jogo único num campo neutro, Flamengo de 1981. Como foi no massacre sobre o Liverpool em Tóquio há 30 anos. Em ida e volta, o Barcelona atual parece mais forte e consistente, dentro ou fora de casa.

Duelos virtuais à parte, a conquista jamais será esquecida pelos torcedores rubro-negros e os jogadores que fizeram parte dela. Onze jogadores com técnica mas, acima de tudo, dignidade e paixão pela camisa. Leandro, único do grupo que vestiu apenas a camisa rubro-negra, lembra uma ponta de amargura naquele 13 de dezembro que poderia servir de exemplo.



Flamengo Campeão Mundial 1981 (Foto: Agência O Globo) 
Jogadores do Flamengo com a taça do Mundial de 1981 (Foto: Agência O Globo)

- O que me marcou mais não são histórias, foi no fim do jogo. Faltando uns cinco minutos, a gente já ciente da vitória, eu olhava para a arquibancada e procurava o torcedor rubro-negro, de tantas glórias e tantos títulos, que a gente está acostumado a comemorar junto com ele no Maracanã. Ao término do jogo, procurei e pensei: "Como é que vou comemorar?" Comecei a correr e pular para cima dos meus companheiros, numa comemoração muito interna, muito própria. Fechei meus olhos por uns instantes e mentalizei a torcida toda, como se estivesse no Maracanã;. Senti muita falta disso.
Para Zico, o título foi a coroação de três gerações que se encontraram no mesmo clube.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

1981, O Ano Rubro Negro ...



Na noite de hoje, assisti um dos documentários mais bonitos da minha vida. Foi primorosa a dedicação do pessoal da ESPN em homenagear um dos três times mais fantásticos da história do futebol Mundial. E depois de quase 14 anos - data de falecimento de minha mãe - eu voltei as lágrimas na noite de hoje...
HSRN a todos ...

É hoje é o Dia !!! Pra Alegria Nação !!!



13 de dezembro de 1981




13 de dezembro de 2011






"Ser Flamengo é ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram(...)É comungar a humildade com o rei eterno de cada um."
Arthur da Távola







"Olha, eu nasci... costumo dizer isso e as pessoas riem, mas é uma realidade. Quando a parteira bateu no meu bumbum eu gritei: Mengooo!!!. Não tem jeito."
Dida, ao ser perguntado por seu mais célebre fã, Zico, se ele já torcia pelo Flamengo antes de se transferir para lá











1 - Raul

Nome Completo: Raul Guilherme Plasmann
Apelido: Velho
Dia do Nascimento: 27 de Setembro de 1944
Local: Antonina, (PR)
Posição: Goleiro
Número de Partidas pelo Fla: 228
1° Jogo: 11 de Agosto de 1978

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2 - Leandro

Nome Completo: José Leandro de Souza Ferreira
Apelido: Peixe - frito
Dia do Nascimento: 17 de Março de 1959
Local: Cabo Frio, (RJ)
Posição: Lateral, Zagueiro e Meia
Número de Partidas pelo Fla: 417
Número de Gols: 14
1° Jogo: 22 de Março de 1978

*     *     *

 3 - Marinho

Nome Completo: Mário Caetano Filho
Apelido:  C
Dia do Nascimento: 27 de Fevereiro de 1955
Local: Londrina (PR)
Posição: Zagueiro
Número de Partidas pelo Fla: 219
Número de Gols: 6
1° Jogo: 26 de Janeiro de 1980

*     *     *
4 - Mozer

Nome Completo: José Carlos Nepomuceno Mozer
Apelido:  Vampiro
Dia do Nascimento: 19 de Setembro de 1960
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Posição: Zagueiro
Número de Partidas pelo Fla: 293
Número de Gols: 21
1° Jogo: 13 de Julho de 1980

*     *     *

5 - Junior

 Nome Completo: Leovegildo Lins da Gama Junior
Apelido: Capacete
Data de Nascimento: 29 de Junho de 1954
Cidade: João Pessoa (PB)
Posição: Lateral e Meio-de-Campo
Número de Jogos: 874, nos anos de 1974 a 1984 e de 1989 a 1993
Número de Gols: 77
1º Jogo: 6 de Novembro de 1974

 *     *     *

6 -  Andrade

Nome Completo: Jorge Luís Andrade da Silva
Apelido: Tromba
Data de Nascimento: 21 de Abril de 1957
Cidade de Nascimento: Juiz de Fora, MG
Posição: Meio-de-Campo
Número de Jogos: 570, nos anos de 1976 a 1979 e de 1981 a 1990
Número de Gols: 28
1° jogo: 6 de Outubro de 1976
*     *     * 

7 - Tita

Nome completo: Milton Queiroz da Paixão
Apelido: Pastor
Data de nascimento: 1 de abril de 1958
Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Posição: Meia
Número de Jogos: 391
Número de Gols: 135
1º Jogo: 25 de Janeiro de 1977

 

*     *     *

8 - Adilio
 
Nome Completo: Adílio de Oliveira Gonçalves
Apelido: Brown
Data de Nascimento: 15 de maio de 1956
Cidade de Nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Posição: Meio-de-Campo
Número de Jogos: 615
Número de Gols: 128
1° jogo: 27 de Abril de 1975


*     *     *

 9 - Nunes

Nome Completo: João Batista Nunes de Oliveira
Apelido: João danado
Data de Nascimento: 20 de Maio de 1954
Cidade: Feira de Santana (BA)
Posição: Atacante
Número de Jogos: 214, com passagens de 80 a 90
Número de Gols: 99
1° Jogo: 30 de Março de 1980


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10 - Zico
 
Nome Completo: Arthur Antunes Coimbra
Apelido: Galinho de Quintino
Data de Nascimento: 3 de Março de 1953 (58 anos)
Cidade: Quintino, Rio de Janeiro (RJ)
Posição: Meio-de-Campo
Número de Gols: 509
Número de Jogos: 732, nos anos de 71 a 83 e de 85 a 90
1º Jogo: 29 de Julho de 1971


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 11 - Lico

 Nome Completo: Antônio Nunes
Apelido: 
Dia do Nascimento: 9 de Agosto de 1951
Local: Imbituba (SC)
Posição: Ponta-esquerda
Número de Partidas pelo Fla: 129
Número de Gols: 16 
 1º Jogo: -


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12 -Cantarelli

Nome Completo: Antonio Luís Cantareli
Apelido: G
Dia do Nascimento: 26 de Setembro de 1953
Local: Além Paraíba (MG)
Posição: Goleiro
Número de Partidas pelo Fla: 557
1º Jogo: 30 de Junho de 1973


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13 - Figueiredo

Nome Completo: Claudio Figueiredo Diz
Apelido: G
Dia do Nascimento: 23 de Dezembro de 1960
Local: São Paulo (SP)
Posição: Zagueiro
Número de Partidas pelo Fla: 152
Número de Gols: 0


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- Anselmo

Nome Completo: José Antônio Cardoso Anselmo Pereira
Apelido: G
Dia do Nascimento: 20 de Março de 1959
Local: Nova Friburgo (RJ)
Posição: Atacante
Número de Partidas pelo Fla: 37
Número de Gols: 11
1° Jogo: 16 de Maio de 1978

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15 - Peu

Nome Completo: Júlio dos Santos Ângelo
Apelido: Peu
Dia do Nascimento: 4 de Abril de 1960
Local: Maceio (AL)
Posição: Atacante
Número de Partidas pelo Fla: 59
Número de Gols: 11

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 - Manguito 

Nome Completo: Alberto Gonçalves
Apelido: Manguito
Dia do Nascimento: 28 de Agosto de 1953
Nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Posição: Zagueiro
Número de Partidas pelo Fla: 116
Número de Gols: 1

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 16 - Baroninho 
 Nome Completo: Edilson Guimarães Baroni
Apelido: Baroninho
Dia do Nascimento: 18 de janeiro de 1958
Nascimento: Bauru (SP)
Posição: Atacante
Número de Partidas pelo Fla: 51
Número de Gols: 9


*     *     *




*     *     *

Técnico: Paulo César Carpegiani

Nome Completo: Paulo César Carpegiani
Apelido: Carpegiani
Dia do Nascimento: 7 de Fevereiro de 1949
Cidade de Nascimento: Erechim (RS)
1° Jogo: 26 de Março de 1977

Período como técnico:
  • De 24/07/1981 até 23/03/1983
  • De 20/01/2000 até 23/04/2000

*     *     *

Comissão Técnica:


 Supervisor: Domingos Bosco
Coordenador: Ayer Andrade
Administrador: Anísio Mendes
Assessor de imprensa: Zildo Dantas
Técnico: Paulo César Carpegiani
Auxiliar: Modesto bria
Preparador Físico: José Santos (Serginho)
Massagista: Isaías Silva
Auxiliar: Valnir Faria
Roupeiro: Antônio Nob



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Presidente: Antonio Augusto Dunshee de Abranches



Títulos do Clube de Regatas do Flamengo em 1981


Futebol: Torneio Internacional de Punta Del Leste (Uruguai)
Torneio Internacional de Nápoles (Itália)
Taça Guanabara
Terceiro Turno do Campeonato Estadual
Campeonato Estadual
Taça Libertadores da América
Mundial Interclubes
Campeonato Estadual Juvenil
Basquete: Campeonato Estadual Masculino Infanto Juvenil
Campeonato Estadual Masculino Pré Mirim
Remo: Campeonato Estadual
Regata Fita Azul
Vôlei: Campeonato Estadual Feminino Adulto
Campeonato Estadual Feminino Juvenil
Campeonato Estadual Feminino Mirim
Campeonato Sul-Americano Feminino Adulto
Natação: Campeonato Estadual Absoluto
Troféu Brasil
Troféu José Finckel
Troféu Júlio Delamare (Campeonato Brasileiro Júnior)
Nado Sincronizado: Campeonato Brasileiro Juvenil
Campeonato Brasileiro Infantil
Judô: Campeonato Estadual Masculino Sênior
Campeonato Estadual Feminino Sênior
Campeonato Estadual Faixa Preta Masculino
Campeonato Estadual Faixa Preta Feminino
Tênis: Campeonato Carioca de Primeira Classe


 O Jogo completo








Flamengo até morrer eu sou ...



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

1 !!!








O Flamengo era uma unanimidade

Por Renato Miranda Pellegrini

"Capricorniano e nascido em 1970, estava apenas com dez anos no dia da final de 1981. A Copa Toyota, que dava ao seu vencedor o status de Campeão Mundial, estava pra ser decidida e o Rio de Janeiro parou naquela madrugada. O Flamengo de Zico & ciarepresentava o Brasil e, mais do que isso, representava o futebol arte na final contra o Liverpool, campeão europeu. Nunca dei bola pra isso de um clube representar seu país numa competição, mas o sentimento da época era diferente.
É lógico que os secadores de plantão, vascaínos em sua maioria, deviam estar a postos torcendo contra, mas a confiança em mais uma vitória era muito grande, quase uma certeza. Todos aqueles que entendiam de futebol não tinham dúvidas quanto ao triunfo, que viria ser sacramentado logo no primeiro tempo de jogo. O time do Flamengo "sobrava" junto aos demais naquela época e, apesar do Brasil ser a única seleção tri-campeã da Copa do Mundo na época, os torcedores brasileiros não eram acostumados a comemorar o título de Campeão Mundial Interclubes. E quem lembra bem, sabe que a vitória foi incontestável.
Nem o Santos de Pelé, único time brasileiro que até então ostentava esse cobiçado caneco, venceu demonstrando tal superioridade sob seu oponente do velho continente. O Flamengo não só foi campeão mundial em 1981, mas era uma unanimidade como melhor time do mundo, possuindo ainda o melhor jogador de sua época.
Finalizando, mando um recado a todos os torcedores do Mengão: tenham orgulho dessa conquista, que transcende o título de Campeão Interclubes. O Flamengo de Zico & cia era uma equipe que foi incontestavelmente o melhor time do mundo. Grêmio, São Paulo, Corinthians e até o Santos de Pelé que me desculpem, mas essa unanimidade não é pra qualquer um não. MENGÃO EU TE AMO!!!!!"


 *          *          *


Fuga de casa para ver o jogo

Por Luiz Carlos Conte

"13 de dezembro de 1981. Era dia do marinheiro, mas na cabeça de 36 milhões de rubro negros era o ápice de uma caminhada que iniciou em 1978 e acabou em 1987: nove anos de supremacia futebolística mundial, sem comparações. Eu, um menino de 11 anos, morador de Copacabana, fugi de casa às 11h15 da noite (e isso para um menino em 1981 era um feito), peguei o ônibus 464 fui ver a final do mundial num telão lá na Gávea. Sem palavras. Imagine a alegria desse e de todos os outros, que ainda hoje vendo aquele time jogar nos sentimos meninos. Que saudade, que orgulho, que alegria. Ainda bem que ontem teve replay e o mengão de 81 sapecou um 6 a 1 na seleção de masters.
Rumo ao Bi mengão!" 







Jorge Curi no Grajaú

Por Paulo Neiva

"Que epoca boa, que time maravilhoso. Minha casa estava cheia de amigos. Até tricolor tinha, torcendo pro Flamengo. O jogo foi por volta de 1h. Mesmo assim, colocamos a caixa de som na janela com o super narrador Jorge Curi. A cada gol do Flamengo, aumentávamos o volume ao máximo. Aquele famoso som "GOLAÇO" do saudoso narrador da Rádio Globo ecoava pelo silencioso Grajaú. Flamengo campeão mundial. Que felicidade. Que festa. Fomos para a sede do Flamengo por volta das 3h para comemorar. Parabéns Flamengo, Zico e sua turma.


*           *          *

Por causa desse time, somos exigentes até hoje

Por Fábio Alves

"Em 1981 eu tinha 15 anos, e ver o meu MENGÃO Campeão do Mundo foi simplesmente fantástico. Recordo-me que assisti naquela madrugada ao jogo contra o Liverpool sozinho. Momento mágico, pois aquele supertime participou de três finais e venceu as três. Tudo isso em pouco mais de 1 mês. Sou rubro-negro por influência paterna, mas tornei-me apaixonado pelo Clube de Regatas do Flamengo por causa do ZICO. Um craque que tem "Alma e Sangue Rubro-Negros". Ele foi o líder da mais espetacular geração de jogadores que o Flamengo formou. A bem da verdade, foram três ou quatro gerações que se encontraram e formaram o Rolo Compressor montado por Cláudio Coutinho. Naquela época se podia assistir aos jogos, na arquibancada - minha preferência - atrás do gol, sem violência.
Esse time foi responsável pela torcida do Flamengo ser tão exigente. Nos acostumaram mal. A grande arrancada desse time começou em 1978. Aquele gol de cabeça do Deus da Raça, o Rondinelli. O time foi amadurecendo e a conseqüência natural culminou em Tóquio. Só tenho a agradecer a todos o craques que tiveram o orgulho de vestir o Manto Sagrado. Saudações sempre rubro-negras." 





No motel...

Por Emir Caldeira

Naquele 13 de dezembro me preparei e sai com uma namorada que tinha e fui pro Motel. Lá chegando, liguei imediatamente a TV e fiquei assistindo os comentários, e as reportagens e nada de cumprir com o dever. Assisti ao jogo e entre uma e outra cerveja a doce senhorita dormiu. Acabou o jogo e eu acordei-a para que saíssemos para irmos comemorar. Lógico que vc já deve imaginar o quanto eu ouvi. Mas fui irredutível, saímos do Motel, deixeia-a em casa e fui comemmorar bebendo mais cerveja nos bares da vida.


*          *          *

Por Alexandre Fernandes

Pouco dormi após o jogo e passei o domingo comemorando a esmo. Parei em cada concentração de rubro-negros, até estacionar no Petisco da Vila. Lá me reuni a um grupo de conhecidos e fiquei até quando foi possível. Um verdadeiro sonho acordado.

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Por Felipe Tinoco

Eu nasci em 68, portanto, eu tinha 13 anos...Foi um dos momentos mais marcantes da minha pequena idade...

Vibrei muito, chorei, corri...no condomínio em que morava a grande maioria dos moradores era flamenguista e daí a comemoração varou a madrugada com muito churrasco e bebida...

Foi uma alegria muito grande...

Indescritível para a minha cabeça na época...

Saudações Rubro-Negras




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DESAFIO PARA TODOS OS RUBRO NEGROS...

Como muitos estão de férias, perguntem aos Rubro Negros mais experientes se ainda lembram dos fatos do elenco Campeão do Mundo em 1981...






A mais nova relíquia do Mengorial é essa foto histórica, doada pelo amigo Xandi. É uma foto de treino tirada na Gávea, no histórico ano de 1981.

Deu pra identificar alguns jogadores:

Primeira fila: (?), Figueiredo, Peu e (?)
Segunda fila: Leandro, Tita, Anselmo,
Terceira fila: (?), Raul e Luis Alberto (3º goleiro)
quarta fila: (?) e (?)
quinta fila: Andrade, Adílio e (?)
sexta fila: Manguito, Junior, Chiquinho e Lico(encoberto)
sétima fila: (?), Reinaldo, (?) e Zico
oitava fila: Nunes, Mozer, Cantarelli e Marinho.


E vcs, já identificaram todos os jogadores?

domingo, 11 de dezembro de 2011

2 !!!





A multidão engoliu meu carro. E foi maravilhoso

Por Mauro Nogueira

"Flamengo Campeão do Mundo: 1981. Dezembro, Aeroporto internacional do Galeão, 19h. Eu tinha um Dodge Dart 1973 bem velho, e junto com alguns amigos resolvemos continuar a festa e fomos para o aeroporto com muita bandeira e o carro com dizeres relativos ao Mengão Campeão do Mundo. Ao chegar no setor de desembarque internacional, a torcida estava toda lá, e não se podia passar com o carro. Insisti buzinando, e a torcida veio para cima do carro. Acho que uns 50 torcedores subiram em cima do meu Dodge. Eu tentava movimentar o carro, mas era impossivel com a galera em cima. O coitado do carro, apesar de ser um V8, não se mexia, foi engolido pela multidão. E pude ver no dia seguinte, na 1º página do jornal O Globo, a foto da galera. Por mais que se tentasse era impossível descrever que carro era aquele. Mas isso na hora não importava. O que importava era comemorar. Foi maravilhoso."




Rubronegramente inesquecível

Por João Lima Filho

"Nesta noite estávamos muito apreensivos, vindos de uma difícil disputa em três partidas com o Vasco pelo Carioca de 81, e da batalha com o Cobreloa, também em três jogos. Esperávamos outra guerra, mas o timaço do Mengão deu uma verdadeira aula de futebol, desfilando seu repertório de jogadas maravilhosas, passes perfeitos, entrosamento mágico entre todos os jogadores. Fim do primeiro tempo, três a zero. Jogo resolvido. Fui comemorar no famoso bar Garota de Ipanema, reduto Rubro-Negro em várias outras conquistas. Seu dono à época, Rubro-Negro de quatro costados, franqueou o chopp para todos. Lembro que ele me pediu ajuda e passei a ser um dos seus funcionários a servir chopp pra moçada e, é claro, a tomar também, pois ali se eternizava a maior glória que um clube poderia alcançar em sua História. Lembro até hoje, e vejo na fita do jogo, o Domingo Bosco, nosso supervisor campeão, berrando ao fundo do áudio dos gritos do Galvão Bueno na transmissão da Globo, "É campeão do Mundo, é do Mundo, meu Deus, é campeão do Mundo!". Uma coisa linda, um momento inebriante, entre lágrimas e abraços... Foi rubronegramente inesquecível!"








Meu bem, volto já...

Por Andy Colla

"No início de dezembro de 1981, o pai de um amigo meu saiu de casa pra comprar pão de manhã, e à noite ainda não havia retornado. A família, em desespero, procurou por ele em hospitais e polícia. Debalde. No fim do mês, quando quase não restavam esperanças de encontrá-lo vivo, eis que ele chega em casa, com uma camisa do Flamengo e uma bandeirinha do Japão: tinha ido a Tóquio ver a final do Mundial Interclubes sem avisar a ninguém..."




Estranho no ninho do urubu

Por Cláudio Engelke

"Não tenho foto, vídeo ou áudio. Não sou flamenguista nem carioca. Sou gaúcho e gremista. Aí vcs vão perguntar o que é que eu tô fazendo aqui. Acontece que, há 25 anos, nós estávamos no Rio, hospedados no Hotel Glória em um Congresso médico e fomos, minha esposa e eu, acordados pela barulhenta passagem de um 'cordão' rubro-negro, a pé rumo ao aterro do Flamengo. Isso no meio da madrugada. Fomos à janela observar a comemoração alegre dos flamenguistas. Essa é minha a singela lembrança" 







"Eu Teria um desgosto profundo ... 

... se faltasse ..."

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sábado, 10 de dezembro de 2011

3 !!!



O rádio escondido sob as cobertas

Por Marcos Cesar da Silva

"12 de dezembro de 1981, eu tinha apenas oito anos de idade. Nessa época, crianças ainda dormiam às dez da noite e neste dia não foi diferente. Mas, sorrateiramente, liguei o rádio sob as cobertas e, extasiado, socava o ar a cada gol do Mengão, Campeão do Mundo!!! De manhã, fiz cara de desentendido quando vieram me falar o placar do jogo, mas já amanheci fardado com o manto sagrado, que me acompanhou à escola, em festa. Mengão Campeão do Mundo!"


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O jogo na primeira televisão da família

Por Francisco Pimentel

"Eu tinha 9 anos de idade, e meu pai tinha acabado de comprar nossa primeira TV preto e branco. Meus vizinhos já comentavam sobre o timaço rubro-negro de Zico & cia. Lembro dos dois jogos que decidiram a libertadores daquele ano. No jogo final, contra o Liverpool, meu pai nos acordou na madrugada. Foi um momento muito bom. Aquele passe do Zico para o Nunes foi demais. Foi um primeiro tempo maravilhoso. Daí em diante não deixei mais de torcer para o mengão..."



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Camisa autografada

Por Maurício Neves de Jesus



"Tinha 8 anos em 1981. No dia 13 de dezembro, meu pai me fez dormir às 8h da noite, para me acordar quando faltavam dez minutos antes de o jogo começar. Foi a primeira vez que vi o Flamengo jogar de branco. Depois do jogo, ficamos ouvindo a comemoração na Rádio Globo. Anos depois, me tornei amigo do Lico, que me ofertou a camisa usada em Tóquio, com dedicatória e tudo. Mengo!" 



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Aniversário feliz

Por Calos Emilio Freitas

"Apesar de só ter quatro anos de idade, lembro-me claramente do dia 12/12/1981. Dia do meu aniversário, e dia que o Mengão sagrou-se Campeão Mundial de Clubes. Simplesmente inesquecível. Além disso, meu pai graduou-se em medicina no mesmo dia. Três excelentes motivos para comemoração!!! Frise-se que oficialmente o título foi conquistado no dia 13/12/1981, mas com o fuso horário no Japão, comemoramos a vitória no Brasil, dia 12 de dezembro. Que felicidade! Mengoooooooo!"





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Vamos vestir o Manto Sagrado no dia 13 de Dezembro de 2011

Vamos mostrar que somos uma Nação !!! 




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

4 !!!






Com direito à volta olímpica e camisa autografada

Por Álvaro Paiva

"No dia 13 de dezembro de 1981, eu estava no gramado do Estádio Olímpico de Tókio! Depois de uma viagem muito cansativa, lá estava eu, no Takanaua Prince Hotel, em Tóquio, onde toda a delegação rubro-negra estava hospedada.

O time do Flamengo embarcou no mesmo vôo em que eu estava, na escala feita em Los Angeles, onde tinha ficado por uma semana, para quebrar o fuso horário pela metade. 

Cheguei a Tóquio na sexta-feira, 11 de dezembro, dia do meu aniversário. No domingo, dia 13, estava no saguão do hotel, já com meu ingresso para as cadeiras, quando o inesquecível João Saldanha, perguntou se havia alguém querendo ir para o estádio, pois o ônibus que levaria os jornalistas tinha lugares sobrando.

Imediatamente, aceitei a oferta, me sentei ao lado do Galvão Bueno e fomos batendo papo até a chegada ao estádio. O ônibus em que estávamos entrou por um grande portão, aberto para a passagem dos jornalistas, e parou em frente a uma grande mesa, em que se encontravam as credenciais para fotógrafos, e todos aqueles que iriam transmitir a partida. Continuei perto do Galvão Bueno e segui com ele para os elevadores, que o levariam para as cabines de transmissão do estádio.
Caminhávamos por um longo corredor, quando olhei para o meu lado direito e avistei um outro corredor que levava ao gramado. Fui parar atrás do banco de reservas, e do técnico Paulo Sergio Carpegiani, de onde assisti ao jogo. 

Ao final da partida, dei a volta olímpica com os jogadores, e já nos vestiários o goleiro Raul me ofertou a camisa amarela que usou no jogo. Esta camisa, devidamente autografada por ele, continua guardada comigo com o maior carinho, pois é o maior troféu que poderia ter conquistado.

Vocês podem imaginar o prazer e a satisfação que eu senti nestes momentos inesquecíveis? O dia 13 de dezembro de1981 foi um dos dias mais felizes de minha vida!"




Telão longínquo

Por Maria das Graças Sardo de Carvalho

"Na noite da decisão no Japão, colocaram um telão nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro. Só que, quando cheguei, tinha que ficar tão longe, com a multidão aglomerada, que achei melhor voltar para casa. E como dividia o apartamento com uma amiga que não gostava de futebol, meu namorado e eu ficamos na garagem vendo o jogo com o porteiro. E deu certo. Nunca vou esquecer aquela noite"



O judas ficou intacto

Por Luiz Rechtman

"No terceiro e finalíssimo jogo da Libertadores contra o Cobreloa, a turma do arco-íris no "Caipira" da Rua Uruguai estava animadíssima pra secar o Flamengo. A maioria, apesar de estar quebrada para apostar contra o Mengo, se cotizava pra secar e arrumar um troco. O ano todo a rapaziada vascaína, tricolor e botafoguense só fez pagar nas apostas com os rubro-negros. No dia do jogo, arrumaram um uniforme de um gari da Comlurb, alaranjado como o uniforme do Cobreloa, fizeram um judas e empinaram o boneco numa árvore em frente ao boteco. A expectativa pra ir à forra e sacanear em grande estilo contagiava os fracos e oprimidos, surrados e humilhados pelo Flamengo há anos seguidos. Em cima da hora apareci no "Caipira". A torcida arco-irís em peso, copo na mão, olho na TV. Apesar do mal estar causado pela minha presença, democraticamente engoliram em seco e tomaram mais um gole, que desceu mal goela abaixo. O resto todos conhecem, de Santiago pra Tóquio e mais um título em 1981. Com a conquista do campeonato mundial, a rapaziada do contra refrescou durante um tempo. Depois, perderam o medo e a vergonha e voltaram as encarnações e as apostas. Ia esquecendo de contar a história do judas com o pseudo uniforme do Cobreloa: a cada gol do Flamengo naquele dia, eu saía pra dar uma espiada no boneco.Tive mais do que certeza da alegria transfigurada no rosto do nosso amigo. Pendurado ali naquela árvore, na expectativa de ser malhado. mas isso não aconteceu. Afinal, já viu gari da Comlurb torcer contra o Mengão?? 


A primeira vez será sempre incomparável

Por Gilson Louro Marchesini

"Doce lembrança daquela madrugada ainda tão viva em minha memória. Tinha me mudado para a Barra há três anos, meus dois filhos ainda eram pequenos, 5 e 4 anos, e minha paixão pelo Flamengo me pôs diante da televisão, torcendo e gritando em silêncio para não perturbar a calmaria que ainda imperava naquela época. 

O show de bola, os 3 x 0 sobre o papão da Europa ainda no primeiro tempo e a consagração daquele time maravilhoso, liderado por Zico e com coadjuvantes do quilate de Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Junior, Andrade, Adílio, Tita, Nunes e Lico frequentarão para sempre os meus sonhos mais gloriosos.
Sei que ainda terei o prazer de festejar novamente o título de campeão mundial, ao lado de meus filhos, já homens feitos, a quem tive a honra de transmitir minha pele rubro-negra. No entanto, nada será comparável àquela primeira vez, que mantém o manto sagrado na posição que lhe pertence até hoje: o topo. Sim, porque as conquistas do Flamengo têm um significado todo especial, diferenciado das demais, e só os verdadeiramente Flamenguistas e os neutros é que têm a felicidade de conseguir enxergar isso. 

Saudações intensamente rubro-negras!"

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Sexta feira é dia de ...



O marido entra com muito cuidado na cama e sussurra suave e apaixonadamente
no ouvido de sua mulher: "estou sem cueca..."
 
E a mulher, sem abrir os olhos, responde: "Amanhã eu compro uma!"
 
"Amor, eu quero amá-la..."
 
"Tá em cima do guarda-roupa..."
 
"Você não entendeu: eu vou amar-te..."
 
"Vá a Marte, a Júpiter, à P.Q.P ... mas me deixe dormir!"


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SOGRA (essa é campeã)
O marido ganhou, num sorteio, 3 passagens para Jerusalém. Chegou em casa, contou pra esposa, mandou ela arrumar as malas e foi ligando para chamar também a mãe dele, quando começou uma grande discussão com a esposa, que queria levar era a mãe dela. Para dar final na briga, ele concordou em levar a mãe dela (sua sogra).


Chegando em Jerusalém, estavam visitando os locais por onde Cristo passou, quando de repente a sogra, emocionada, passa mal. Levam correndo a velha pro hospital, e ela acaba morrendo.


Conversando com o pessoal do hospital, para ver o que ia fazer, o marido perguntou quanto custava o enterro já mesmo em Jerusalém. Disseram que, na moeda brasileira, sairia uns R$ 1.000,00. Perguntou também quanto ficaria para mandar o corpo para o Brasil. Responderam que, com o transporte e tudo, ficaria por uns R$ 40.000,00.


O marido, então, escolheu mandar o corpo para o Brasil. O pessoal do hospital e sua esposa olharam espantados para ele, sem entender, e perguntaram por que mandar pro Brasil, se seria tão mais caro?

O marido respondeu:
- Vocês já tiveram um caso de ressurreição aqui. Prefiro não arriscar !!!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

5 !!!




5 dias para a grande data !!!







"Para qualquer um a camisa vale tanto como uma gravata. Não para o Flamengo. Para o rubro-negro a camisa é tudo! Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."

Nelson Rodrigues





Dia 13 de Dezembro


20 H


Canal 70 ESPN Brasil


Documentário 1981 - O Ano Rubro Negro ...






"É o ai Jesus ..."





Comemoração no trator

Por Raimar Redoval de Melo

"Dia da Decisão. Por conhecidência, festa de formatura de um grande amigo meu. Mas eu não poderia perder o principal jogo do Mais Querido. Então, assistiria à partida e logo após iria ao local da festa de formatura. Acontece que, depois da grande e massacrante vitória, não havia transporte para o meu deslocamento. Não tivemos dúvidas. Eu e um primo também flamenguista resolvemos ir de trator para a festa. Era o único veículo disponível, pois os outros já estavam na festa com meus irmãos e primos. Fomos triunfantes de trator para a formatura. Afinal, fomos campeões mundiais, e campeões mundiais podem tudo! Nossa chegada na festa foi muito comemorada, pois estávamos em cima de uma máquina agrícola comemorando o título da máquina de futebol do Flamengo. Esse fato aconteceu em Campina Grande e teve muita repercussão à época" 


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Naquela época dificilmente sofríamos em jogos do Flamengo

Por Marcelo Silva Ribeiro

"Vinte e cinco anos se passaram e eu nem me dei conta. Lembro-me bem, o jogo contra o Liverpool começou tarde, por volta de meia noite, mas naquela época dificilmente sofríamos em jogos do Flamengo, à exceção do primeiro jogo (ou segundo?) com o Cobreloa, em que um jogador da equipe chilena entrou com uma pedra na mão desferindo socos na cabeça dos nossos jogadores, bem verdade que depois o Ancelmo se encarregou de dar o troco... A final foi uma moleza... Nunes endiabrado marcou dois, e outro craque nosso fez mais um (foi o Zico?). Parabéns rubro-negros, especialmente aos previlegiados que vivenciaram uma época inesquecível. Tomara que as novas gerações possam um dia saborear momentos como aqueles, mágicos, de transe coletiva. Aos que hoje sofrem vendo botinudos vestirem o manto sagrado um consolo: não há bem que dure pra sempre, nem mal que não se acabe..."


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Hoje tem Basquete  

NBB 2011



20h 

Joinville x Flamengo

Transmissão Sportv 38