quinta-feira, 27 de março de 2008

Nova Camisa do Flamengo ... Uniforme 3 - 2008



Preço oficial R$ 149,90




Descrição


Nova camisa rubro-negra é inspirada no primeiro modelo utilizado pelo clube, conhecido como Papagaio-de-Vintém. O uniforme tem também o primeiro distintivo da história do Fla, com uma âncora e dois remos, além das iniciais CRF (Clube de Regatas do Flamengo).


INÍCIO DOS ENVIOS DA 1ª REMESSA: PRIMEIRA QUINZENA DE ABRILPRIMEIRO A COMPRAR, PRIMEIRO A RECEBER!CONFIANDO NO PADRÃO NIKE DE BELEZA E QUALIDADE, SEJA UM DOS PRIMEIROS A USAR ESTA CAMISA!!!


Confiando no padrão Internacional Nike de qualidade e com autorização da mesma (pois somos loja credenciada da Nike.com) estamos colocando a disposição para você.Sugerimos a compra imediata da Camisa pela Pré Venda pois dificilmente ela estará disponivel para pronta entrega após o fim da Pré Venda (11/04) por sua gigantesca demanda.

A Fabricação da Camisa será limitada, sugerimos a reserva dessa camisa mediante pagamento (Pré Venda).


OBS: Os números são sortidos, nomalmente são números de ataque.


A Nike não permite a escolha de número deste modelo númerado.


Medidas(Largura x Altura).


P: 49x71 cm

M: 54x75 cm

G: 58x76 cm

GG:62x78 cm

Todas as medidas são aproximadas


Depois "eles" não querem que não hajam falsificações...

quarta-feira, 26 de março de 2008

Lico

Fonte: http://www.miltonneves.com.br/qfl/index.asp?id_qfl=827





Antônio Nunes


Lico

Ex-ponta-esquerda do Joinville, marcou época no Flamengo de 80 a 84. Atualmente, mora e trabalha como secretário municipal de esportes de sua cidade natal, a praiana Imbituba, em Santa Catarina. Nascido no dia 9 de agosto de 1951, Lico começou a carreira de jogador no América de Joinville (SC), em 1970. Em 1973, ele defendeu o Grêmio e nos anos de 74 e 75 jogou no Figueirense (SC). Em 1976, o rápido e raçudo jogador teve seu passe negociado com o Avaí, clube no qual jogou até 1978, quando se transferiu para o Joinville. Permaneceu no JEC até 1980, ano que chegou ao Rubro-negro carioca. "Conquistei dez títulos pelo Flamengo. Os mais importantes foram os campeonatos brasileiros de 82 e 83, as duas Taças Guanabara e, logicamente, a Libertadores e o Mundial de 81", lembra Lico, que jogou ao lado do esquadrão comandado por Zico e que tinha ainda Adílio, Andrade, Júnior, Nunes, Raul, Leandro e companhia. Depois de sofrer duas cirurgias no joelho, Lico foi obrigado a pendurar as chuteiras em 1984. "Na época, eu tinha propostas de alguns clubes, entre eles o São Paulo. Mas não pude continuar", diz o ex-ponta-esquerda. Depois da aposentadoria nos gramados, alternou projetos no futebol, ora como treinador, ora como diretor ou supervisor técnico, sempre em clubes do Sul, como o Londrina e o Avaí. Antes de trabalhar como gerente de futebol do Joinville, ele foi técnico dos juniores e do profissional do Avaí e supervisor de futebol do Londrina (PR). "Eu saí um pouco da mídia voltando para Santa Catarina", analisa.


Números pelo FlaCom a camisa do Flamengo, entre 1980 e 1984, Lico disputou 126 partidas (75 vitórias, 28 empates e 23 derrotas) e marcou 20 gols. Os números de Lico foram colhidos do "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins.



por Rogério Micheletti (micheletti.rog@ig.com.br) / Colaborou: Raphael Cavaco



terça-feira, 25 de março de 2008

Um Ídolo que era Rubro Negro fanático na infância... Mussum

Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/e-bateu-uma-saudade-do-velho-mussum



Antônio Carlos Gomes

Mussum

Quem não lembra daquele cara gente boa que dizia “Cacildes’’?. No dia 12 de Julho de 1994, aos 53 anos, morria O Trapalhão Mussum por complicação de um transplante de coração, deixando um legado de 27 filmes e mais de vinte anos de participações televisivas que marcaram uma geração de pequenos e grandes crianças. Ele, com seu jeito manhoso e descolado, recebeu em 1969 um convite de Chico Anysio para trabalhar na extinta TV Tupi na Escolhinha do Professor Raimundo e em vários musicais da TV Globo e Excelsior, onde conheceu Dedé Santana, que em 1974, o convidou para fazer parte dos Trapalhões, onde se imortalizou com suas gírias “forevis’’ e seu inesquecivel “mé”(cachaça).
Antes de se tornar o Mussum, Antônio Carlos Gomes foi criado nos morros cariocas e num colégio interno, no qual estudou por 9 anos, recebendo o diploma de ajustador mecânico e logo depois mais 8 anos nas forças armadas com a Caravana Cultural de Música Brasileira de Carlos Machado, no que possibilitou fazer parte do grupo "Os Originais do Samba" e viajar por quase todo o mundo com vários sucessos como "Assassinaram o Camarão". Em 1969 Dedé Santana o convidou para fazer parte dos Trapalhões, porém, Mussum recusou dizendo, no maior humor, que pintar a cara, como é costume fazer entre os atores, não era coisa de homem, mas parece que a vida de trapalhão o chamava de qualquer jeito, onde em 1975 não resistiu e entrou oficialmente para a turma no programa O Mundo Mágico dos Trapalhões, fazendo já no ano seguinte o personagem Guarda Azevedo no filme Trapalhão no Planalto dos Macacos.
De lá, foram 29 anos de trapalhadas e cambalhotas, incorporando personagens inesquecíveis como o Fumaça (O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão - 77), Fumê (Os Trapalhões e o Rei do Futebol - 86), Homem de Lata (Os Trapalhões e o Mágico de Oróz - 84), Mussaim (A Princesa Xuxa e os Trapalhões - 89), Mumu, o Mago (Uma Escola Atrapalhada - 90), que se fazem presentes na mentes e nos corações de todos os adultos de hoje, sendo considerado um dos maiores comediantes que o Brasil já possuiu, ao ponto de merecer um museu na escola de Ricardo Albuquerque, no interior do Rio de Janeiro, onde guarda roupas, filmes e instrumentos musicais que pertenceram ao comediante.
OS 10 MANDAMENTOS DO MÉ
I- Sempre que tomais algo etílico brindais ao Mussumzis!
II- Não cobiçais o mé alheio.
III- Louvais sempre ao Mussum como o cara mais gente boa do mundis! (Você com certeza deixaria o Mussa ficar com a sua irmã)
IV- Façais todo ano o ritual sagradis do Mé!
V- Torçais e vejais sempre a mangueira entrar! (No bom sentido, é claro!)
VI- Matarás todas as garrafas!
VII- Não roubarás o mé alheio, peça primeiro!!
VIII- Sempre que puder, fique somente de cueca e meias!!
IX- Cultive a tradicional "pança de cervejeiro".
X- Agradeça sempre pelo mé nosso de cada dia!
FILMES DO MUSSUM
1991 - Os Trapalhões e a Árvore da Juventude
1990 - O Mistério de Robin Hood
1990 - Uma Escola Atrapalhada (Mumu, o Mago)
1989 - A Princesa Xuxa e os Trapalhões
1989 - Os Trapalhões na Terra dos Monstros (Mussum)
1988 - O Casamento dos Trapalhões1988 - Os Heróis Trapalhões - Uma Aventura na Selva
1987 - Os Fantasmas Trapalhões (Mussum)
1987 - Os Trapalhões no Auto da Compadecida
1986 - Os Trapalhões e o Rei do Futebol (Fumê)
1986 - Os Trapalhões no Rabo do Cometa1985 - Os Trapalhões no Reino da Fantasia
1984 - A Filha dos Trapalhões
1984 - Os Trapalhões e o Mágico de Oróz (Homem de Lata)
1983 - Atrapalhando a Suate1983 - O Cangaceiro Trapalhão
1983 - Os Trapalhões na Serra Pelada (Mexelete)
1981 - Os Vagabundos Trapalhões
1981 - O Mundo Mágico dos Trapalhões
1981 - Os Saltimbancos Trapalhões (Mussum)
1980 - O Incrível Monstro Trapalhão
1980 - Os Três Mosqueteiros Trapalhões (Mussum)
1979 - O Cinderelo Trapalhão (Mussum)
1979 - Rei e os Trapalhões (Abol)
1978 - Os Trapalhões na Guerra dos Planetas (Mussum)
1976 - O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão (Fumaça)
1976 - Trapalhão no Planalto dos Macacos (Guarda Azevedo)





quinta-feira, 20 de março de 2008

Como é bom ser Flamengo... por Carlos Drumond de Andrade


O Torcedor
Carlos Drummond de Andrade
Um conto onde o grande Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas da literaura brasileira, fala da emoção de ser Flamengo. Um reforço para os poemas e poesias que falam do Flamengo

O torcedorNo jogo de decisão do campeonato, Eváglio torceu pelo Atlético Mineiro, não porque fosse atleticano ou mineiro, mas porque receava o carnaval nas ruas se o Flamengo vencesse.
Visitava um amigo em bairro distante, nenhum dos dois tem carro, e ele previa que a volta seria problema.O Flamengo triunfou, e Eváglio deixou de ser atleticano para detestar todos os clubes de futebol, que perturbam a vida urbana com suas vitórias. Saindo em busca de táxi inexistente, acabou se metendo num ônibus em que não cabia mais ninguém, e havia duas bandeiras rubro-negras para cada passageiro. E não eram bandeiras pequenas nem torcedores exaustos: estes pareciam terem guardado a capacidade de grito para depois da vitória.Eváglio sentiu-se dentro do Maracanã, até mesmo dentro da bola chutada por 44 pés. A bola era ele, embora ninguém reparasse naquela esfera humana que ansiava por tornar a ser gente a caminho de casa.
Lembrando-se de que torcera pelo vencido, teve medo, para não dizer terror. Se lessem em seu íntimo o segredo, estava perdido. Mas todos cantavam, sambavam com alegria tão pura que ele próprio começou a sentir um pouco de flamengo dentro de si. Era o canto? Eram braços e pernas falando além daboca? A emanação de entusiasmo o contagiava e transformava. Marcou com a cabeça o acompanhamento da música. Abriu os lábios, simulando cantar. Cantou. Ao dar fé de si, disputava à morena frenética a posse de uma bandeira. Queria enrolar-se no pano para exteriorizar o ser partidário que pulava em suas entranhas. A moça, em vez de ceder o troféu, abraçou-se com Eváglio e beijou-o na boca. Estava batizado, crismado e ungido: uma vez Flamengo, sempre Flamengo.
O pessoal desceu na Gávea, empurrando Eváglio para descer também e continuar a festa, mas Eváglio mora em Ipanema, e já com o pé no estribo se lembrou. Loucura continuar flamengo a noite inteira à base de chope, caipirinha, batucada e o mais. Segurou firme na porta, gritou: "Eu volto, gente! Vou só trocar de roupa" e, não se sabe como, chegou intacto ao lar, já sem compromisso clubista.
ANDRADE, Carlos Drummond. De conto em conto, v. 2. São Paulo: Ática, 2001.

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Homenagem a grande Rubro Negra Maria Alcina...



Maria Alcina

É uma cantora brasileira e Rubro Negra fanática...

Entre seus maiores sucessos estão Fio Maravilha (Jorge Ben) — vencedora da fase nacional do Festival Internacional da Canção de 1972 — e Kid Cavaquinho (João Bosco e Aldir Blanc). Com Fio Maravilha, fez o Maracanãzinho vibrar e conquistou o estrelato.
Dona de uma voz grave e de uma presença de palco contagiante, ganhou o Troféu Imprensa, participou de programas de televisão como a Discoteca do Chacrinha, o Qual é a Música? e todos os outros da época.
Percorreu o Brasil com seus shows e ficou conhecida internacionalmente. Sua maneira exótica de se vestir se compara muito a Carmem Miranda. No início de sua carreira, trabalhou durante seis anos em um circo.
No ano de 2004 gravou um CD de batida eletrônica, chamado Agora, com o Bojo, banda composta por Maurício Bussab, Fê Pinatti, Du Moreira e Kuki Stolarski. No CD, alguns clássicos de sua carreira, com roupagem eletrônica, como Eu dei, Alô, alô e Fio Maravilha; além desses sucessos, canções inéditas.




sexta-feira, 14 de março de 2008

A primeira bandeira do Flamengo...

Em 1895, a primeira bandeira do Flamengo era listrada de azul e amarelo-ouro. Como ela desbotava muito e os tecidos - importados - custavam caro, a diretoria resolveu substituí-la por preto e vermelho. A primeira camisa do time de futebol era toda quadriculada, parecia um tabuleiro de damas. Logo, os jogadores ganharam uma camisa listrada, como a dos remadores, mas com um friso branco entre o vermelho e o preto. O friso acabou sendo retirado pois a camisa era muito parecida com a bandeira alemã, na época da Primeira Guerra Mundial. Em 1979, diminuiu-se o número de listras - 5 no total, mais largas.




- A figura ao lado mostra a primeira bandeira do clube nas cores iniciais azul e ouro e o quadrado de fundo preto na parte superior esquerda da bandeira com as ancoras em vermelho.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Campeonato Nacional de Basquete ...

Fonte: http://www.flamengo.com.br/wordpress/?cat=4

O Flamengo venceu o time do Iguaçu por 113 a 57, hoje no Ginasio Helio Mauricio, pelo Campeonato nacional de Basquete.
1ºQuarto: 28×15
2ºQuarto: 18×20
3ºQuarto: 30×9
4ºQuarto: 37×13
1ºTempo: 46×35
2ºTempo: 67×22

Com este resultado o Flamengo alcança a 14° vitória consecutiva, mantendo a liderança dos campeonatos que disputa, o brasileiro e sul-americanode clubes .

O cestinha da partida foi o ala-armador Marcelinho, do Flamengo, com 32 pontos.

Classificado para as quartas de final da Liga SulAmericana de Basquete, o Flamengo enfrenta o Sol de América, do Paraguay, no dia 11 de Março às 19:30h em Assunção.

terça-feira, 4 de março de 2008

Homenagem ao Rubro Negro e radialista Haroldo de Andrade...




Haroldo de Andrade

Curitiba no dia 1º de maio de 1934 - Rio de Janeiro 1º de março de 2008.


Chegou no Rio de Janeiro em 1953 ingressando na Rádio Mauá, onde lançou o programa Musifone". Trabalhou também nas rádios Tupi, Jornal do Brasil, Tamoio, Guanabara. Em 1961 foi para a Rádio Globo Am, onde apresentou o programa "Haroldo de Andrade". Fundou no Rio de Janeiro em 2005 a Rádio Haroldo de Andrade Am em 1060 KHz.






segunda-feira, 3 de março de 2008

Parabéns Zico ... 55 anos

Artur Antunes Coimbra

03 março de 1953










Parabéns ao mais importante jogador da História do Clube de Regatas do Flamengo !!!











quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Fla tem a maior torcida do mundo, diz pesquisa...

Fonte: www.odia.com.br

26/02/2008 19:54:00

Fla tem a maior torcida do mundo, diz pesquisa

Rio - Segundo uma pesquisa divulgada pelo site da revista Mundo Estranho, da Editora Abril, o Flamengo tem a maior torcida do Mundo. O levantamento foi feito com informações de um importante centro de pesquisa de cada país. Foram envolvidos nesse levantamento países da América do Sul, América Central, Europa e Ásia. No Brasil, a pesquisa do Instituto Datafolha de 2007 foi a responsável pelos Dados.
As informações obtidas - quase todas de 2007 - também mostram o cálculo de quanto representa cada torcida dentro de seu país, de acordo com as projeções populacionais do US Census Bureau para 2008.
O Rubro-Negro garantiu o primeiro lugar, com 32,6 milhões de torcedores. Em segundo e terceiro lugares, dois times Mexicanos. O Chivas, de Guadalajara, com 30,8 milhões torcedores, e o América, da Cidade do México, com 26,4 milhões de simpatizantes.
O Corinthians , dono da segunda maior torcida brasileira, ficou com o quarto lugar, com seus 23 milhóes de torcedores, e o São Paulo, dono da terceira maior torcida do Brasil, ficou em sétimo lugar com 15,3 milhões de torcedores.
A pesquisa só levou em consideração os três primeiros clubes de maior torcida de cada país.
O capitão Rubro-Negro, Fábio Luciano, disse ter ficado feliz com o resultado da pesquisa, mas não se mostrou surpreso, e ainda fez questão de elogiar os Flamenguistas.
"A gente fica feliz. A história diz, as pesquisas sempre mostram isso. Além dela ser a maior em número, ela também é a maior em empolgação, em contagiar a equipe em campo", vibrou o zagueiro.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Salvo pelo Flamengo ...

Salvo pelo Flamengo
por Paulo Mendes Campos
Desde garotinho que não sou Flamengo, mas tenho pelo clube da Gávea um dívida séria, que torno pública neste escrito. Em 1956, passei uma semana em Estocolmo, hospedado em um hotel chamado Aston. Era primavera, pelo menos teoricamente, havia um congresso internacional na cidade, os hotéis estavam lotados, criando contratempos para turistas do interior ou estrangeiros. A recepção do Aston, por exemplo, vivia sempre cheia de gente implorando por um quarto ou discutindo a respeito de uma reserva feita por telegrama ou telefone.
Estava há dois ou três dias na cidade, quando me pediram para receber um brasileiro e encaminha-lo ao hotel, onde lhe fora reservado de fato um apartamento. Era uma hora da madrugada quando entramos no hotel e me encaminhei até o empregado do balcão, dando-lhe o nome do meu amigo e lembrando-lhe a reserva. O funcionário, homem de uns sessenta anos e de uma honesta cara escandinava, tomou uma atitude estranha e difusa, que a princípio me surpreendeu e ia acabando por me indignar: ele não confirmava a existência da reserva, nem deixava de confirmar.
Como começasse a protestar, vi que seu rosto tomava uma expressão aflita; eu entendendo cada vez menos. Quando passei a exigir o apartamento com alguma energia, o homem, trêmulo, nervoso, pediu-me desculpas e trouxe afinal a ficha de identificação. Foi aí que vi levantar-se da penumbra de uma saleta contígua o gigante.
Se o leitor conhece um homem forte, mas muito forte mesmo, imagine uma pessoa duas vezes mais forte, e terá uma vaga idéia desse gigante que veio andando até nós, botando ódio pelos olhos e espetacularmente bêbado. O monstro passou por mim com desprezo e, agarrando o empregado pela gola do uniforme, entrou a sacudi-lo e insulta-lo em sueco. Às vezes, éramos arrolados nessa invectiva, pois o gigante nos apontava enquanto dizia coisas.
O empregado, demonstrando possuir um bom instinto de conservação, deixava-se sacolejar à vontade. Rosnando assustadoramente, o ciclope foi sentar-se de novo na saleta, onde só então dei pela presença de outro sujeito, também bêbado, mas sinistramente silencioso.É hoje, pensei. Sair do meu Brasilzinho tão bom, fazer uma viagem imensa, para ser trucidado sem explicação por um bêbado.
O fato de ser na Suécia, onde arbitrários atos de violência não são comuns, ainda tornava mais absurdo, um absurdo existencialista, o meu triste fim. Indaguei do empregado o que se passava. Ficou mudo. Insisti na pergunta, e ele, sussurrando desamparadamente, explicou-me que o gigante estava a pensar: primeiro, que não conseguira vaga no hotel por ser sueco e estar embriagado; segundo, que nós conseguíramos por ser americanos, norte-americanos.
Ora, se meu amigo de fato era meio ruivo, seu jeitão era mineiro; quanto a mim, se fosse americano, só poderia ser filho de portugueses. Por outro lado, o meu inglês amarrado não deixava a menor dúvida sobre a questão de ser ou não ser americano. Só mesmo um sueco bêbado em uma madrugada de neve e vento iria supor que fôssemos americanos. Mas agora era o próprio gigante que bradava para nós com sarcasmo e ira:
- American! American!
Fiquei um pouco mais esperançoso, acreditando que ele falasse inglês, e disse-lhe, exagerando minha alegria e meu orgulho por isso, que não éramos americanos coisa nenhuma, éramos brasileiros. Não entendeu ou talvez pensou que estivéssemos covardemente a renegar a nossa pátria, voltando a vociferar, em um esforço lingüístico que contraía todos os músculos de seu rosto:
- American! Dollar! No like!
As palavras em si significavam pouco, mas a maneira de exprimi-las era de um eloqüência que teria destruído Catilina muito mais depressa que os discursos de Cícero. Durante alguns minutos mantivemos os dois uma polêmica oratória nestes termos:
- American!- No, brazilian!- American!- Brazilian!
Essa versátil discussão ia levar-me ao abismo, quando de súbito me pareceu que a palavra “brazilian” havia penetrado por fim em sua testa granítica. Descontraindo os músculos, o gigante me perguntou:
- Brazil?! No american? Brazil?
Não tinha certeza se ele estava me gozando, mas sua expressão era tão estranhamente deslumbrada e infantil, que afirmei cheio de entusiasmo:
- Yes, Brazil!
Ele se levantou, cambaleou, aproximou-se, apontou meu amigo:
- Brazil?- Brazil, Brazil.
Veio chegando, sorrindo, em pleno estado de graça, e gritou com alma, como se saudasse o nascimento de um mundo novo:
- Flamengo!! Flamengo!!
Imediatamente, o gigante entrou em transe e começou a fazer problemáticas firulas com uma bola imaginária, mas dando a entender cabalmente o quanto ele admirava (admirava é pouco: o quanto ele amava) o malabarismo dos nossos jogadores.
O gigante se desencantara, virando menino. A certa altura, depois de fazer um passe de letra, parou e confessou-me com um orgulho caloroso:
- I Flamengo! I Rubens!
Ele não era sueco, não era gigante, não era bêbado, não era um ex-campeão de hóquei (conforme soube depois), era Flamengo, era Rubens. Depois cutucou-me o peito, tomado de perigosa dúvida:
- You! Flamengo?
Que o Botafogo me perdoe, mas era um caso de vida ou de morte, e também gritei descaradamente:
- Flamengo! Yes! Flamengo! The greatest one!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Suderj informa !!!


Suderj Informa !!!


Até agora são 29 Estaduais e 1/2 ...

...falta 1/2 para empatar...


Tem adversário que já deve estar tendo insônia...




É por essas e outras que eu admiro o bacalhau...

Bastou "eles " perderem apenas 02 finais seguidas contra o Flamengo que já querem abandonar o barco...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Homenagem aos 50 anos de OSCAR SCHMIDT



OSCAR SCHMIDT



Nome: Oscar Daniel Bezerra Schmidt

Nascimento: 16 de fevereiro de 1958, em Natal/RN

Altura: 2,04 m

Peso: 106 Kg

Sapato: 48

Recorde: 74 pontos dia 27/11/1997, pelo Banco Bandeirantes/Barueri, contra o Corinthians.

1º jogo oficial: 1976 - pelo Palmeiras em São Paulo

1º título: 1974 - Campeão Paulista pelo Palmeiras

1º jogo oficial pela seleção: 1977 - Brasil 132 x 55 Colômbia Sul-Americano, em Valdívia (CHI) Último jogo pela seleção: 1996 - Brasil 72 x 91 Grécia Olimpíada, em Atlanta (EUA)

1º título pela seleção: 1977 - Sul-Americano em Valdívia (CHI)

Cestinha:
Clubes: Capeonato paulista (79, 80, 81, 95, 96, 97, 98), Campeonado fluminense (99) pelo FLAMENGO, Campeonato brasileiro (79, 80, 96, 97, 98 e 99), Campeonato italiano (83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 91, 92 e 93), Copa Itália (84, 88 e 89), Mundial ( 79), Sul-americano (79), Liga sul-americana (97), Copa Européia (86 e 88), Campeonato espanhol (93). Seleção: Sul-americano (83), Pré-olímpico ( 84, 88, 92 e 95), Copa América (84, 88, 89, 92, 95), Jogos Panamericanos (87) "Goodwill games" (90), Campeonato Mundial (90), Olimpíadas (88, 92 e 96).


326 Jogos com a camisa da Sel. Brasileira7.693 Pontos marcados pela seleção1.093 Pontos em cinco Olimpiadas

CLUBES:

Palmeiras (1974 a 77), Srio (1978 a 82), Caserta-ITA (1983 a 90) Forum Valladolid-ESP (1994), Corinthias (1995 a 97), Barueri (1997 a 99) e Flamengo (1999 a 2002).



MARCAS:

49.743 Pontos na carreira (marca não reconhecida pela FIBA)

338 Pontos marcados em Seul-88.

É o atleta que obteve mais pontos em uma Olimpíada 55 Pontos contra a Espanha em Seul-88.

Maior pontuação em um jogo olímpico52 Pontos contra a Austrália no Mundial da Argentina-90. É o maior pontuação marcado por um jogador em partida de Mundial 53 Pontos contra o México no Pan-Americano de Indianápolis-87.

É a Maior pontuação conseguida por um atleta na competição1.093 Pontos feitos em Olimpíadas. É o maior cestinha da história dos jogos5 Olipíadas disputadas (Moscou-80, Los Angeles-84, Seul-88, Barcelona-92 e Atlanta-96).

É o jogador de basquete com mais atuações, ao lado do Autraliano Andrew Gaze e Teófilo Cruz de Porto Rico8.004 Pontos em sete Nacionais disputados.

É o maior cestinha da história do torneio .






sábado, 16 de fevereiro de 2008

Torcida ajuda Flamengo a virar atração na América do Norte...


Canadá - O Flamengo ganhou reportagem de duas páginas na edição de janeiro da revista Canadense Soccer - cuja capa é o também brasileiro Kakà (sic). O curioso é que - desta vez - a equipe carioca não virou notícia no Canadá e Estados Unidos, por causa de seu desempenho em campo. O personagem da matéria "Flamengo, o clube do povo" é sua torcida.


façanha dos rubro-negros no último Campeonato Brasileiro, mantendo uma média de 39.221 pagantes por partida do time e quebrando recorde de público num só jogo (82.044 diante do Atlético Paranaense) chamou a atenção do editor Eddie Kehoue: "A paixão mostrada no Maracanã é única no mundo. Não vemos isso nem na Itália", disse ao Blog do Boleiro.
O texto conta a história do clube, suas primeiras conquistas e como um time de poucos recursos atraiu a paixão das camadas mais pobres do Rio de Janeiro. Na reportagem, Kehoue lembra os "craques afro-brasileiros" que vestiram a camisa do Flamengo: Domingos da Guia, Leônidas da Silva e Zizinho.
Zico é citado como líder da geração de atletas que "tirou do Santos a condição de clube brasileiro mais conhecido no mundo". "O sucesso de Zico e seus companheiros catapultou o Flamengo à condição de ser o time com a cara do futebol brasileiro", afirma o editor.
O motivo do destaque dado ao Flamengo é a presença de sua torcida no estádio no final de 2007: "Os jogadores e os torcedores festejam cada partida como se fosse uma só". A revista ainda sugere aos leitores que arranjem tempo e dinheiro para participar no Maracanã da "festa de um time que tem 40 milhões de fãs em todo o país".
Desta vez, a galera não só empurrou o time para a vaga da Libertadores/2008, como ainda chamou a atenção de um país onde o futebol se tornou - nos últimos dez anos - a modalidade com maior número de praticantes.