O dia 6 de abril de1979segue vivo na memória dos torcedores doFlamengoque puderam prestigiar aquele amistoso entre o Rubro-Negro e o Galo Mineiro, no Maracanã. Foram cerca de 140 mil torcedores presentes ao maior do mundo para assistir ao consagrado Rei do Futebol, Pelé, jogar ao lado do Rei daGávea, Zico. Uma noite histórica, em que o grande nome foi o atacanteJúlio César, que havia dividido quarto comPeléna noite anterior. Já com 39 anos,Peléteve uma boa atuação, apesar de não ter marcado nenhum gol. Tabelou com Zico, fazendo lembrar sua grande dupla com Coutinho, noSantos. A renda da partida, que chegou a CR$ 8.781.290,00, com um publico de 139.953 pagantes, foi revertida para vítimas das enchentes em Minas Gerais. O Jogo Comandado pelo eterno GalinhoZico, que marcou três vezes, e pelo pontaJúlio César, oUri Geller, oFlamengo goleou oAtlético-MG, pelo placar de 5x1. Em um time que contava com grandes ídolos da história rubro-negra, comoRondinelli,JúnioreAndrade, o Rei Pelé não encontrou dificuldades para se adaptar. As 140 mil pessoas presentes aoMaracanãjá viram antes da partida uma cena incomum. O grande ídolo doFlamengo,Zico, abriu mão da camisa número 10. O Galinho vestiu a 9, deixando a 10 paraPelé. A partida começou não muito boa para a equipe do Fla. Quem abriu o placar foi o Galo, com Marcelo, aos 21 minutos do primeiro tempo. Porém, o empate veio rápido. Aos 35 minutos, Zicocolocou o Rubro-Negro com um gol no placar; de pênalti, que o meia teve a intenção de deixarPelébater, mas o Rei recusou. Emocionante, o primeiro tempo ficou apenas nisso. Mas, na volta do intervalo, só deu Fla. Logo aos 10 minutos da segunda etapa, o Galinho de Quintino voltou a brilhar e fez jûs à camisa 9 que vestia. Como um verdadeiro artilheiro,Zicomarcou o segundo gol do time daGávea. E, quatro minutos depois, voltou a balançar as redes, deixando o Flamengocom a vantagem de 3x1 no placar.Peléentão foi substituído, e aplaudido de pé pela imensa massa rubro-negra que lotou o estádio. Em seu lugar, entrouLuisinho. Luisinho, que, aos 28 minutos da etapa final, marcou o quarto gol da equipe doFlamengo. Era uma goleada formada a favor da equipe comandada pelo treinadorCláudio Coutinho. E ainda vinha mais. Quem fechou o caixão do Galo foi o artilheiroCláudio Adão, aos 39. Festa da torcida e também dos jogadores rubro-negros. SegundoAndrade, aquele foi um dia inesquecível, ainda mais para ele, que era iniciante. Dia inesquecível também, com certeza, para a Nação Rubro-Negra, e para o ReiPelé, que afirmou ter sido um grande prazer honrar a camisa do Clube e jogar ao lado deZico.
“Mais importante não é a arquitetura, mas a vida, os amigos, e este mundo injusto que devemos modificar.”“Duas coisas guardo com satisfação: uma é esse desinteresse pelo dinheiro. A outra é minha vontade de ajudar as pessoas, ser-lhes útil, dividir”.”Muitas vezes, quando a miséria é demais e os homens a esquecem, a solução é reagir”.“No dia em que o homem compreender que é filho da natureza, irmão dos bichos da terra, dos pássaros do céu e dos peixes do mar, nesse dia ele compreenderá sua própria insignificância e, realista, será mais humano”.“A vida é o minuto”
Charanga, no dicionário, é sinônimo de "conjunto musical desafinado e barulhento". Foi assim que o rubro-negro Ary Barroso batizou, em 1942, uma bandinha que acompanhava os jogos do Flamengo. Em vez de ofender-se, o fundador Jaime de Carvalho resolveu adotar o nome. No ano em que o clube começava a conquistar seu primeiro tricampeonato estadual (1942-44), nascia a pioneira das torcidas organizadas do Brasil. Mais de 60 anos depois, o grupo sobrevive graças ao empenho de seus integrantes em manter viva a tradição de apoio ao time. Desde que chegou ao Rio de ita, em 1927, o baiano Jaime dedicou sua vida ao Flamengo. Na semana do Fla-Flu que decidiu o título de 42, reuniu família e amigos para uma inusitada "invasão" do Estádio das Laranjeiras. Naquele tempo, a torcida gritava quando o time atacava e emudecia quando os adversários recuperavam a bola. Tocando as músicas de incentivo sem parar, a Charanga mudou para sempre o ambiente dos jogos de futebol no país. Era a própria mulher de Jaime, dona Laura, quem costurava as faixas e bandeiras da torcida. Partindo de vinte integrantes, o grupo cresceu e fez história, inspirando a criação de inúmeras "charangas" pelo país nas décadas de quarenta e cinqüenta. Nelas, era proibido gritar ofensas e palavrões contra os jogadores - só valia torcer a favor. Depois da morte do marido, em 1976, dona Laura assumiu a liderança da Charanga. Na mesma época, começaram a crescer as torcidas organizadas "modernas", como a Raça Rubro-Negra e a Torcida Jovem, que adotaram a rivalidade violenta e passaram a influenciar na política no clube. Os estádios, antes seguros, passaram a abrigar cenas de guerra entre facções rivais, muitas vezes do mesmo time. Como reflexo dos novos tempos, a Charanga foi obrigada a se transferir da arquibancada para as cadeiras do anel inferior do Maracanã, freqüentado por idosos, crianças e turistas. Hoje, com dona Laura doente e sem forças para comandar a torcida, a Charanga se reduz a uma banda de oito músicos aposentados, tão desafinados quanto os do tempo de Jaime de Carvalho. Liderados por Grimário Batista do Nascimento, o Seu Guigui, eles tocam nos jogos de futebol e nas finais dos esportes amadores. - Quando o Flamengo não chama, cada um faz seu bico em bandas de música, como a da Guarda Municipal - conta o músico de 57 anos, aparentando mais, em fala lenta e pausada.
Rio - Depois de um longo período de trabalho e pesquisa do Flamengo e de seus colaboradores, está entrando no ar a Flapédia, a enciclopédia colaborativa do Flamengo. Nela, o torcedor vai encontrar mais de 1000 artigos (inicialmente) com fatos e estatísticas da história do Flamengo, entrevistas, fotos, vídeos, calendário de jogos e muito mais. Visite E o grande destaque da Flapédia é o torcedor Rubro-Negro. Nela, o torcedor pode navegar, pesquisar e viajar na história do clube Mais Querido do Brasil, e contribuir. Entre as atrações da página, estão os grandes elencos do passado, como o campeão mundial de 1981, os ídolos internacionais que atuaram no clube, como o alemão Franz Beckenbauer. Ricardo Jorge Hinrichsen, diretor executivo de marketing do Flamengo, e idealizador da página na internet, disse que ela surgiu de uma constatação. "Estávamos desenhando o conteúdo que seria incluído no novo site do Flamengo e chegamos a conclusão que fazer como os outros clubes listando os títulos mais importantes, os maiores jogadores e outras informações, não era suficiente. O Flamengo não é igual aos outros, portanto nada melhor do que ao invés de listar os maiores títulos, atletas, partidas, etc, criar uma ferramenta e permitir à Nação Rubro-Negra fazê-lo. A diferença do Flamengo em relação aos outros é o seu torcedor, porque não dá a ele o poder de escrever sobre a história do clube?" Segundo Ricardo o Flamengo possui um acervo riquíssimo de fotos, textos, documentos e vídeos. "Na medida do possível vamos torná-lo digital e acessível pela Flapédia".
No dia 6 de outubro, os jovens, mais Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia, foram dar a primeira volta com o barco. Saíram da Ponta do Caju, na praia de Maria Angu (atual Ramos), de tarde. Mesmo com o tempo ameaçador no céu, Mário Spindola dirigiu rumo à praia do Flamengo. Então, o primeiro grande desafio do grupo surgiu. O forte vento virou a embarcação e os náufragos tiveram que se segurar no que restou da Pherusa. Joaquim Bahia, excelente nadador, saiu até a praia em busca de ajuda. Mas a chuva cessou e logo apareceu um outro barco, o Leal, de pescadores da Penha, e fez o resgate dos jovens e da Pherusa. A preocupação passou a ser Bahia, que depois de quatro horas chegaria à praia, tornando-se o primeiro herói do Flamengo. A recuperação de Pherusa foi iniciada novamente. Quando ela já estava quase pronta, foi roubada e nunca mais vista. Mas o entusiasmo em fundar um grupo de regatas não desapareceu. Os jovens decidiram comprar outro barco. George Lenzinger, José Agostinho, José Félix e Felisberto Laport entraram na história, juntaram o dinheiro necessário e compraram o Etoile, de Luciano Gray, logo batizado de Scyra e registrado na Union de Canotiers. Na noite de 17 de novembro de1895, no casarão de Nestor de Barros, número 22 da Praia do Flamengo, onde era guardada a Pherusa e depois a Scyra, foi fundado o Grupo de Regatas do Flamengo e, com ele, eleita a sua primeira diretoria: Domingos Marques de Azevedo, presidente; Francisco Lucci Colás, vice-presidente; Nestor de Barros, secretário; Felisberto Cardoso Laport, tesoureiro. Destacados ainda como sócio-fundadores, José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Spíndola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Eduardo Sardinha, José Felix da Cunha Menezes, Emygdio José Barbosa (ou Emygdio Pereira, ou ainda Edmundo Rodrigues Pereira, há controvérsias) Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chalréo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas assinaram a ata dias depois e receberam o título. No encontro, foi acordado que a data oficial seria a de 15 de novembro, pois no aniversário do Flamengo sempre seria feriado nacional (Dia da Proclamação da República), e que as cores oficiais seriam azul e ouro, em largas listras horizontais.
Habilidoso e rápido ponta-esquerda do Flamengo nos anos 70 e 80, Júlio César da Silva Gurjol, o Júlio César Uri Geller, hoje trabalha como professor de futebol para garotos do CFZ, clube do Zico, no Rio de Janeiro (RJ). Nascido no dia 3 de março de 1956, na capital carioca, Júlio César foi um tormento para muitos laterais-direitos, principalmente vascaínos, botafoguenses e tricolores. Seus dribles como camisa 11 rubro-negro lhe renderam o apelido de Uri Geller, um mágico da época. Em 131 jogos (91 vitórias, 27 empates e 13 derrotas) pelo Fla, Júlio César marcou 8 gols. Ele articipou de importantes conquistas do rubro-negro, entre elas o Brasileirão de 1980. Depois do Flamengo, Júlio César jogou no Grêmio e também no futebol argentino, mas seu melhor momento foi mesmo defendendo o rubro-negro carioca. Além de trabalhar para seu grande amigo Zico, Júlio César também costuma bater uma bolinha nos veteranos do Fla ao lado de Adílio, Gilmar Popoca, Leandro, Adalberto, entre outros.
Humoristabrasileiro. Costinha era conhecido por ser um excelente careteiro e por sua especialidade em contar piadas de bichinhas e de portugueses, freqüentemente usando termos de baixo calão. Apesar da vasta filmografia (atuou em mais de 50 filmes), a parte mais conhecida --e bem-sucedida-- de sua carreira se deu nos palcos, através os shows de piadas apresentados de maneira quase ininterrupta através das décadas. No início dos anos 70s também fez sucesso com a peça "O donzelo". Na televisão, sempre sofreu com a censura. Com abrandamento (no início da década de 80) e o término desta (com a Constituição brasileira de 1988), passou a frequentar com mais regularidade vários programas humorísticos. Seu último papel foi como "Seu Mazarito" na Escolinha do Professor Raimundo. Costinha faleceu no Rio de Janeiro aos 72 anos, em 1995, de enfisema pulmonar.