quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Fla tem a maior torcida do mundo, diz pesquisa...

Fonte: www.odia.com.br

26/02/2008 19:54:00

Fla tem a maior torcida do mundo, diz pesquisa

Rio - Segundo uma pesquisa divulgada pelo site da revista Mundo Estranho, da Editora Abril, o Flamengo tem a maior torcida do Mundo. O levantamento foi feito com informações de um importante centro de pesquisa de cada país. Foram envolvidos nesse levantamento países da América do Sul, América Central, Europa e Ásia. No Brasil, a pesquisa do Instituto Datafolha de 2007 foi a responsável pelos Dados.
As informações obtidas - quase todas de 2007 - também mostram o cálculo de quanto representa cada torcida dentro de seu país, de acordo com as projeções populacionais do US Census Bureau para 2008.
O Rubro-Negro garantiu o primeiro lugar, com 32,6 milhões de torcedores. Em segundo e terceiro lugares, dois times Mexicanos. O Chivas, de Guadalajara, com 30,8 milhões torcedores, e o América, da Cidade do México, com 26,4 milhões de simpatizantes.
O Corinthians , dono da segunda maior torcida brasileira, ficou com o quarto lugar, com seus 23 milhóes de torcedores, e o São Paulo, dono da terceira maior torcida do Brasil, ficou em sétimo lugar com 15,3 milhões de torcedores.
A pesquisa só levou em consideração os três primeiros clubes de maior torcida de cada país.
O capitão Rubro-Negro, Fábio Luciano, disse ter ficado feliz com o resultado da pesquisa, mas não se mostrou surpreso, e ainda fez questão de elogiar os Flamenguistas.
"A gente fica feliz. A história diz, as pesquisas sempre mostram isso. Além dela ser a maior em número, ela também é a maior em empolgação, em contagiar a equipe em campo", vibrou o zagueiro.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Salvo pelo Flamengo ...

Salvo pelo Flamengo
por Paulo Mendes Campos
Desde garotinho que não sou Flamengo, mas tenho pelo clube da Gávea um dívida séria, que torno pública neste escrito. Em 1956, passei uma semana em Estocolmo, hospedado em um hotel chamado Aston. Era primavera, pelo menos teoricamente, havia um congresso internacional na cidade, os hotéis estavam lotados, criando contratempos para turistas do interior ou estrangeiros. A recepção do Aston, por exemplo, vivia sempre cheia de gente implorando por um quarto ou discutindo a respeito de uma reserva feita por telegrama ou telefone.
Estava há dois ou três dias na cidade, quando me pediram para receber um brasileiro e encaminha-lo ao hotel, onde lhe fora reservado de fato um apartamento. Era uma hora da madrugada quando entramos no hotel e me encaminhei até o empregado do balcão, dando-lhe o nome do meu amigo e lembrando-lhe a reserva. O funcionário, homem de uns sessenta anos e de uma honesta cara escandinava, tomou uma atitude estranha e difusa, que a princípio me surpreendeu e ia acabando por me indignar: ele não confirmava a existência da reserva, nem deixava de confirmar.
Como começasse a protestar, vi que seu rosto tomava uma expressão aflita; eu entendendo cada vez menos. Quando passei a exigir o apartamento com alguma energia, o homem, trêmulo, nervoso, pediu-me desculpas e trouxe afinal a ficha de identificação. Foi aí que vi levantar-se da penumbra de uma saleta contígua o gigante.
Se o leitor conhece um homem forte, mas muito forte mesmo, imagine uma pessoa duas vezes mais forte, e terá uma vaga idéia desse gigante que veio andando até nós, botando ódio pelos olhos e espetacularmente bêbado. O monstro passou por mim com desprezo e, agarrando o empregado pela gola do uniforme, entrou a sacudi-lo e insulta-lo em sueco. Às vezes, éramos arrolados nessa invectiva, pois o gigante nos apontava enquanto dizia coisas.
O empregado, demonstrando possuir um bom instinto de conservação, deixava-se sacolejar à vontade. Rosnando assustadoramente, o ciclope foi sentar-se de novo na saleta, onde só então dei pela presença de outro sujeito, também bêbado, mas sinistramente silencioso.É hoje, pensei. Sair do meu Brasilzinho tão bom, fazer uma viagem imensa, para ser trucidado sem explicação por um bêbado.
O fato de ser na Suécia, onde arbitrários atos de violência não são comuns, ainda tornava mais absurdo, um absurdo existencialista, o meu triste fim. Indaguei do empregado o que se passava. Ficou mudo. Insisti na pergunta, e ele, sussurrando desamparadamente, explicou-me que o gigante estava a pensar: primeiro, que não conseguira vaga no hotel por ser sueco e estar embriagado; segundo, que nós conseguíramos por ser americanos, norte-americanos.
Ora, se meu amigo de fato era meio ruivo, seu jeitão era mineiro; quanto a mim, se fosse americano, só poderia ser filho de portugueses. Por outro lado, o meu inglês amarrado não deixava a menor dúvida sobre a questão de ser ou não ser americano. Só mesmo um sueco bêbado em uma madrugada de neve e vento iria supor que fôssemos americanos. Mas agora era o próprio gigante que bradava para nós com sarcasmo e ira:
- American! American!
Fiquei um pouco mais esperançoso, acreditando que ele falasse inglês, e disse-lhe, exagerando minha alegria e meu orgulho por isso, que não éramos americanos coisa nenhuma, éramos brasileiros. Não entendeu ou talvez pensou que estivéssemos covardemente a renegar a nossa pátria, voltando a vociferar, em um esforço lingüístico que contraía todos os músculos de seu rosto:
- American! Dollar! No like!
As palavras em si significavam pouco, mas a maneira de exprimi-las era de um eloqüência que teria destruído Catilina muito mais depressa que os discursos de Cícero. Durante alguns minutos mantivemos os dois uma polêmica oratória nestes termos:
- American!- No, brazilian!- American!- Brazilian!
Essa versátil discussão ia levar-me ao abismo, quando de súbito me pareceu que a palavra “brazilian” havia penetrado por fim em sua testa granítica. Descontraindo os músculos, o gigante me perguntou:
- Brazil?! No american? Brazil?
Não tinha certeza se ele estava me gozando, mas sua expressão era tão estranhamente deslumbrada e infantil, que afirmei cheio de entusiasmo:
- Yes, Brazil!
Ele se levantou, cambaleou, aproximou-se, apontou meu amigo:
- Brazil?- Brazil, Brazil.
Veio chegando, sorrindo, em pleno estado de graça, e gritou com alma, como se saudasse o nascimento de um mundo novo:
- Flamengo!! Flamengo!!
Imediatamente, o gigante entrou em transe e começou a fazer problemáticas firulas com uma bola imaginária, mas dando a entender cabalmente o quanto ele admirava (admirava é pouco: o quanto ele amava) o malabarismo dos nossos jogadores.
O gigante se desencantara, virando menino. A certa altura, depois de fazer um passe de letra, parou e confessou-me com um orgulho caloroso:
- I Flamengo! I Rubens!
Ele não era sueco, não era gigante, não era bêbado, não era um ex-campeão de hóquei (conforme soube depois), era Flamengo, era Rubens. Depois cutucou-me o peito, tomado de perigosa dúvida:
- You! Flamengo?
Que o Botafogo me perdoe, mas era um caso de vida ou de morte, e também gritei descaradamente:
- Flamengo! Yes! Flamengo! The greatest one!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Suderj informa !!!


Suderj Informa !!!


Até agora são 29 Estaduais e 1/2 ...

...falta 1/2 para empatar...


Tem adversário que já deve estar tendo insônia...




É por essas e outras que eu admiro o bacalhau...

Bastou "eles " perderem apenas 02 finais seguidas contra o Flamengo que já querem abandonar o barco...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Homenagem aos 50 anos de OSCAR SCHMIDT



OSCAR SCHMIDT



Nome: Oscar Daniel Bezerra Schmidt

Nascimento: 16 de fevereiro de 1958, em Natal/RN

Altura: 2,04 m

Peso: 106 Kg

Sapato: 48

Recorde: 74 pontos dia 27/11/1997, pelo Banco Bandeirantes/Barueri, contra o Corinthians.

1º jogo oficial: 1976 - pelo Palmeiras em São Paulo

1º título: 1974 - Campeão Paulista pelo Palmeiras

1º jogo oficial pela seleção: 1977 - Brasil 132 x 55 Colômbia Sul-Americano, em Valdívia (CHI) Último jogo pela seleção: 1996 - Brasil 72 x 91 Grécia Olimpíada, em Atlanta (EUA)

1º título pela seleção: 1977 - Sul-Americano em Valdívia (CHI)

Cestinha:
Clubes: Capeonato paulista (79, 80, 81, 95, 96, 97, 98), Campeonado fluminense (99) pelo FLAMENGO, Campeonato brasileiro (79, 80, 96, 97, 98 e 99), Campeonato italiano (83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 91, 92 e 93), Copa Itália (84, 88 e 89), Mundial ( 79), Sul-americano (79), Liga sul-americana (97), Copa Européia (86 e 88), Campeonato espanhol (93). Seleção: Sul-americano (83), Pré-olímpico ( 84, 88, 92 e 95), Copa América (84, 88, 89, 92, 95), Jogos Panamericanos (87) "Goodwill games" (90), Campeonato Mundial (90), Olimpíadas (88, 92 e 96).


326 Jogos com a camisa da Sel. Brasileira7.693 Pontos marcados pela seleção1.093 Pontos em cinco Olimpiadas

CLUBES:

Palmeiras (1974 a 77), Srio (1978 a 82), Caserta-ITA (1983 a 90) Forum Valladolid-ESP (1994), Corinthias (1995 a 97), Barueri (1997 a 99) e Flamengo (1999 a 2002).



MARCAS:

49.743 Pontos na carreira (marca não reconhecida pela FIBA)

338 Pontos marcados em Seul-88.

É o atleta que obteve mais pontos em uma Olimpíada 55 Pontos contra a Espanha em Seul-88.

Maior pontuação em um jogo olímpico52 Pontos contra a Austrália no Mundial da Argentina-90. É o maior pontuação marcado por um jogador em partida de Mundial 53 Pontos contra o México no Pan-Americano de Indianápolis-87.

É a Maior pontuação conseguida por um atleta na competição1.093 Pontos feitos em Olimpíadas. É o maior cestinha da história dos jogos5 Olipíadas disputadas (Moscou-80, Los Angeles-84, Seul-88, Barcelona-92 e Atlanta-96).

É o jogador de basquete com mais atuações, ao lado do Autraliano Andrew Gaze e Teófilo Cruz de Porto Rico8.004 Pontos em sete Nacionais disputados.

É o maior cestinha da história do torneio .






sábado, 16 de fevereiro de 2008

Torcida ajuda Flamengo a virar atração na América do Norte...


Canadá - O Flamengo ganhou reportagem de duas páginas na edição de janeiro da revista Canadense Soccer - cuja capa é o também brasileiro Kakà (sic). O curioso é que - desta vez - a equipe carioca não virou notícia no Canadá e Estados Unidos, por causa de seu desempenho em campo. O personagem da matéria "Flamengo, o clube do povo" é sua torcida.


façanha dos rubro-negros no último Campeonato Brasileiro, mantendo uma média de 39.221 pagantes por partida do time e quebrando recorde de público num só jogo (82.044 diante do Atlético Paranaense) chamou a atenção do editor Eddie Kehoue: "A paixão mostrada no Maracanã é única no mundo. Não vemos isso nem na Itália", disse ao Blog do Boleiro.
O texto conta a história do clube, suas primeiras conquistas e como um time de poucos recursos atraiu a paixão das camadas mais pobres do Rio de Janeiro. Na reportagem, Kehoue lembra os "craques afro-brasileiros" que vestiram a camisa do Flamengo: Domingos da Guia, Leônidas da Silva e Zizinho.
Zico é citado como líder da geração de atletas que "tirou do Santos a condição de clube brasileiro mais conhecido no mundo". "O sucesso de Zico e seus companheiros catapultou o Flamengo à condição de ser o time com a cara do futebol brasileiro", afirma o editor.
O motivo do destaque dado ao Flamengo é a presença de sua torcida no estádio no final de 2007: "Os jogadores e os torcedores festejam cada partida como se fosse uma só". A revista ainda sugere aos leitores que arranjem tempo e dinheiro para participar no Maracanã da "festa de um time que tem 40 milhões de fãs em todo o país".
Desta vez, a galera não só empurrou o time para a vaga da Libertadores/2008, como ainda chamou a atenção de um país onde o futebol se tornou - nos últimos dez anos - a modalidade com maior número de praticantes.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Novo documentário sobre o Clube de Regatas Flamengo

O C.R. Flamengo e a Fla Filmes, que firmaram uma parceria inédita para produzir documentários que resgatem alguns dos mais recentes feitos históricos do clube, têm o orgulho de apresentar suas primeiras produções: "É Campeão" e "Conte Comigo Mengão". A iniciativa está em sintonia com a nova linha de comunicação do Clube, que busca aproximar sua imensa nação de torcedores da intimidade de seus ídolos, através de veículos próprios, - como a recém inaugurada FlaTV.

Fla Filmes e o Clube de Regatas do Flamengo Orgulhosamente apresentam Sessão dupla de filmes oficiais do Clube de Regatas do Flamengo.

Pré-estréia na TV:
Canal Brasil

Dia 5, às 22h

Dia 6, às 14h30



Pré-estréia no Cinema:

Cine Glória (Praça Luís de Camões s/nº - subsolo – Glória)

Dia 7, às 18h30 (somente para convidados)

Dias 8, 9 e 10 de fevereiro em três sessões diárias (16h30 – 18h30 – 20h30)




É Campeão! – Copa do Brasil 2006

Duração: 45 minutos

Dirigido por Raphael Vieira

Produzido por Diogo Dahl

Uma co-produção KinoTV, MRTS Produções, Urca Filmes e Raça Filmes



Sinopse

25 anos depois da histórica conquista do Mundial em Tóquio, uma nova geração de jogadores quer escrever mais um capítulo de glória na história do Flamengo: a conquista da Copa do Brasil de 2006. O desfecho é histórico, numa final de 180 minutos contra o seu maior rival. "É Campeão! - Copa do Brasil 2006" narra esta incrível jornada e leva você aos bastidores destas inesquecíveis partidas.


Acompanhe de perto toda as emoções desta saga com comentários dos próprios jogadores e comissão técnica. A missa ao padroeiro rubro-negro, o último treino, a vinda de torcedores de todo o país, a concentração, a entrada em campo para a batalha final, a aflição na lateral do campo, a disputa acirrada pela bola, os golaços de Obina e Juan. Veja de perto cada lance até o grito final de "É Campeão!"


Conte Comigo Mengão – Carioca 2007

Duração: 48 minutos

Dirigido por Pedro Asbeg e Raphael Vieira

Produzido por Diogo Dahl

Uma co-produção KinoTV, MRTS Produções e Urca Filmes


Sinopse

Após à conquista da Copa do Brasil em 2006, o Flamengo volta à Copa Libertadores da América. Mas, simultaneamente, tem que enfrentar outra batalha contra seus maiores rivais no Campeonato Estadual. E mesmo dividindo-se entre o frio e a altitude de Potosí, na Bolívia e os 40ºC de Bangu, o Mais Querido do Brasil consegue sagrar-se novamente Campeão Carioca.

O documentário "Conte Comigo Mengão – Carioca 2007" traz olhares inéditos desta campanha vitoriosa. Viagens, concentrações e preleções. Gols e lances perigosos gravados por torcedores da arquibancada, das cadeiras e até do gramado. Além de entrevistas exclusivas de jogadores e comissão técnica.

Na final contra o Botafogo, minutos antes da partida, os jogadores assistem "É Campeão! – Copa do Brasil 2006" e Renato Augusto se observa na tela dizendo: "Se marco gol numa final, não sei o que faço". Horas depois, entrava na história do clube com um golaço, fazendo ecoar mais um grito rubro-negro de "É Campeão!"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Arthur Friedenreich ...

Fonte: http://futebolhistoria.blogspot.com/2007/10/o-primeiro-craque-brasileiro.html




Arthur Friedenreich,

Filho de um comerciante alemão e de uma lavadeira carioca e nascido em 18 de julho de 1892, no bairro da Luz, em São Paulo.Ainda criança começou a jogar futebol, que havia sido recentemente introduzido no país pelo já citado Charles Miller, em 1894, com garotos de sua rua com bolas de bexiga de boi. Ninguém imaginava que daqueles passos nos terreiros de terra batida surgiria o primeiro grande nome da história do futebol do Brasil.Fried, como era conhecido, começou sua carreira ainda jovem, aos 17 anos, no Germânia, da capital Paulista. Como o esporte ainda era amador, o jogador podia mudar de clube a cada ano sem ônus algum. E de 1909 a 1917, Friedenreich, literalmente, não “parou quieto” em um clube sequer por mais de um ano. Seguiram-se ao Germânia, ano após ano, Ypiranga, novamente Germânia, Mackenzie, outra vez Ypiranga (fato que se repetiria em 1914 e 1917), Americano, Paulista (não confundir com o de Jundiaí), Atlas, Paulistano e Flamengo/RJ.Depois do clube carioca, veio a definitiva consagração do atacante paulista, quando retornou ao Paulistano e por lá ficou por 12 anos, até 1929. Em sua larga temporada no time de São Paulo, Friedenreich sagrou-se 6 vezes campeão paulista e foi seu artilheiro em 5 ocasiões.Fried inovou o conceito de se jogar futebol, introduzindo em seu repertório de jogadas fabulosas dribles curtos, fintas de corpo e o chute com efeito. Seu faro de gol era apuradíssimo e sua velocidade era algo descomunal para a época. Aliava a tudo isso sua imensa criatividade, técnica e capacidade de improvisar. Por conta de todas essas habilidades foi convocado para a Seleção Brasileira 26 vezes, onde marcou 12 vezes. Sua estréia com a camisa nacional se deu em 1914, ano também do surgimento da Seleção no cenário esportivo, num amistoso diante de um combinado paulista. O placar foi 7 a 0 para o Brasil com dois gols de Friedenreich.Seu sucesso com o selecionado brasileiro não tardou. Em 1914 faturou a Copa Rocca, torneio que envolvia os vizinhos Brasil e Argentina. Mais tarde, conquistava também o bi-campeonato Sul-americano, em 1919 e 1922. No primeiro, foi o autor do gol do título contra os uruguaios na prorrogação. Por suas atuações no torneio ganhou o apelido de El Tigre. Atuou pelo escrete brasileiro até 1935 sem, entretanto, participar de uma Copa do Mundo. Uma atitude infeliz do então presidente da Liga Paulista, Elpídio de Paiva Azevedo, causou uma das maiores decepções de Friendenreich na carreira: ao saber que a comissão técnica da Seleção não teria nenhum paulista, o dirigente impediu a ida dos jogadores do estado para a Copa do Uruguai, em 1930. Assim, o jogador encerrou a carreira sem sentir o sabor de disputar um Mundial.Nos dias atuais, El Tigre é considerado um dos maiores centroavantes que o Brasil já teve. No ano de 1925 voltou da Europa sendo considerado pela crônica esportiva como um dos "melhores jogadores do mundo", quando o Paulistano, seu clube no período, venceu 9 dos 10 jogos disputados no continente em uma excursão. Um de seus grandes feitos ocorreu em 16 de setembro de 1928, quando marcou sete gols numa única partida contra o União da Lapa, batendo o recorde da época. O resultado final foi de 9 a 0 para o Paulistano – sem falar que o atacante ainda desperdiçou um pênalti.Após o tempo áureo no Paulistano, o já veterano Friedenreich ainda atuou pelo Internacional/SP (que não é o de Limeira), pelo Atlético Santista, Santos, São Paulo da Floresta (este sim precursor do atual São Paulo Futebol Clube), Dois de Julho/BA, mais uma vez São Paulo da Floresta, retornou ao Santos e encerrou a carreira no Flamengo/RJ, em 21 de julho de 1935, aos 43 anos de idade. Ainda pretendia seguir atuando, apesar da idade avançada para o esporte. Porém, Friedenreich não aceitava a profissionalização do futebol no país e decidiu por fim à sua gloriosa carreira.Outra característica marcante da personalidade de Fried era seu caráter questionador. Em 1932, quando ainda era atleta, engajou-se na Revolução Constitucionalista doando troféus, medalhas e prêmios em benefício da causa.Depois de abandonar os gramados, viveu quase esquecido na pobreza por muitos anos até morrer em 06 de setembro de 1969, em uma casa cedida pelo São Paulo Futebol Clube.Durante muito tempo atribuiu-se ao ex-centroavante a condição de maior goleador de toda a história do futebol. Segundo Mário de Andrada, ex-colega de clube de Fried, o jogador havia participado de 1329 partidas e chegado à impressionante marca de 1239 gols em sua carreira. A FIFA chegou a oficializar os números em seus arquivos, inclusive com repercussão mundial em enciclopédias e livros. Porém, o jornalista Alexandre da Costa conferiu os registros de todos os jogos de Friedenreich em dois jornais de grande circulação, "Correio Paulistano" e "O Estado de S. Paulo", e chegou a dois números surpreendentes: 554 gols em 561 partidas, o que não deixa de ser brilhante devido à alta média – 0,98 gols por jogo –, superior até mesmo à de Pelé (0,96 gols por partida).Sejam quais forem as marcas e as estatísticas, Arthur Friedenreich ficará para sempre marcado como o primeiro grande craque do futebol brasileiro. E isso nenhum dado terá poderes para mudar na história.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Um marco da Ginástica Olímpica do Flamengo... Luiza Parente


Luísa Parente Ribeiro de Carvalho





Foi uma ginasta brasileira, quando a ginástica ainda era olímpica e não artística, como é conhecida, ela iniciou suas primeiras piruetas aos seis anos de idade na escolinha do Clube de Regatas do Flamengo e lá encerrou aos 22 anos a carreira de ginasta.
Foi campeã estadual, brasileira e sul-americana em todas as categorias (mirim, infantil, infanto, juvenil e adulto) e foi a primeira ginasta a participar de duas olimpíadas, Seul-88 e Barcelona-92. Ficou entre as 36 finalistas nas Olimpíadas sem o boicote. E é dona de duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos de 1991, resultados ainda não superados. Formada em Educação Física pela Universidade Gama Filho e em Direito pela Faculdade Cândido Mendes, desempenha funções em ambas as profissões.
Casada com o Jogador de Basquete Alexey, tem como fruto desta união um casal de filhos, Manuela e José Afonso. Tem um sonho, ver a ginástica ser praticada em todas as escolas do Brasil.
Atualmente Luisa é supervisora do Grupo Luisa Parente Imagynação que promove iniciação à ginástica nos centros conveniados, escolas e eventos. É também consultora esportiva e membro da Comissão Nacional de Atletas e da Comissão Nacional antidoping, do Ministério do Esporte. É também comentarista da TV Bandeirantes e colunista-colaboradora da Folha Gávea Leblon.



terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Goleiro Raul Plasmann



Raul


Raul Guilherme Plassmann


Posição: Goleiro

Camisa: 1

Origem: Antonino (PR)

Nascimento: 27/12/1944

Principais Equipes:São Paulo (65), Nacional (65), Cruzeiro (66 a 78) e Flamengo (78 a 83).

Principais Títulos:Mundial Interclubes (81), Taça Libertadores da América (76 e 81), Campeonato Brasileiro (80, 82 e 83), Taça Brasil (66), Campeonato Carioca (78, 79, 79 especial e 81) e Campeonato Mineiro (66, 67, 68, 69, 72, 73, 74, 75 e 77).

Outros Prêmios:Taça Minas Gerais (73) pelo Cruzeiro.


História


Raul Guilherme Plassmann foi um goleiro que marcou época no futebol brasileiro. Ele fez parte de dois dos maiores times da história do Brasil e do mundo: o Cruzeiro das décadas de 60 e 70 e o Flamengo dos anos 80. Pode se dizer que ele foi um predestinado, pois estava na hora certa no lugar certo e sempre foi um dos pontos de segurança das duas equipes.Raul começou no São Paulo sem grande destaque. Inclusive na sua estréia como Profissional, num clássico contra o Palmeiras, em 1965, o tricolor foi derrotado por 5 a 0. Mas o destino estava ao seu lado e logo o levaria para Belo Horizonte. O presidente do Cruzeiro, Felício Brand, estava à procura de um goleiro para a reserva de Tonho e conversou com o colega são-paulino Vicente Feola, que disse que tinha um garoto que poderia seguir no dia seguinte para a Raposa.O jovem guarda-metas chegou ao Barro Preto sem qualquer festa, apenas para compor o elenco. Com muita competência e uma ótima colocação, além de saber acionar um contra-ataque como poucos, ele foi ganhando espaço e não saiu mais do time celeste. Foram nove títulos mineiros em doze anos de clube. Mesmo com seu jeito calmo, Raul fazia sucesso com o público feminino e também entre os homens, que reconheciam a sua importância com defesas seguras em um time que contava com Tostão, Dirceu Lopes, Piazza e Nelinho. A sua principal conquista no Cruzeiro aconteceu em 1976, quando a equipe mineira levantou a Taça Libertadores da América, que, até então só tinha sido conquistada por uma equipe brasileira: o Santos de Pelé. Como acontece sempre na competição sul-americana foi uma campanha sofrida até a final contra o River Plate, da Argentina, em três partidas. Depois disso, aquela geração fantástica do Cruzeiro foi parando e o time sendo desmontado. Raul chegou a pensar em voltar para o Paraná e se aposentar, mas foi convencido pelo técnico Cláudio Coutinho a vir para o Flamengo em 1978 ser a voz da experiência em um time jovem formado por Zico, Júnior, Leandro e cia.Os títulos foram se sucedendo com o tricampeonato estadual logo de cara em 78 e 79. Não demorou muito para Raul se tornar ídolo da torcida rubro-negra. Mesmo não sendo um goleiro que dava espetáculo, era muito inteligente, disciplinado e eficiente. Com muito equilíbrio emocional, ele comandava a defesa e mostrava uma boa saída da área, característica que faltava à maioria dos goleiros da época.Jogando com extrema competência, Raul ainda garantiu mais três títulos brasileiros e venceu a sua segunda Taça Libertadores em 81 em outra final em três partidas contra o Cobreloa, do Chile. No Mundial Interclubes, o goleiro não foi vazado pelos ingleses do Liverpool e contando com o talento no ataque de Zico, Adílio e Nunes, juntou mais um troféu para a sua grande coleção.Raul também tinha a sinceridade como ponto forte, apontava falhas de sua equipe em entrevistas e dizem que, por falar demais, foi preterido na seleção brasileira de 82. Em certa oportunidade, ele admitiu: “prefiro treinar pouco e jogar muito”. Para Telê Santana, foi o suficiente para não convocá-lo para o time de estrelas do Brasil. Raul admitiu em sua despedida que não disputar uma Copa do Mundo foi a maior tristeza da sua carreira.Depois da aposentadoria nos gramados, Raul se destacou como comentarista esportivo tanto na TV Globo quanto no SporTV. Ele chegou a tentar a carreira de treinador. Em 2003, foi auxiliar de Marinho Peres no Juventude e, depois da saída do técnico, assumiu o cargo, mas deixou o clube gaúcho antes do fim da temporada. Em 2004, Raul trabalhou como dirigente e técnico no Londrina, mas acabou voltando a ser comentarista na Rede Record e na Rádio CBN/Curitiba. Em janeiro de 2005, o ex-goleiro aceitou o convite do prefeito eleito de Curitiba, Beto Richa, para ser secretário municipal de esportes.

Curiosidades

Raul acabou com o marasmo das camisas de goleiro, que até então variavam apenas entre pretas, cinzas ou brancas, mas foi por acaso. Num clássico entre Cruzeiro e Atlético, na década de 60, o árbitro cismou que sua camisa poderia ser confundida com a do Galo e Raul pegou um blusão de gola rolé do lateral Neco emprestado para espanto geral do Mineirão. Ele fechou o gol e começou a escrever seu nome na história do futebol.* O goleiro passou a adotar a camisa amarela e ressaltava sempre que ela tinha um poder hipnotizador sobre os atacantes, que chutavam sempre na direção em que ele estava posicionado.*Na época, as torcidas organizadas do Cruzeiro acrescentaram o amarelo ao azul e branco de suas bandeiras e isso é mantido até os dias de hoje.*No Flamengo, Raul tinha o apelido de “Velho”, pela idade e seu jeitão de falar com os companheiros.*Em sua despedida, em 20 de dezembro de 83, num amistoso entre o Flamengo e a Seleção dos Amigos do Raul, formada por vários craques da época, aos 38 anos, o goleiro vestiu a camisa amarela pela última vez. Ao sair de campo, Raul a tirou e devolveu ao mesmo Neco.*Ao encerrar a carreira, Raul se tornou comentarista esportivo, mas a sua paixão era contar histórias da época de jogador. Quando trabalhou no SporTV formava-se uma rodinha em volta do ex-jogador para ouvir os ‘causos’. O jornalista Renato Nogueira teve a idéia de publicar algumas delas no livro “Raul Plassman – Histórias de um Goleiro”, publicado pela editora DBA.


1º Mascote da torcida do Flamengo: Popeye...

Fonte: www.flaestatistica.com/mascotes.htm




O Popeye :

Criado nos anos 40 pelo cartunista argentino Mollas, representava a força e a valentia com que o clube revertia situações quase que impossíveis. O Popeye representava a força e a valentia com que o Flamengo conseguia reverter situações quase que impossíveis, além é claro da óbvia ligação com o mar, que ambos possuem.



O criador:

Lorenzo Molas

Nascido em 1916 em Lanús, na região metropolitana de Buenos Aires, Lorenzo Molas morou no Rio de Janeiro de 1943 a 1955, onde trabalhou no Jornal dos Sports. Nesse período, desenhou os mascotes dos principais clubes da cidade. Usou dois personagens dos quadrinhos para representar o Flamengo (Popeye, pela sua força) e a Estrela solitária (Pato Donald, teimoso e irriquieto como os torcedores alvi negros).

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

1º Episódio de esportes praticados no Flamengo: Bocha e Tenis

Fonte: Flapédia http://www.flamengo.com.br/flapedia/Bocha



Bocha

A Bocha, um dos esportes mais antigos do mundo, o jogo começou na Roma Antiga. No Brasil, a modalidade nasceu no Rio Grande do Sul e se estendeu ao Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. No Flamengo, o esporte foi introduzido em 1961, na gestão Fadel Fadel, quando foi inaugurada a seção de Bocha. A primeira competição brasileira destinada a modalidade ocorreu em São Paulo e a vitória foi dos gaúchos. Em 1965, quatro anos após a implantação do esporte na Gávea, o Clube se filiou à Federação Carioca de Bocha, o que ajudou a divulgação da modalidade e atraiu ilustres jogadores, como Ademar Toscano, Nilson Nogaroli, Nelson Nogaroli, Drasto Angeli, César Angeli e Américo Angeli. Esses praticantes fizeram tanto sucesso, que receberam justa homenagem na Calçada da Fama, situada dentro do Clube de Regatas do Flamengo. Em 1966, o Flamengo sagrou-se vice-campeão da Cidade e tricampeão do estado da Guanabara, nos anos de 1967, 1968 e 1969, e ainda ganhou a posse definitiva do Troféu Reynaldo Carneiro de Bastos. Uma honraria jamais vista igual dentro da modalidade. Passados alguns anos, em meados de 1988, Beda Campos, representando o Flamengo, foi campeão estadual de Bocha. As conquistas, até então adquiridas, não foram suficientes. Em 1995, o Flamengo foi novamente campeão estadual. A equipe feminina, com seu "jeitinho" todo especial, conquistou um grande número de vitórias. Na verdade, a Bocha no Flamengo se trata de uma grande família. As praticantes que obtiveram maior destaque no esporte foram, Adyr Thereza Angeli, Olívia Tavernasi, Nilda Nogaroli, Nilcea Nogaroli, Regina Ferreira, Antonieta Oliveira, Ilcair Nogaroli, Maria José Nogaroli, Bada Angeli, Marisa Amaral e Cecília dos Santos Dourado.

Títulos do Clube
Campeonato Carioca por Equipes de Bocha Sul-Americana (14 títulos) : 1970, 1971, 1973, 1975, 1976, 1979, 1983, 1985, 1987, 1991, 1993, 1995, 1996, 1998

Campeão da Taça Eficiência de 1996, 1998, 1999

Campeão Carioca Individual de Bocha Sul-Americana de 1997 e 1998

Campeão Carioca de Duplas de Bocha Sul-Americana de 1999

Campeão Carioca de Trios de Bocha Sul-Americana de 1998 e 1999

Campeão da Copa Tiradentes de 2002

Total de títulos: 23
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Tênis

O Tênis, foi um esporte disputado pelo Clube de Regatas do Flamengo.O clube começou a disputar competições oficias por equipes no tênis em 1916, quando o clube conquistou o Campeonato Carioca por Equipes. A partir daí, o Flamengo participa de vários torneios e campeonatos, sagrando-se tricampeão carioca de Tênis em 1918. Até 1932, o Flamengo praticava o tênis em seu campo, na Rua Paysandu. Com a perda de seu campo, o Flamengo ficou sem participar de competições de tênis até 1963, quando inaugurou suas quadras, na Gávea, voltando a conquistar títulos.

Títulos - CATEGORIA ADULTO

Etapa Bolívia do Campeonato Sul-Americano 1999

Etapas de Brasília, Salvador e Alagoas do Campeonato Brasileiro 1999

Campeonato Carioca de equipes (7 títulos) : 1916, 1917, 1918, 1976, 1977, 1978 e 1979

Torneio Intermediário do Rio de Janeiro (5 títulos) : 1923, 1926, 1927, 1929 e 1931

Challenge Sydney Pullen de 1921

Taça A.A. Caçapavense de 1922

Challenge C.A. Paulistano de 1924

Taça Sportiva Guaratinguetá de 1928

Taça Armando Siqueira de 1965

Campeonato Brasileiro de 1975

Campeonato Carioca de Primeira Classe (3 títulos) : 1980, 1981 e 1982

I Torneio Unitrel do C.R. Flamengo de 1997

Total de títulos: 24

Relação dos demais títulos do Flamengo, acesse: www.flamengo.com.br

domingo, 13 de janeiro de 2008

O eterno treinador Claudio Coutinho




Cláudio Pecego de Moraes Coutinho

Cláudio Coutinho





Ex treinador de futebol brasileiro, que comandou o Flamengo e a Seleção Brasileira na década de 70.

Carreira no esporte



Em 1970 foi chamado para ser preparador físico da Seleção Brasileira, tricampeã mundial no México. Nos treinamentos, passou a trabalhar com o Método de Cooper, sendo a partir daí conhecido por seu o seu introdutor no Brasil. Após a competição, trabalhou - agora como treinador - na Seleção Peruana, como coordenador técnico do Brasil na Copa de 1974, no time francês do Olympique de Marselha e na Seleção Brasileira Olímpica, levando-a ao quarto lugar nas Olimpíadas de Montreal de 1976. No mesmo ano, passou a treinar o Flamengo.
O relativo bom desempenho nesses lugares, além de seu histórico dentro da
Confederação Brasileira de Desportos, o credenciaram para ser o substituto de Osvaldo Brandão dentro da Seleção Brasileira de Futebol, então postulante à uma vaga na Copa do Mundo de 1978, na Argentina. A escolha de seu nome causou certa surpresa, já que era considerado pouco experiente para o cargo. Assim, Cláudio Coutinho quase começava por onde todos terminavam. Logo que assumiu o comando, Coutinho tratou de implantar sua filosofia própria. Na época o futebol brasileiro sofria com uma controvérsia em relação à sua própria essência. O fracasso na Copa do Mundo de 1974, aliado a outros fatores, levaram muitos à conclusão de que o nosso método de jogo, aquele individualista, baseado nos craques que desequilibram, estava ultrapassado e que o importante passava a ser o modelo europeu, coletivo, somatório, aonde os jogadores nada mais eram do que peças de uma engrenagem comum, o time.
Essa era uma discussão polêmica e que dividia opiniões e logo o treinador tratou de assumir que era um ardoroso defensor da europeização dos métodos. Para ele, a seleção brasileira já não dependia mais de craques foras-de-série, mas sim de um esquema em grupo, com disciplina tática. Ele também inventou uma terminologia confusa para descrever seu novo estilo de trabalho, com palavras como o "overlapping", o "ponto futuro" (que descrevia o procedimento em que o jogador fazia a jogada com seu companheiro já se posicionando para receber a bola posteriormente) e a "polivalência" (em que cada jogador passaria a exercer mais de uma função em campo).

Terminando de classificar o Brasil nas Eliminatórias, Coutinho passou a treiná-lo em uma série de amistosos. Mas em alguns desses, como um contra a
Inglaterra que terminou empatado em 1 a 1, suas teorias, tão firmemente defendidas, não se aplicavam com muito sucesso. Às vésperas da Copa, Coutinho passou a rever seus conceitos, mas era tarde. Na convocação, causou controvérsia: deixou de levar Falcão, do Internacional, considerado por muitos o melhor armador do futebol brasileiro à época, para ir com Chicão, do São Paulo, conhecido mais por sua garra e truculência, talvez pela questão da obediência tática. Na estréia da competição, o Brasil enfrentou a Suécia. O resultado foi um desanimador empate em 1 a 1. O jogo seguinte foi contra a Espanha. Um novo empate, desta vez em 0 a 0, já fazia pipocar críticas contra seu estilo e contra um certo espírito "retranqueiro" da Seleção. Um dos problemas que Coutinho enfrentava era a falta de entrosamento do time como um todo, em especial entre Zico e Reinaldo, dois craques absolutos, mas que estavam rendendo aquém do esperado no torneio. A vitória sobre a Áustria por 1 a 0 não acalmou muito os ânimos e o presidente da CBD, Almirante Heleno Nunes, acabou por intervir. Ordenou a Coutinho que trocasse a dupla por Roberto Dinamite e Jorge Mendonça e também que substituísse o zagueiro improvisado na lateral esquerda Edinho (já que Coutinho não havia aprovado Júnior na posição) por um atleta do ofício, Rodrigues Neto. As mudanças podem ter surtido algum efeito, já que o Brasil, no primeiro jogo da segunda fase, goleou o Peru por 3 a 0. Mesmo não apresentando um futebol ideal, era visível a melhora da equipe, a maior vontade e determinação. O jogo seguinte, contra a anfitriã Argentina, a futura campeã, ficou marcado pela rivalidade e tensão. Um 0 a 0 truncado e disputado, com todo o tempero dessa "batalha". A decisão sobre qual dos dois rivais sul-americanos iria à grande final ficou então para a última rodada: o Brasil enfrentaria a Polônia, enquanto a Argentina duelava com os peruanos. Os jogos, marcados para o mesmo dia, originalmente transcorreriam também no mesmo horário, mas subitamente a FIFA decidiu adiar o jogo da Argentina, para que começasse apenas após o término da peleja brasileira. A seleção então fez sua parte, vencendo sua partida por 3 a 1. Já os argentinos entraram em campo sabendo quantos gols precisariam fazer para superar seu adversário no saldo (primeiro critério de desempate). Em um jogo polêmico, marcado pela suspeita de irregularidade, o time goleou o Peru de forma surpreendente, por 6 a 0, contando com erros crassos do time adversário. Com isso, restou à Seleção disputar o terceiro lugar com a Itália, partida ganha por 2 a 1. O Brasil, embora não chegasse à final, foi o único time invicto da competição, um dos fatores que levou Cláudio Coutinho a cunhar uma frase que se tornaria célebre: "Fomos os campeões morais dessa Copa".

Mesmo assim, o treinador acabou responsabilizado pela mídia e opinião pública pelo fracasso de seu selecionado e teve até sua capacidade profissional questionada. Voltou ao Flamengo e, pouco tempo depois, conseguiu "dar a volta por cima" na equipe ao ser Tricampeão Estadual em 1978-1979-1979(Especial) e
Campeão Brasileiro em 1980, e, de certa forma, ao ser o "patriarca" do supertime que seria Campeão Mundial Interclubes em 81, já sob o comando de Paulo César Carpegiani, pois Coutinho, magoado com a direção do clube, havia saído da Gávea rumo ao futebol norte-americano. No rubro-negro, Coutinho obteve sucesso ao misturar seus avançados conhecimentos táticos com o talento individual abundante naquele fantástico time, conseguindo montar um dos maiores esquadrões da história do nosso futebol, um raro caso de uma equipe completa. Com isso, consagrou-se como um de nossos técnicos mais importantes.

Morte

No final da temporada de 1981, mesmo ano da consagração de boa parte de seu trabalho, estava em férias no Rio de Janeiro, antes de ingressar no futebol árabe. Exímio mergulhador, no dia 27 de novembro praticava um de seus hobbies, a pesca submarina nas Ilhas Cágarras, arquipélago próximo a Praia de Ipanema, quando morreu afogado, aos 42 anos.







A remadora LYDYA VON IHERING ...

Fonte: www.remolivre.com/rio_a_santos.html




ELIZABETH LYDYA VON IHERING JUNG

(LYDYA VON IHERING)


Nascida Elizabeth Lydya von Ihering Jung, em 24 de junho de 1911, no Rio de Janeiro, filha de Oscar Herlinger e Clara von Ihering Herlinger. Bisneta do jurista Rudolf von Ihering e neta do botânico Hermann von Ihering, fundador do Museu do Ipiranga (São Paulo), ambos personalidades de grande prestigio internacional e referências em suas especialidades. Praticou diversos esportes no Flamengo, inclusive remo (“Tinha o maior prazer em pegar um skiff e sair para dar uma longa remada”), natação e esgrima, sagrando-se campeã carioca desta modalidade. Era a musa rubro-negra e também da imprensa esportiva, bonita e culta, atleta polivalente, torcedora vibrante e participativa.
Em 1932, após o raid, o Jornal dos Sports instituiu um concurso público para eleger a representante da torcida brasileira nas Olimpíadas de Los Angeles. Lydia venceu com mais de 300.000 votos, com uma diferença de aproximadamente 100.000 votos sobre a segunda colocada. Só que a perdedora era esposa de um dos mais destacados atletas do Brasil, o qual teria dito que não iria às Olimpíadas se sua mulher não fosse. Assim, a candidata derrotada acabou sendo escolhida. Inconformados, os dirigentes rubro-negros prometeram a Lydia que ela viajaria a qualquer preço. E cumpriram a promessa. Lojas de alta costura da ruas Gonçalves Dias e Ouvidor, então o centro da moda feminina do Rio, vestiram-na dos pés à cabeça com o que havia de mais elegante e Lydia embarcou no mesmo navio que levou a delegação brasileira.
Casou-se com o alemão, naturalizado brasileiro, Carl Richard Jung, chefe da seção de câmbio do Banco Germânico para a América do Sul, onde Lydia trabalhava. Durante a 2ª Guerra Mundial, o Governo Federal fechou o banco e seus funcionários brasileiros foram transferidos para a Caixa Econômica Federal, Lydia e Carl entre eles. Mais tarde, Carl foi ser diretor da Tecelagem Santa Constancia e Lydia deixou o emprego para dedicar-se ao lar. Ambos gostavam muito de viajar e por duas vezes fizeram viagens de volta ao mundo, além de muitas outras, para destinos pouco explorados na época, como Patagônia e Egito, por exemplo. Até no Pólo Norte esteve.
Era grande amiga do pintor Guignard. “Ele pintava tudo que aparecia na sua frente e vivia querendo me presentear com seus trabalhos”, contou ela. “Na época, eu dizia para meu marido: ele pinta qualquer coisa. O que é que vamos fazer com isso? Se pudesse adivinhar que depois ele se tornaria famoso...”
Ficou viúva em 1985, sem filhos. Reside atualmente em Copacabana, Rio de Janeiro.
Ainda mantém-se ativa em relação ao seu clube, sendo membro do Conselho Deliberativo.
Seu nome está gravado na Calçada da Fama do C.R. do Flamengo.
A ‘FLAMENGO
Após décadas de luta contra o mar e escrever uma das mais belas páginas da história rubro-negra, a iole Flamengo finalmente entregou-se às águas que lhe deram fama. Defronte a rampa do seu clube, na praia que lhe deu nome, ela afundou, em data incerta, sem chances de resgate. Ali descansa em paz!


MARCHA MILITAR ‘FLAMENGO’


“Dedicada à trindade gloriosa que constituiu a guarnição da “Flamengo”Musica de Adélio RegoLetra de José Pacheco

1ª Parte


Partiram os três heróis desta jornada

Em noite escura...

Partiram para a vitória

Em busca de louros e glórias...

Chegaram ao seu destino

Levados pela esperança

Pela fé...pela fé...

De conquistarem troféu para a História.


2ª Parte


Heróis...Heróis...

Campeões de alto mar...

O Brasil sabeis honrar... BIS

Salve! Salve!

Vos recebemos festivamente,

Com delírio triunfal.

sábado, 12 de janeiro de 2008

A história do símbolo do Flamengo: URUBU







O Urubu


O Urubu : Em 1969, o urubu surge como símbolo oficialmente.A avê aparece em campo com uma bandeira do clube no pescoço como parte das provocações das torcidas adversárias, pouco antes do início de Flamengo x Botafogo, onde o Flamengo vence, quebrando um tabu de vitórias contra a estrela solitária que durava desde 29/07/1967 (9 jogos). O mascote foi estilizado pelo cartunista Henfil, do Jornal do Sports. A troca foi realizada principalmente pelo Popeye ser um herói americano, porém nunca deixou de ser lembrado.

História
 
Na década de 60 as torcidas rivais começam a chamar os torcedores do Flamengo de "urubus", alusão racista à grande massa de torcedores rubro-negros afro-descendentes e pobres. Tal apelido de cunho ofensivo nunca foi bem recebido pela torcida do Flamengo, até o dia 31 de maio de 1969.
Foi em um Domingo, quando um torcedor rubro-negro resolveu levar a ave para um jogo entre o Flamengo e Botafogo no Maracanã. Na época, os dois clubes faziam o clássico de maior rivalidade pós-Garrincha. E o Flamengo não vencia o rival fazia quatro anos. Nas arquibancadas, os torcedores do Botafogo gritavam, como sempre, que o Flamengo era time de "urubu".

O urubu foi solto na arquibancada com uma bandeira presa nos pés, e quando caiu no gramado, pouco antes do jogo iniciar, a torcida fez a festa, vibrando e gritando: "é urubu, é urubu". O Flamengo venceu o jogo por 2 a 1 e, a partir daí, o novo mascote consagrou-se, tomando o lugar do Popeye. O cartunista Henfil, rubro-negro, tratou de humanizá-lo em suas charges esportivas em jornais e revistas, e o Urubu tornou-se um mascote popular.

Em 2000 o mascote do Flamengo ganhou um desenho oficial e um nome: Samuca. No entanto, esse nome não se popularizou entre a torcida, que o continua chamando simplesmente de "Urubu".