sexta-feira, 19 de março de 2010

JOGÃO HOJE !!!



FLAMENGO (2º)


X


FRANCA (3º)







LOCAL:

ARENA POLIESPORTIVA


JACAREPAGUÁ


Av. Abelardo Bueno, 3401



A NAÇÃO ESTARÁ LÁ ... SEMPRE ...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Concurso Mulheres Rubro Negras ...


No Dia Internacional da mulher, o Clube de Regatas do Flamengo inova mais uma vez e anuncia uma grande promoção só para elas.

Trata-se do concurso
Mulheres Rubro-Negras’, que terá início nesta segunda- feira (08.03), às 18h, e se encerrará no dia 22 de março de 2010, às 18h.

Para participar, as torcedoras precisam enviar uma foto demonstrando todo seu amor pelo clube ara o e-mail
siteoficial@flamengo.com.br. As oito melhores serão premiadas com uma camisa pólo, rubro-negra, Olympikus. A apuração do concurso será feita entre os dias 23 e 24 de março e a divulgação dos vencedores será feira no dia 25 de março, a partir de 12h.

Vale ressaltar que as fotos com definição acima de 1mb estarão automaticamente fora do concurso, conforme o regulamento da promoção.

O Clube de Regatas do Flamengo agradece o apoio do Departamento de Marketing e Olympikus pelo concurso realizado para a torcida flamenguista!


Para maiores Informações, acessem:



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AMANHÃ TEM UM SUPER JOGO !!!



FLAMENGO x FRANCA


NBB 2010


NO RIO DE JANEIRO

ARENA POLIESPORTIVA

AV. EMBAIXADOR ABELARDO BUENO 3401



COMPAREÇAM !!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

HOJE TEM !!!




LIBERTADORES 2010

FLAMENGO

X

Universidad de Chile


Santiago

21:50 H






Conte comigo Mengão ...


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PARABÉNS AO "PEIXE FRITO" ...


51 ANOS




A NAÇÃO RUBRO NEGRA ESTÁ EM FESTA...



... COM MELHOR LATERAL DA HISTÓRIA DO FUTEBOL MUNDIAL...


Texto da Coluna "Rio acima" do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro ...

Perversidade contra dois jogadores de futebol

15/03/2010 - 20:38

por

Migliaccio

As últimas "notícias" veiculadas por parte da grande imprensa sobre dois jogadores de futebol de origem humilde mostram mais uma vez o quanto este país, este nosso povo deseducado, é elitista e hipócrita (aliás, o ser humano em geral hoje pensa e age assim em quase todo o mundo, salvo honrosas exceções).


Primeiro, pegaram Adriano Imperador, craque do Flamengo e da Seleção Brasileira, para Cristo. O motivo? Ele teve uma briga pública com a noiva numa favela. Na favela onde nasceu e foi criado, diga-se, até descobrir que o destino lhe havia sorteado uma megasena, dando-lhe o dom de jogar bem o futebol.


Adriano _ ou melhor, sua vida particular _ virou manchete. Como se fosse o único ser humano famoso e rico a se envolver em barracos. Quantos barracos de atrizes de novela, diretores de cinema, políticos e empresários a grande imprensa deixou debaixo do tapete nas últimas décadas?

Não era conveniente publicar... ainda mais na base do "ouvi dizer"


Mas, como se trata de um negro com pouco estudo, a execração pública está liberada. Afinal, se Deus não fosse camarada com ele, Adriano estaria numa esquina dessas defendendo o almoço do dia como flanelinha. Ou dando duro debaixo do sol como auxiliar de pedreiro. Ou até montando guarda numa boca-de-fumo com uma arma na mão. Quem saberá qual teria sido seu destino? Adriano é rico hoje, mas ainda é um favelado sobre quem achamos que podemos tripudiar ao menor escorregão. Adriano escorrega, nós não.


No último domingo, um jornal publicou que o craque promove festas de arromba com prostitutas e animais. Isso mesmo, animais. Se for mesmo verdade (porque o jogador deveria superar seu complexo de vira-lata e ir à Justiça para que provem isso), só quem deve se preocupar é a Sociedade Protetora dos Animais. Nào há uma declaração assumida na suposta reportagem. Acusam Adriano de promover aberrações, mas ninguém tem coragem de dar o próprio nome. "Dois jogadores", diz o texto, contaram a história ao repórter. "Um empresário" confirmou. Isso é o bastante para atacar a hora de uma pessoa? Uma boa fofoca? Hoje, no Brasil, é.


A vida privada de Adriano, por mais estranha que possa ser, não é mais dele, é de todos os brasileiros, que, parece, nada têm de mais importante com que se preocupar.

Ah, têm sim, o Big Brother Brasil...


No domingo à noite, foi a vez de Vágner Love, outro jogador do Flamengo, ser pregado na cruz. Filmaram o rapaz chegando a uma favela em meio a traficantes armados. Descobriram a pólvora? Ninguém sabia que na maioria das comunidades ainda reina o crime organizado? Agora, vão chamar o Vagner Love para depor (porque alguns adoram entrar na onda da TV). Teve um engravatado que apareceu na televisão dizendo que o jogador não deveria frequentar aqueles lugares. Poxa, mas ele nasceu ali, ali estão seus parentes, seus amigos de infância. Alguns viraram bandidos, a maioria não. Ali na Rocinha estão suas raízes. Fazer o quê?

Queriam que o atacante desarmasse os criminosos? Queriam que ligasse para a polícia e dissesse que estava cercado por traficantes? Se o delegado o chamou para depor, tem que exigir explicações também de todos os moradores da comunidade, que convivem com aquela realidade diariamente. E dos políticos, que, em época de campanha, sobem morros após seus assessores negociarem com as quadrilhas o salvo conduto.


Hipocrisia, preconceito acusar apenas os jogadores, que, pelo menos, não estão ali para fazer demagogia e pedir voto.


Quando Vágner Love nasceu, já cantavam na Rocinha os fuzis e metralhadoras. A polícia sabe disso há décadas, não precisa convocar o artilheiro para se informar.


Onde estava o delegado que convocou Love para depor quando Michael Jackson teve que pedir permissão aos traficantes do Santa Marta para gravar um clipe no alto do morro? Aliás, quem fez a segurança da equipe de Jackson e do diretor Spike Lee lá em cima foram os traficantes, como a mídia cansou de noticiar na época...


Mas Vágner Love é um negro brasileiro, mais negro que Adriano. Tem dinheiro, mas não tem berço nem sobrenome.


Seu sobrenome é Love.


Então podemos cair de pau em cima, dando vazão a toda a nossa crueldade, a toda a nossa mediocridade. Provas? Quem precisa delas?


Se os dois forem criminosos, que a polícia os prenda e um juiz os condene. O que se discute aqui é a abordagem jornalística feita na mídia das tais festas de arromba (a denúncia da moto foi posterior) e do vídeo do jogador Love na favela. Elitista como sempre.


Por essas e outras, às vezes, me envergonho de ser jornalista. Mais: de ser humano....



Depoimento de um "jornalista" do site globo.com ...



FONTE: http://colunas.imirante.com/marcosdeca/2010/03/15/o-flamengo-parece-um-antro-de-marginais/comment-page-4/

O Flamengo parece um antro de marginais…

seg, 15/03/10

por

Marco D'Eca

categoria Esporte


O centro-avante Adriano é um cachaceiro marginal e descontrolado, protegido pela mídia flamenguista e financiada por quem quer vê-lo na Copa.

Wagner Love é marginal mesmo – no sentido social do termo - destes que participam de festas com traficantes e acham normal a convivência.

O goleiro Bruno se revela um marido brutamontes, agressor de mulher e farrista inveterado, com as declarações bisonhas que deu à mídia.

Além deles, vários jogadores rubro-negros participam de farras e bebedeiras antes, depois e até durante os jogos do Flamengo.

Nenhum outro time de futebol no Brasil abriga tanta gente desajustada quanto o Flamengo – marginais no sentido amplo da palavra, aqueles que vivem, por exclusão ou opção, à margem da sociedade organizada e civilizada.

Nenhum outro time registra tantos jogadores com problemas sociais quanto o Flamengo.

Até os dirigentes do clube – incluindo a atual presidente – têm o sotaque da gíria malandra carioca, de gente que gosta de bagaceira e festança baixo nível.

Este é o Flamengo, parece um antro de marginais.

Movidos, no mínimo, pela ausência de bom senso, os donos da Choppana, em São Luís, resolveram abrir a casa para acompanhamento compatrilhado de torcidas durante os jogos.

Os vascaínos disseram não à idéia estapafúrdia e procuraram outro local para se concentrar e fazer a festa do futebol.

Porque sabem ganhar e perder com a mesma educação.

Não dá para compartilhar o mesmo espaço em ambientes públicos com flamenguistas – jogadores ou torcedores.

É pedir por agressão…

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"Saber quando deves ter a tua boca fechada é frequentemente mais importante do que a abrir na hora certa."
Malcolm X

Por "um minuto de fama" algumas pessoas ficarão o resto da vida se escondendo e com medo..
Autor desconhecido



Remeti essa "coluna" ao Flamengo e esperamos a resposta da atual diretoria a globo.com...

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A globo.com...


Acho que uma empresa que está a anos no mercado, deveria melhorar o critério de seleção na admissão de novos funcionários, pois não somos obrigados a aceitar dessa instituição ofensas morais ao Clube de Regatas do Flamengo.

Se um ou outro atleta age (em seu horário de folga) de uma maneira "não "moral e nem ética" nos moldes dessa sociedade falida e hipócrita, não será a GLOBO.COM com um funcionário qualquer que terá o poder de denegrir , achincalhar, ofender, humilhar a instituição com 115 anos de existência, a do Clube de Regatas do Flamengo.

Imagine se algum outro jornalista vinculasse as Organizações Globo ao consumo excessivo de drogas (dizem que os camarotes vip's no carnaval e em alguns shows onde artistas globais frequentam, "chegam a brilhar"), a prostituição (dizem que algumas "modelos" e atrizes que fazem parte da emissora custam de dois a cinco mil por um fim de semana) ", a promiscuidade (dizem que alguns diretores tem o hábito de "provarem" alguns artistas novos que desejam atuar na emissora, tanto mulheres quanto homens), a corrupção (dizem que tinha uma apresentadora da emissora estava com o nome envolvido em remessa ilegal de divisas para o exterior por um doleiro do mensalão de um partido político brasileiro), a ao homicídio culposo (como a de causarem acidentes de trãnsito embriagados) ? Certamente a diretoria da Organização tomaria alguma atitude quanto a conduta desse jornalista, pois estaria manchando a imagem do Jornalista Roberto Marinho...

Em resumo, gostaria que no mínimo ouvesse alguma retratação da Globo.com e/ou que fosse tomada alguma atitude com esse funcionário, pois eu que tenho curso superior, trabalho, possuo uma empresa que gera impostos para o País e, que FELIZMENTE torço para o CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO, não aceito ser tratado como "marginal" de acordo aos princípios "linha editorial" dessa empresa.

Eu sei que tudo que envolve o nome Flamengo rende mais , repercute mais e, também cria "minutos de fama" para algumas pessoas que desejam aparecer para o Mundo...

E, como diz a "frase da moda", "Que Deus perdôe essas pessoas ruins" ...

... e que as mantenham como muita saúde e muitos anos de vida...

... tomara....

Atenciosamente



terça-feira, 16 de março de 2010

Histórias de Torcedor ...



Um site muito interessante para acessar...








FLAMENGO NA COPA
LIBERTADORES DA AMÉRICA - 1981 - Primeira Fase


Na primeira fase da Libertadores, o grupo do Flamengo era o Atlético Mineiro e os paraguaios Cerro Portenho e Olímpia. A Raça Rubro-Negra se preparou, então, para fazer a primeira caravana internacional de uma torcida organizada do Brasil.

Por falta de experiência, procuramos uma agência de viagens para organizar a excursão. Iríamos fazer dois jogos em Assunção (Paraguai). A viagem foi de ônibus, que saiu à noite da estátua do Beline (Maracanã). Éramos 42 torcedores ao todo e fomos para Foz do Iguaçu, onde montamos acampamento. Só nos dias de jogo é que íamos para Assunção.

Foi a mais completa zona. Uma bagunça organizada, com direito a pequenos furtos das bugigangas "made in China" em Foz do Iguaçu. Além disso, a galera ia se divertir nos cassinos. A comida era farta e barata em uma churrascaria de Foz, onde vários colegas "esqueciam" de pagar a conta. Quando sobrava algum tempo, falávamos de futebol.

Brincadeiras à parte, o primeiro jogo contra o Cerro Portenho foi uma "teta". Metemos cinco neles. Mesmo com o jogo fácil, houve uma mini porrada entre nós e os torcedores paraguaios, que não queriam deixar a gente colocar a faixa da torcida. Quando a polícia chegou, sentou o cacete em todo mundo e depois pediu desculpas... O saudoso Gustavo Villela levou uma borrachada nas costas que o deixou marcado por muitos dias. Ele ficou puto:


- É coisa da ditadura... – trombeteava ele com voz de discurso – Esse Stroessner, esse general maluco e gagá, manda os milicos baterem e depois pedirem perdão... Filhos da puta!

O Cláudio tentava acalmá-lo:

- Gustavo, calma, a gente tá na terra deles...

- Calma o caralho... Vê minhas costas, olha o rombo...

De longe, eu morria de rir. Primeiro porque não me metia em briga. Este rostinho lindo que Deus me deu, nunca, em vinte anos de torcida, levou uma porrada sequer. Eu vou aos estádios ver meu time jogar, não brigar, pô! Quando a porrada começou eu corri, e corri muito, para bem longe, que não sou besta.

Ao me ver rindo, o Gustavo esbravejou:

- Tu tá rindo de quê, seu crioulo viado?... covarde! Tu correu???

- Eu não, eu tava junto de vocês... Acertei uns quatro – me defendi!

- Tu correu, filho da puta, cagão... covarde!

No início os caras ficaram putos comigo, depois relaxaram e levaram na sacanagem, pois sabiam que briga não era o meu forte. Depois do jogo voltamos novamente para Foz, onde estava nossoquartel general”.

O segundo jogo foi contra o Olímpia. No dia do jogo novamente fomos de ônibus para Assunção. Empatamos de 1x1. Foi um jogo normal e sem “ pancadaria”, já que o Domingo Bosco tinha pedido segurança para a torcida. Tinha mais polícia perto da gente do que torcedor. Após a partida voltamos para Foz e, imediatamente, para o Rio de Janeiro, pois a decisão do Grupo seria em uma partida extra contra o Atlético Mineiro, em campo neutro (no Serra Dourada, em Goiânia), três dias após.

A maioria da galera que foi para Assunção não tinha condições de ir: ou por falta de dinheiro ou por causa do trabalho. O Cláudio e o Gustavo estavam em dúvida. Fiquei na merda. Sozinho. Aí encontrei o Bocão e dois amigos, que iam ver o jogo, de ônibus”. Era a morte!!! Fazer o quê? Resolvi ir com os caras. Pegamos um ônibus até Brasília e de lá outro para Goiânia. Chegamos no dia do jogo, por volta das treze horas. Fomos direto para o estádio comprar ingressos, comer alguma coisa e dormir na grama, pois estávamos mortos. Para piorar, não tinha ônibus de volta para o Rio depois do jogo. O último saía à meia-noite para Brasília e não daria tempo pra pegar, pois o jogo começaria as nove e meia e poderia haver prorrogação. Fomos para o estádio já sabendo que, após o jogo, iríamos dormir na rodoviária e que o primeiro ônibus direto para o Rio só as três da tarde, do dia seguinte. Pensei em me matar...

No estádio, a maior confusão. Gente demais, se bem que 90% da torcida era nossa. Cinco minutos antes de a partida começar, quem eu vejo chegando? Cláudio, Gustavo e Guilherme. Se pudesse matava os três. Fizeram um charme danado, disseram que as chances de irem assistir ao jogo eram mínimas e outras frescuras, e chegaram alegres e sorridentes, de avião...

Quanto ao jogo, não houve... Com vinte minutos de partida, o meu amigo José Roberto Wright já tinha expulsado meio time deles, enquanto o resto sentou no chão. Pra mim foi ótimo porque, além de classificar o Flamengo para a próxima fase, deu tempo de sair correndo feito um alucinado à rodoviária e pegar o próximo ônibus para Brasília. De lá pegamos outro para o Rio. Viajar de ônibus Brasil adentro já era meio brabo, mas correr atrás de baldeação era o fim. Só pelo Flamengo mesmo. Só uma paixão anormal levava a gente a fazer isso. Se bem que, perto do que estava por vir, Goiânia-Brasília-Rio, de ônibus, era como Paris-Nova Iorque, de primeira classe....

Outras histórias, acessem:

http://www.historiadetorcedor.com.br/#


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O "animal de estimação" de um Rubro Negro...






segunda-feira, 15 de março de 2010

Contagem regressiva para a 3º Batalha... Libertadores 2010...





QUARTA FEIRA

21:50 H


FLAMENGO


X


UNIVESIDAD DE CHILE


3º JOGO DA LIBERTADORES 2010



VAMOS MENGÃO !!!

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A propósito, sabe o que estava escrito na camiseta do Adriano ?


"Que Deus perdoe essas pessoas ruins que não sabem bater pênaltis"...

E, o novo "slogan" do bacalhau para 2010 ...

"O Sofrimento não pode parar" ...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Time 98% titular para o "jogo treino de luxo" no Domingo ...


Falta apenas o Maldonado para que o time titular esteja 100% pronto para a Libertadores 2010 !!!



Domingo

mais um jogo treino de luxo !!!

Flamengo

x

bacalhau

Maracanã...

19:15 H

Vale a pena ler...


FONTE: www.espn.com.br




Nosso desprezo com a memória e Petkovic


A casa onde Machado de Assis viveu é hoje um mercado de secos e molhados no Cosme Velho, zona sul do Rio de Janeiro. Em Londres, Viena ou mesmo Buenos Aires, seria um museu dos mais visitados e cultuados. O estrangeiro que aqui desembarcar e quiser conhecer o cenário onde nasceram Bentinho e Capitu vai certamente lamentar pelo Brasil. Que país é este que deixou a casa do seu maior escritor virar uma bodega?

Vez por outra surge alguém pregando a demolição do Maracanã. Poucas coisas me doem tanto quanto ouvir isso. Digo mesmo que tomo como um desaforo pessoal. Foi com o Maracanã que o Brasil olhou para o espelho e se viu como um povo capaz de vencer seus desafios. Nossa capacidade empreendedora foi pela primeira vez reconhecida no mundo inteiro.

Talvez ali tenhamos começado a superar o complexo de vira-latas que oito anos depois Nelson Rodrigues iria apontar como superado, enfim, na vitória em gramados suecos. Talvez ali tenhamos tomado fôlego para pavimentar os “Anos Dourados”, para fazer 50 anos em 5 logo em seguida. Não hesito em afirmar que os tais “Anos Dourados” começaram ali.

Mas como construir nossa memória é coisa menor, pouco importante para sermos o país que tantas vezes viu seu projeto de nação adiado, que se bote abaixo o Maraca. A geral já foi. Só falta o resto. Um dia o farão. Talvez depois de mais uma reforma que consome milhões. Finda a Copa, algum burocrata chega lá, convencendo a todos que uma “Arena” é mais moderna. Com aplausos do elenco de apoio de sempre.

Nesses 510 anos, só conseguimos construir o mito de herói nacional em torno de Tiradentes. Será que somos isso mesmo, um país de homúnculos, de um só grande personagem? Claro que não, nem é preciso dizer. Mas é preciso gritar cada vez mais por nossa memória, olhar o passado em busca de um presente digno. Temos fortes problemas na construção de nossa memória, já foi dito tantas vezes. Junte-se a isso a pressa do mundo contemporâneo, as relações cada dia mais instantâneas, e temos o pior dos mundos.

E aqui chegamos no principal ponto: a imensa dificuldade na construção da memória nacional desemboca em um único rio: o do desrespeito.
Certamente terei a tentação de republicar este texto adaptado para diversas situações, sempre que a memória for desrespeitada por aqui. Ou seja, semanalmente.
Mas escrevo isso agora pensando em alguma coisa bem próxima, um acontecimento fresquinho, mas que dá bem a dimensão de nossa falta de respeito com os ídolos, com a memória.

Petkovic foi o herói de um título do Flamengo em 2001, com o célebre gol de falta. Anos depois o herói retornou. Sem deitar nos louros, quando ninguém acreditava mais, voltou a ser o herói maior de um improvável título nacional com o Flamengo. Cantado e exaltado por todos. Um mês depois, caiu em desgraça, esteve por um fio de ser mandado embora pela porta dos fundos, escorraçado.

Pet cometeu um erro? Sim. Um erro menor, daqueles que ocorrem todos os dias no futebol. Mas um cartola de terceiro escalão, ávido por microfones e embevecido com um status muito maior do que sua história pessoal até então (voltaremos a falar nesse blog sobre cartolas que nada são e acabam guinados a mandatários) decidiu pelo exílio de Pet, o herói de um mês atrás. Com o beneplácito de toda a diretoria rubro-negra.

Andrade, monstro sagrado da história rubro-negra, treinador que se revelou de mão cheia e merece vida longa no Flamengo, ótima pessoa, também não podia ver a isso tudo sem gritar, sem se posicionar, simplesmente deixar a fritura de Pet, congelar o cara que o ajudou há um mês atrás. Basta que o próprio Andrade lembre o quanto foi desrespeitado na história recente do Flamengo para não admitir isso.


O que mais me espantou foi a normalidade com que um caso desses foi tratado. Pela imprensa e muito mais assustador, pela própria torcida rubro-negra (falaremos ainda também adiante sobre a higienização dos estádios, que faz com que o verdadeiro torcedor esteja cada dia mais longe. Há tempos venho falando nisso. O auge foi uma das coisas mais patéticas que já vi na minha vida: “A Campanha do Palavrão”, pra banir o palavrão do estádio. Voltaremos nisso pra rir ou chorar!). Bom, mas retomando, foram quase inexistentes os protestos com o afastamento de Pet e com a cena que se repete, com ele no banco de reservas. Resumo da ópera: parece normal que o cara que botou o campeonato brasileiro no bolso esteja passando por isso. Estamos falando de muito pouco tempo passado.

Ok, entrou no time um menino promissor, fez gols. È promissor realmente Vinícius Pacheco, mas por enquanto, enfrentando Boavista, Volta Redonda, é apenas isso. Pet não precisa mais mostrar o quanto é imprescindível para o Flamengo, salvo que em um mês tenha desaprendido. Custo acreditar que em algum momento da Libertadores ele não será fundamental para seu time. Será que Pet é tão descartável assim tão pouco tempo depois da conquista do Brasileiro pelo Flamengo? E dessa forma?

E aí chego em outro ponto: no meu modesto entender, sua ausência já custou muito caro ao Flamengo. O título da Taça Guanabara. Não exagero. Pois duvido que com Pet em campo teria passado em branco, tão passivamente o patético episódio onde o juiz voltou atrás com o cartão para o jogador alvinegro Fahel, poupando-o da expulsão. Diante de um Flamengo mudo, que apenas assistiu sua carteira roubada na própria cara. Faltou um líder em campo. Também faltou um líder para mostrar que era preciso transformar superioridade no campo em gols, alguém pra gritar com o time. Deu no que deu para o Flamengo.

Mas o cartola deve estar em êxtase ainda hoje. O anônimo que subia o elevador do prédio sem ninguém saber quem era, que passava pela rua como um Zé Ninguém agora não é mais um anônimo. Matou o herói! O perigo de ter tal tipo de cartola na direção de um clube é que um dia ele vai realmente decidir e falar em nome do clube. Vale pra qualquer clube, e todos tem figuras assim.

Mas o que mais me assusta mesmo é como por essas bandas ídolos podem ser tão descartáveis. Pior: as últimas notícias são de que o tal cartola já trata de renovações, e com frieza calculada, ignora a renovação de Pet.


Finalizando, esse texto não trata de Pet, de Flamengo, de Rio, de Corinthians, de São Paulo. Esse texto é sobre respeito. E a acima de tudo, sobre as conseqüências da falta de construção de memória no Brasil, que, como vimos, gera o desrespeito.
Pensando bem, já pode ter acontecido no seu escritório, no seu trabalho, com você, com um familiar, um amigo... Em algum momento e lugar, você já viu ou ouviu falar de caso onde não se respeitou a história de uma pessoa, descartada como nada. Como Pet e o tal cartola menor.

Diga o que acha, se concorda que a ausência de Pet pode ter custado caro ao Flamengo ou não, se é certo isolar o jogador, se acha que ele pode ou não fazer falta na Libertadores.


Lúcio de Castro em 05/03/2010