quinta-feira, 6 de março de 2008

Campeonato Nacional de Basquete ...

Fonte: http://www.flamengo.com.br/wordpress/?cat=4

O Flamengo venceu o time do Iguaçu por 113 a 57, hoje no Ginasio Helio Mauricio, pelo Campeonato nacional de Basquete.
1ºQuarto: 28×15
2ºQuarto: 18×20
3ºQuarto: 30×9
4ºQuarto: 37×13
1ºTempo: 46×35
2ºTempo: 67×22

Com este resultado o Flamengo alcança a 14° vitória consecutiva, mantendo a liderança dos campeonatos que disputa, o brasileiro e sul-americanode clubes .

O cestinha da partida foi o ala-armador Marcelinho, do Flamengo, com 32 pontos.

Classificado para as quartas de final da Liga SulAmericana de Basquete, o Flamengo enfrenta o Sol de América, do Paraguay, no dia 11 de Março às 19:30h em Assunção.

terça-feira, 4 de março de 2008

Homenagem ao Rubro Negro e radialista Haroldo de Andrade...




Haroldo de Andrade

Curitiba no dia 1º de maio de 1934 - Rio de Janeiro 1º de março de 2008.


Chegou no Rio de Janeiro em 1953 ingressando na Rádio Mauá, onde lançou o programa Musifone". Trabalhou também nas rádios Tupi, Jornal do Brasil, Tamoio, Guanabara. Em 1961 foi para a Rádio Globo Am, onde apresentou o programa "Haroldo de Andrade". Fundou no Rio de Janeiro em 2005 a Rádio Haroldo de Andrade Am em 1060 KHz.






segunda-feira, 3 de março de 2008

Parabéns Zico ... 55 anos

Artur Antunes Coimbra

03 março de 1953










Parabéns ao mais importante jogador da História do Clube de Regatas do Flamengo !!!











quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Fla tem a maior torcida do mundo, diz pesquisa...

Fonte: www.odia.com.br

26/02/2008 19:54:00

Fla tem a maior torcida do mundo, diz pesquisa

Rio - Segundo uma pesquisa divulgada pelo site da revista Mundo Estranho, da Editora Abril, o Flamengo tem a maior torcida do Mundo. O levantamento foi feito com informações de um importante centro de pesquisa de cada país. Foram envolvidos nesse levantamento países da América do Sul, América Central, Europa e Ásia. No Brasil, a pesquisa do Instituto Datafolha de 2007 foi a responsável pelos Dados.
As informações obtidas - quase todas de 2007 - também mostram o cálculo de quanto representa cada torcida dentro de seu país, de acordo com as projeções populacionais do US Census Bureau para 2008.
O Rubro-Negro garantiu o primeiro lugar, com 32,6 milhões de torcedores. Em segundo e terceiro lugares, dois times Mexicanos. O Chivas, de Guadalajara, com 30,8 milhões torcedores, e o América, da Cidade do México, com 26,4 milhões de simpatizantes.
O Corinthians , dono da segunda maior torcida brasileira, ficou com o quarto lugar, com seus 23 milhóes de torcedores, e o São Paulo, dono da terceira maior torcida do Brasil, ficou em sétimo lugar com 15,3 milhões de torcedores.
A pesquisa só levou em consideração os três primeiros clubes de maior torcida de cada país.
O capitão Rubro-Negro, Fábio Luciano, disse ter ficado feliz com o resultado da pesquisa, mas não se mostrou surpreso, e ainda fez questão de elogiar os Flamenguistas.
"A gente fica feliz. A história diz, as pesquisas sempre mostram isso. Além dela ser a maior em número, ela também é a maior em empolgação, em contagiar a equipe em campo", vibrou o zagueiro.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Salvo pelo Flamengo ...

Salvo pelo Flamengo
por Paulo Mendes Campos
Desde garotinho que não sou Flamengo, mas tenho pelo clube da Gávea um dívida séria, que torno pública neste escrito. Em 1956, passei uma semana em Estocolmo, hospedado em um hotel chamado Aston. Era primavera, pelo menos teoricamente, havia um congresso internacional na cidade, os hotéis estavam lotados, criando contratempos para turistas do interior ou estrangeiros. A recepção do Aston, por exemplo, vivia sempre cheia de gente implorando por um quarto ou discutindo a respeito de uma reserva feita por telegrama ou telefone.
Estava há dois ou três dias na cidade, quando me pediram para receber um brasileiro e encaminha-lo ao hotel, onde lhe fora reservado de fato um apartamento. Era uma hora da madrugada quando entramos no hotel e me encaminhei até o empregado do balcão, dando-lhe o nome do meu amigo e lembrando-lhe a reserva. O funcionário, homem de uns sessenta anos e de uma honesta cara escandinava, tomou uma atitude estranha e difusa, que a princípio me surpreendeu e ia acabando por me indignar: ele não confirmava a existência da reserva, nem deixava de confirmar.
Como começasse a protestar, vi que seu rosto tomava uma expressão aflita; eu entendendo cada vez menos. Quando passei a exigir o apartamento com alguma energia, o homem, trêmulo, nervoso, pediu-me desculpas e trouxe afinal a ficha de identificação. Foi aí que vi levantar-se da penumbra de uma saleta contígua o gigante.
Se o leitor conhece um homem forte, mas muito forte mesmo, imagine uma pessoa duas vezes mais forte, e terá uma vaga idéia desse gigante que veio andando até nós, botando ódio pelos olhos e espetacularmente bêbado. O monstro passou por mim com desprezo e, agarrando o empregado pela gola do uniforme, entrou a sacudi-lo e insulta-lo em sueco. Às vezes, éramos arrolados nessa invectiva, pois o gigante nos apontava enquanto dizia coisas.
O empregado, demonstrando possuir um bom instinto de conservação, deixava-se sacolejar à vontade. Rosnando assustadoramente, o ciclope foi sentar-se de novo na saleta, onde só então dei pela presença de outro sujeito, também bêbado, mas sinistramente silencioso.É hoje, pensei. Sair do meu Brasilzinho tão bom, fazer uma viagem imensa, para ser trucidado sem explicação por um bêbado.
O fato de ser na Suécia, onde arbitrários atos de violência não são comuns, ainda tornava mais absurdo, um absurdo existencialista, o meu triste fim. Indaguei do empregado o que se passava. Ficou mudo. Insisti na pergunta, e ele, sussurrando desamparadamente, explicou-me que o gigante estava a pensar: primeiro, que não conseguira vaga no hotel por ser sueco e estar embriagado; segundo, que nós conseguíramos por ser americanos, norte-americanos.
Ora, se meu amigo de fato era meio ruivo, seu jeitão era mineiro; quanto a mim, se fosse americano, só poderia ser filho de portugueses. Por outro lado, o meu inglês amarrado não deixava a menor dúvida sobre a questão de ser ou não ser americano. Só mesmo um sueco bêbado em uma madrugada de neve e vento iria supor que fôssemos americanos. Mas agora era o próprio gigante que bradava para nós com sarcasmo e ira:
- American! American!
Fiquei um pouco mais esperançoso, acreditando que ele falasse inglês, e disse-lhe, exagerando minha alegria e meu orgulho por isso, que não éramos americanos coisa nenhuma, éramos brasileiros. Não entendeu ou talvez pensou que estivéssemos covardemente a renegar a nossa pátria, voltando a vociferar, em um esforço lingüístico que contraía todos os músculos de seu rosto:
- American! Dollar! No like!
As palavras em si significavam pouco, mas a maneira de exprimi-las era de um eloqüência que teria destruído Catilina muito mais depressa que os discursos de Cícero. Durante alguns minutos mantivemos os dois uma polêmica oratória nestes termos:
- American!- No, brazilian!- American!- Brazilian!
Essa versátil discussão ia levar-me ao abismo, quando de súbito me pareceu que a palavra “brazilian” havia penetrado por fim em sua testa granítica. Descontraindo os músculos, o gigante me perguntou:
- Brazil?! No american? Brazil?
Não tinha certeza se ele estava me gozando, mas sua expressão era tão estranhamente deslumbrada e infantil, que afirmei cheio de entusiasmo:
- Yes, Brazil!
Ele se levantou, cambaleou, aproximou-se, apontou meu amigo:
- Brazil?- Brazil, Brazil.
Veio chegando, sorrindo, em pleno estado de graça, e gritou com alma, como se saudasse o nascimento de um mundo novo:
- Flamengo!! Flamengo!!
Imediatamente, o gigante entrou em transe e começou a fazer problemáticas firulas com uma bola imaginária, mas dando a entender cabalmente o quanto ele admirava (admirava é pouco: o quanto ele amava) o malabarismo dos nossos jogadores.
O gigante se desencantara, virando menino. A certa altura, depois de fazer um passe de letra, parou e confessou-me com um orgulho caloroso:
- I Flamengo! I Rubens!
Ele não era sueco, não era gigante, não era bêbado, não era um ex-campeão de hóquei (conforme soube depois), era Flamengo, era Rubens. Depois cutucou-me o peito, tomado de perigosa dúvida:
- You! Flamengo?
Que o Botafogo me perdoe, mas era um caso de vida ou de morte, e também gritei descaradamente:
- Flamengo! Yes! Flamengo! The greatest one!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Suderj informa !!!


Suderj Informa !!!


Até agora são 29 Estaduais e 1/2 ...

...falta 1/2 para empatar...


Tem adversário que já deve estar tendo insônia...




É por essas e outras que eu admiro o bacalhau...

Bastou "eles " perderem apenas 02 finais seguidas contra o Flamengo que já querem abandonar o barco...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Homenagem aos 50 anos de OSCAR SCHMIDT



OSCAR SCHMIDT



Nome: Oscar Daniel Bezerra Schmidt

Nascimento: 16 de fevereiro de 1958, em Natal/RN

Altura: 2,04 m

Peso: 106 Kg

Sapato: 48

Recorde: 74 pontos dia 27/11/1997, pelo Banco Bandeirantes/Barueri, contra o Corinthians.

1º jogo oficial: 1976 - pelo Palmeiras em São Paulo

1º título: 1974 - Campeão Paulista pelo Palmeiras

1º jogo oficial pela seleção: 1977 - Brasil 132 x 55 Colômbia Sul-Americano, em Valdívia (CHI) Último jogo pela seleção: 1996 - Brasil 72 x 91 Grécia Olimpíada, em Atlanta (EUA)

1º título pela seleção: 1977 - Sul-Americano em Valdívia (CHI)

Cestinha:
Clubes: Capeonato paulista (79, 80, 81, 95, 96, 97, 98), Campeonado fluminense (99) pelo FLAMENGO, Campeonato brasileiro (79, 80, 96, 97, 98 e 99), Campeonato italiano (83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 91, 92 e 93), Copa Itália (84, 88 e 89), Mundial ( 79), Sul-americano (79), Liga sul-americana (97), Copa Européia (86 e 88), Campeonato espanhol (93). Seleção: Sul-americano (83), Pré-olímpico ( 84, 88, 92 e 95), Copa América (84, 88, 89, 92, 95), Jogos Panamericanos (87) "Goodwill games" (90), Campeonato Mundial (90), Olimpíadas (88, 92 e 96).


326 Jogos com a camisa da Sel. Brasileira7.693 Pontos marcados pela seleção1.093 Pontos em cinco Olimpiadas

CLUBES:

Palmeiras (1974 a 77), Srio (1978 a 82), Caserta-ITA (1983 a 90) Forum Valladolid-ESP (1994), Corinthias (1995 a 97), Barueri (1997 a 99) e Flamengo (1999 a 2002).



MARCAS:

49.743 Pontos na carreira (marca não reconhecida pela FIBA)

338 Pontos marcados em Seul-88.

É o atleta que obteve mais pontos em uma Olimpíada 55 Pontos contra a Espanha em Seul-88.

Maior pontuação em um jogo olímpico52 Pontos contra a Austrália no Mundial da Argentina-90. É o maior pontuação marcado por um jogador em partida de Mundial 53 Pontos contra o México no Pan-Americano de Indianápolis-87.

É a Maior pontuação conseguida por um atleta na competição1.093 Pontos feitos em Olimpíadas. É o maior cestinha da história dos jogos5 Olipíadas disputadas (Moscou-80, Los Angeles-84, Seul-88, Barcelona-92 e Atlanta-96).

É o jogador de basquete com mais atuações, ao lado do Autraliano Andrew Gaze e Teófilo Cruz de Porto Rico8.004 Pontos em sete Nacionais disputados.

É o maior cestinha da história do torneio .






sábado, 16 de fevereiro de 2008

Torcida ajuda Flamengo a virar atração na América do Norte...


Canadá - O Flamengo ganhou reportagem de duas páginas na edição de janeiro da revista Canadense Soccer - cuja capa é o também brasileiro Kakà (sic). O curioso é que - desta vez - a equipe carioca não virou notícia no Canadá e Estados Unidos, por causa de seu desempenho em campo. O personagem da matéria "Flamengo, o clube do povo" é sua torcida.


façanha dos rubro-negros no último Campeonato Brasileiro, mantendo uma média de 39.221 pagantes por partida do time e quebrando recorde de público num só jogo (82.044 diante do Atlético Paranaense) chamou a atenção do editor Eddie Kehoue: "A paixão mostrada no Maracanã é única no mundo. Não vemos isso nem na Itália", disse ao Blog do Boleiro.
O texto conta a história do clube, suas primeiras conquistas e como um time de poucos recursos atraiu a paixão das camadas mais pobres do Rio de Janeiro. Na reportagem, Kehoue lembra os "craques afro-brasileiros" que vestiram a camisa do Flamengo: Domingos da Guia, Leônidas da Silva e Zizinho.
Zico é citado como líder da geração de atletas que "tirou do Santos a condição de clube brasileiro mais conhecido no mundo". "O sucesso de Zico e seus companheiros catapultou o Flamengo à condição de ser o time com a cara do futebol brasileiro", afirma o editor.
O motivo do destaque dado ao Flamengo é a presença de sua torcida no estádio no final de 2007: "Os jogadores e os torcedores festejam cada partida como se fosse uma só". A revista ainda sugere aos leitores que arranjem tempo e dinheiro para participar no Maracanã da "festa de um time que tem 40 milhões de fãs em todo o país".
Desta vez, a galera não só empurrou o time para a vaga da Libertadores/2008, como ainda chamou a atenção de um país onde o futebol se tornou - nos últimos dez anos - a modalidade com maior número de praticantes.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Novo documentário sobre o Clube de Regatas Flamengo

O C.R. Flamengo e a Fla Filmes, que firmaram uma parceria inédita para produzir documentários que resgatem alguns dos mais recentes feitos históricos do clube, têm o orgulho de apresentar suas primeiras produções: "É Campeão" e "Conte Comigo Mengão". A iniciativa está em sintonia com a nova linha de comunicação do Clube, que busca aproximar sua imensa nação de torcedores da intimidade de seus ídolos, através de veículos próprios, - como a recém inaugurada FlaTV.

Fla Filmes e o Clube de Regatas do Flamengo Orgulhosamente apresentam Sessão dupla de filmes oficiais do Clube de Regatas do Flamengo.

Pré-estréia na TV:
Canal Brasil

Dia 5, às 22h

Dia 6, às 14h30



Pré-estréia no Cinema:

Cine Glória (Praça Luís de Camões s/nº - subsolo – Glória)

Dia 7, às 18h30 (somente para convidados)

Dias 8, 9 e 10 de fevereiro em três sessões diárias (16h30 – 18h30 – 20h30)




É Campeão! – Copa do Brasil 2006

Duração: 45 minutos

Dirigido por Raphael Vieira

Produzido por Diogo Dahl

Uma co-produção KinoTV, MRTS Produções, Urca Filmes e Raça Filmes



Sinopse

25 anos depois da histórica conquista do Mundial em Tóquio, uma nova geração de jogadores quer escrever mais um capítulo de glória na história do Flamengo: a conquista da Copa do Brasil de 2006. O desfecho é histórico, numa final de 180 minutos contra o seu maior rival. "É Campeão! - Copa do Brasil 2006" narra esta incrível jornada e leva você aos bastidores destas inesquecíveis partidas.


Acompanhe de perto toda as emoções desta saga com comentários dos próprios jogadores e comissão técnica. A missa ao padroeiro rubro-negro, o último treino, a vinda de torcedores de todo o país, a concentração, a entrada em campo para a batalha final, a aflição na lateral do campo, a disputa acirrada pela bola, os golaços de Obina e Juan. Veja de perto cada lance até o grito final de "É Campeão!"


Conte Comigo Mengão – Carioca 2007

Duração: 48 minutos

Dirigido por Pedro Asbeg e Raphael Vieira

Produzido por Diogo Dahl

Uma co-produção KinoTV, MRTS Produções e Urca Filmes


Sinopse

Após à conquista da Copa do Brasil em 2006, o Flamengo volta à Copa Libertadores da América. Mas, simultaneamente, tem que enfrentar outra batalha contra seus maiores rivais no Campeonato Estadual. E mesmo dividindo-se entre o frio e a altitude de Potosí, na Bolívia e os 40ºC de Bangu, o Mais Querido do Brasil consegue sagrar-se novamente Campeão Carioca.

O documentário "Conte Comigo Mengão – Carioca 2007" traz olhares inéditos desta campanha vitoriosa. Viagens, concentrações e preleções. Gols e lances perigosos gravados por torcedores da arquibancada, das cadeiras e até do gramado. Além de entrevistas exclusivas de jogadores e comissão técnica.

Na final contra o Botafogo, minutos antes da partida, os jogadores assistem "É Campeão! – Copa do Brasil 2006" e Renato Augusto se observa na tela dizendo: "Se marco gol numa final, não sei o que faço". Horas depois, entrava na história do clube com um golaço, fazendo ecoar mais um grito rubro-negro de "É Campeão!"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Arthur Friedenreich ...

Fonte: http://futebolhistoria.blogspot.com/2007/10/o-primeiro-craque-brasileiro.html




Arthur Friedenreich,

Filho de um comerciante alemão e de uma lavadeira carioca e nascido em 18 de julho de 1892, no bairro da Luz, em São Paulo.Ainda criança começou a jogar futebol, que havia sido recentemente introduzido no país pelo já citado Charles Miller, em 1894, com garotos de sua rua com bolas de bexiga de boi. Ninguém imaginava que daqueles passos nos terreiros de terra batida surgiria o primeiro grande nome da história do futebol do Brasil.Fried, como era conhecido, começou sua carreira ainda jovem, aos 17 anos, no Germânia, da capital Paulista. Como o esporte ainda era amador, o jogador podia mudar de clube a cada ano sem ônus algum. E de 1909 a 1917, Friedenreich, literalmente, não “parou quieto” em um clube sequer por mais de um ano. Seguiram-se ao Germânia, ano após ano, Ypiranga, novamente Germânia, Mackenzie, outra vez Ypiranga (fato que se repetiria em 1914 e 1917), Americano, Paulista (não confundir com o de Jundiaí), Atlas, Paulistano e Flamengo/RJ.Depois do clube carioca, veio a definitiva consagração do atacante paulista, quando retornou ao Paulistano e por lá ficou por 12 anos, até 1929. Em sua larga temporada no time de São Paulo, Friedenreich sagrou-se 6 vezes campeão paulista e foi seu artilheiro em 5 ocasiões.Fried inovou o conceito de se jogar futebol, introduzindo em seu repertório de jogadas fabulosas dribles curtos, fintas de corpo e o chute com efeito. Seu faro de gol era apuradíssimo e sua velocidade era algo descomunal para a época. Aliava a tudo isso sua imensa criatividade, técnica e capacidade de improvisar. Por conta de todas essas habilidades foi convocado para a Seleção Brasileira 26 vezes, onde marcou 12 vezes. Sua estréia com a camisa nacional se deu em 1914, ano também do surgimento da Seleção no cenário esportivo, num amistoso diante de um combinado paulista. O placar foi 7 a 0 para o Brasil com dois gols de Friedenreich.Seu sucesso com o selecionado brasileiro não tardou. Em 1914 faturou a Copa Rocca, torneio que envolvia os vizinhos Brasil e Argentina. Mais tarde, conquistava também o bi-campeonato Sul-americano, em 1919 e 1922. No primeiro, foi o autor do gol do título contra os uruguaios na prorrogação. Por suas atuações no torneio ganhou o apelido de El Tigre. Atuou pelo escrete brasileiro até 1935 sem, entretanto, participar de uma Copa do Mundo. Uma atitude infeliz do então presidente da Liga Paulista, Elpídio de Paiva Azevedo, causou uma das maiores decepções de Friendenreich na carreira: ao saber que a comissão técnica da Seleção não teria nenhum paulista, o dirigente impediu a ida dos jogadores do estado para a Copa do Uruguai, em 1930. Assim, o jogador encerrou a carreira sem sentir o sabor de disputar um Mundial.Nos dias atuais, El Tigre é considerado um dos maiores centroavantes que o Brasil já teve. No ano de 1925 voltou da Europa sendo considerado pela crônica esportiva como um dos "melhores jogadores do mundo", quando o Paulistano, seu clube no período, venceu 9 dos 10 jogos disputados no continente em uma excursão. Um de seus grandes feitos ocorreu em 16 de setembro de 1928, quando marcou sete gols numa única partida contra o União da Lapa, batendo o recorde da época. O resultado final foi de 9 a 0 para o Paulistano – sem falar que o atacante ainda desperdiçou um pênalti.Após o tempo áureo no Paulistano, o já veterano Friedenreich ainda atuou pelo Internacional/SP (que não é o de Limeira), pelo Atlético Santista, Santos, São Paulo da Floresta (este sim precursor do atual São Paulo Futebol Clube), Dois de Julho/BA, mais uma vez São Paulo da Floresta, retornou ao Santos e encerrou a carreira no Flamengo/RJ, em 21 de julho de 1935, aos 43 anos de idade. Ainda pretendia seguir atuando, apesar da idade avançada para o esporte. Porém, Friedenreich não aceitava a profissionalização do futebol no país e decidiu por fim à sua gloriosa carreira.Outra característica marcante da personalidade de Fried era seu caráter questionador. Em 1932, quando ainda era atleta, engajou-se na Revolução Constitucionalista doando troféus, medalhas e prêmios em benefício da causa.Depois de abandonar os gramados, viveu quase esquecido na pobreza por muitos anos até morrer em 06 de setembro de 1969, em uma casa cedida pelo São Paulo Futebol Clube.Durante muito tempo atribuiu-se ao ex-centroavante a condição de maior goleador de toda a história do futebol. Segundo Mário de Andrada, ex-colega de clube de Fried, o jogador havia participado de 1329 partidas e chegado à impressionante marca de 1239 gols em sua carreira. A FIFA chegou a oficializar os números em seus arquivos, inclusive com repercussão mundial em enciclopédias e livros. Porém, o jornalista Alexandre da Costa conferiu os registros de todos os jogos de Friedenreich em dois jornais de grande circulação, "Correio Paulistano" e "O Estado de S. Paulo", e chegou a dois números surpreendentes: 554 gols em 561 partidas, o que não deixa de ser brilhante devido à alta média – 0,98 gols por jogo –, superior até mesmo à de Pelé (0,96 gols por partida).Sejam quais forem as marcas e as estatísticas, Arthur Friedenreich ficará para sempre marcado como o primeiro grande craque do futebol brasileiro. E isso nenhum dado terá poderes para mudar na história.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Um marco da Ginástica Olímpica do Flamengo... Luiza Parente


Luísa Parente Ribeiro de Carvalho





Foi uma ginasta brasileira, quando a ginástica ainda era olímpica e não artística, como é conhecida, ela iniciou suas primeiras piruetas aos seis anos de idade na escolinha do Clube de Regatas do Flamengo e lá encerrou aos 22 anos a carreira de ginasta.
Foi campeã estadual, brasileira e sul-americana em todas as categorias (mirim, infantil, infanto, juvenil e adulto) e foi a primeira ginasta a participar de duas olimpíadas, Seul-88 e Barcelona-92. Ficou entre as 36 finalistas nas Olimpíadas sem o boicote. E é dona de duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos de 1991, resultados ainda não superados. Formada em Educação Física pela Universidade Gama Filho e em Direito pela Faculdade Cândido Mendes, desempenha funções em ambas as profissões.
Casada com o Jogador de Basquete Alexey, tem como fruto desta união um casal de filhos, Manuela e José Afonso. Tem um sonho, ver a ginástica ser praticada em todas as escolas do Brasil.
Atualmente Luisa é supervisora do Grupo Luisa Parente Imagynação que promove iniciação à ginástica nos centros conveniados, escolas e eventos. É também consultora esportiva e membro da Comissão Nacional de Atletas e da Comissão Nacional antidoping, do Ministério do Esporte. É também comentarista da TV Bandeirantes e colunista-colaboradora da Folha Gávea Leblon.



terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Goleiro Raul Plasmann



Raul


Raul Guilherme Plassmann


Posição: Goleiro

Camisa: 1

Origem: Antonino (PR)

Nascimento: 27/12/1944

Principais Equipes:São Paulo (65), Nacional (65), Cruzeiro (66 a 78) e Flamengo (78 a 83).

Principais Títulos:Mundial Interclubes (81), Taça Libertadores da América (76 e 81), Campeonato Brasileiro (80, 82 e 83), Taça Brasil (66), Campeonato Carioca (78, 79, 79 especial e 81) e Campeonato Mineiro (66, 67, 68, 69, 72, 73, 74, 75 e 77).

Outros Prêmios:Taça Minas Gerais (73) pelo Cruzeiro.


História


Raul Guilherme Plassmann foi um goleiro que marcou época no futebol brasileiro. Ele fez parte de dois dos maiores times da história do Brasil e do mundo: o Cruzeiro das décadas de 60 e 70 e o Flamengo dos anos 80. Pode se dizer que ele foi um predestinado, pois estava na hora certa no lugar certo e sempre foi um dos pontos de segurança das duas equipes.Raul começou no São Paulo sem grande destaque. Inclusive na sua estréia como Profissional, num clássico contra o Palmeiras, em 1965, o tricolor foi derrotado por 5 a 0. Mas o destino estava ao seu lado e logo o levaria para Belo Horizonte. O presidente do Cruzeiro, Felício Brand, estava à procura de um goleiro para a reserva de Tonho e conversou com o colega são-paulino Vicente Feola, que disse que tinha um garoto que poderia seguir no dia seguinte para a Raposa.O jovem guarda-metas chegou ao Barro Preto sem qualquer festa, apenas para compor o elenco. Com muita competência e uma ótima colocação, além de saber acionar um contra-ataque como poucos, ele foi ganhando espaço e não saiu mais do time celeste. Foram nove títulos mineiros em doze anos de clube. Mesmo com seu jeito calmo, Raul fazia sucesso com o público feminino e também entre os homens, que reconheciam a sua importância com defesas seguras em um time que contava com Tostão, Dirceu Lopes, Piazza e Nelinho. A sua principal conquista no Cruzeiro aconteceu em 1976, quando a equipe mineira levantou a Taça Libertadores da América, que, até então só tinha sido conquistada por uma equipe brasileira: o Santos de Pelé. Como acontece sempre na competição sul-americana foi uma campanha sofrida até a final contra o River Plate, da Argentina, em três partidas. Depois disso, aquela geração fantástica do Cruzeiro foi parando e o time sendo desmontado. Raul chegou a pensar em voltar para o Paraná e se aposentar, mas foi convencido pelo técnico Cláudio Coutinho a vir para o Flamengo em 1978 ser a voz da experiência em um time jovem formado por Zico, Júnior, Leandro e cia.Os títulos foram se sucedendo com o tricampeonato estadual logo de cara em 78 e 79. Não demorou muito para Raul se tornar ídolo da torcida rubro-negra. Mesmo não sendo um goleiro que dava espetáculo, era muito inteligente, disciplinado e eficiente. Com muito equilíbrio emocional, ele comandava a defesa e mostrava uma boa saída da área, característica que faltava à maioria dos goleiros da época.Jogando com extrema competência, Raul ainda garantiu mais três títulos brasileiros e venceu a sua segunda Taça Libertadores em 81 em outra final em três partidas contra o Cobreloa, do Chile. No Mundial Interclubes, o goleiro não foi vazado pelos ingleses do Liverpool e contando com o talento no ataque de Zico, Adílio e Nunes, juntou mais um troféu para a sua grande coleção.Raul também tinha a sinceridade como ponto forte, apontava falhas de sua equipe em entrevistas e dizem que, por falar demais, foi preterido na seleção brasileira de 82. Em certa oportunidade, ele admitiu: “prefiro treinar pouco e jogar muito”. Para Telê Santana, foi o suficiente para não convocá-lo para o time de estrelas do Brasil. Raul admitiu em sua despedida que não disputar uma Copa do Mundo foi a maior tristeza da sua carreira.Depois da aposentadoria nos gramados, Raul se destacou como comentarista esportivo tanto na TV Globo quanto no SporTV. Ele chegou a tentar a carreira de treinador. Em 2003, foi auxiliar de Marinho Peres no Juventude e, depois da saída do técnico, assumiu o cargo, mas deixou o clube gaúcho antes do fim da temporada. Em 2004, Raul trabalhou como dirigente e técnico no Londrina, mas acabou voltando a ser comentarista na Rede Record e na Rádio CBN/Curitiba. Em janeiro de 2005, o ex-goleiro aceitou o convite do prefeito eleito de Curitiba, Beto Richa, para ser secretário municipal de esportes.

Curiosidades

Raul acabou com o marasmo das camisas de goleiro, que até então variavam apenas entre pretas, cinzas ou brancas, mas foi por acaso. Num clássico entre Cruzeiro e Atlético, na década de 60, o árbitro cismou que sua camisa poderia ser confundida com a do Galo e Raul pegou um blusão de gola rolé do lateral Neco emprestado para espanto geral do Mineirão. Ele fechou o gol e começou a escrever seu nome na história do futebol.* O goleiro passou a adotar a camisa amarela e ressaltava sempre que ela tinha um poder hipnotizador sobre os atacantes, que chutavam sempre na direção em que ele estava posicionado.*Na época, as torcidas organizadas do Cruzeiro acrescentaram o amarelo ao azul e branco de suas bandeiras e isso é mantido até os dias de hoje.*No Flamengo, Raul tinha o apelido de “Velho”, pela idade e seu jeitão de falar com os companheiros.*Em sua despedida, em 20 de dezembro de 83, num amistoso entre o Flamengo e a Seleção dos Amigos do Raul, formada por vários craques da época, aos 38 anos, o goleiro vestiu a camisa amarela pela última vez. Ao sair de campo, Raul a tirou e devolveu ao mesmo Neco.*Ao encerrar a carreira, Raul se tornou comentarista esportivo, mas a sua paixão era contar histórias da época de jogador. Quando trabalhou no SporTV formava-se uma rodinha em volta do ex-jogador para ouvir os ‘causos’. O jornalista Renato Nogueira teve a idéia de publicar algumas delas no livro “Raul Plassman – Histórias de um Goleiro”, publicado pela editora DBA.


1º Mascote da torcida do Flamengo: Popeye...

Fonte: www.flaestatistica.com/mascotes.htm




O Popeye :

Criado nos anos 40 pelo cartunista argentino Mollas, representava a força e a valentia com que o clube revertia situações quase que impossíveis. O Popeye representava a força e a valentia com que o Flamengo conseguia reverter situações quase que impossíveis, além é claro da óbvia ligação com o mar, que ambos possuem.



O criador:

Lorenzo Molas

Nascido em 1916 em Lanús, na região metropolitana de Buenos Aires, Lorenzo Molas morou no Rio de Janeiro de 1943 a 1955, onde trabalhou no Jornal dos Sports. Nesse período, desenhou os mascotes dos principais clubes da cidade. Usou dois personagens dos quadrinhos para representar o Flamengo (Popeye, pela sua força) e a Estrela solitária (Pato Donald, teimoso e irriquieto como os torcedores alvi negros).

terça-feira, 15 de janeiro de 2008